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Análise do jogo "New Super Mario Bros" para DS escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 8 de 10, enviado por Giordano Trabach,
O título é sem imaginação, mas exprime muito bem o que é New Super Mario Bros.: uma nova versão, para DS, do maior clássico de plataforma da Nintendo. As inovações que fizeram parte dos últimos jogos de Mario para Nintendo 64 e Gamecube foram deixadas de lado em favor da volta à simplicidade de uma mecânica que nunca exige mais que dois botões, e de uma jogabilidade focada nos saltos e ???bundadas??? precisas. Este é um Mario da velha guarda, com todo o charme das aventuras bidimensionais do encanador, mas às vezes muito preso ao passado e despretensioso. [t2]Fios brancos no bigode[/t2] O enredo é o de sempre: a princesa Peach foi raptada por Bowser Jr. e Mario deve percorrer oito mundos para salvá-la. Os cenários trazem as bifurcações subterrâneas através dos canos e vários caminhos secretos para satisfazer o jogador mais obstinado, que procura o máximo possível de moedas em cada trecho. No mapa maior, o cenário se bifurca ainda mais e é possível trocar moedas em forma de estrela por um direito de percorrer novos caminhos e salvar o jogo em um ponto especial. A primeira mudança só aparece quando Mario da uma cabeçada nos blocos com interrogação e descobre os novos poderes dos cogumelos: um deles o transforma temporariamente em Mega Mario, uma versão gigante do personagem que ocupa a altura de uma tela e ainda dá imunidade ao herói, permitindo que ele passe por cima de tudo que aparece em sua frente; outro tem efeito contrário e o transforma em Mini Mario, deixando-o vulnerável ao encontro com os inimigos, mas permitindo que entre em canos e espaços menores e ainda dê saltos maiores e flutuantes; já o Shell Mario coloca uma carapaça de tartaruga nas costas do encanador, e desta forma ele poderá se encolher dentro do casco e deslizar, eliminado os inimigos que vierem; e, finalmente, o mais útil, o velho Fire Mario, que dá o poder de lançar pequenas bolas de fogo. Mas a boa seleção de poderes especiais não resulta em grande benefício para a jogabilidade. Alguns poderes, como o Mega Mario, são raros, e não têm a graça dos rodopios ou da capa especial de Super Mario World, por exemplo. O mesmo vale para os confrontos com os ???chefes???: apesar de Mario enfrentar outras criaturas além de Bowser, a tática para qualquer um nunca varia de desviar e aplicar o golpe de bunda com precisão, e repetir. New Super Mario quer recriar a mesma jogabilidade de Mario 3, e ela é divertida, mas muito simples e um tanto previsível. Nem mesmo os recursos de tela sensível ao toque e duas telas do DS valeram o esforço de uma reforma para a jogabilidade. As duas telas são usadas da forma mais comum: a de baixo mostra as informações básicas de vidas, posição no mapa etc, e eventualmente alterna com a tela de jogo para mostrar as fases subaquáticas. Já a tela sensível ao toque serve apenas para selecionar um poder de reserva, no caso de Mario engolir um cogumelo a mais. Pelo menos tecnicamente New Super Mario Bros. representa um bom progresso em relação aos jogos clássicos de Mario. Os personagens, incluindo Mario e Luigi, são modelados em 3D, o que resulta em animações mais naturais e variadas em relação aos ???sprites??? de outrora, e os cenários do Reino do Cogumelo, que vão de desertos a ambientes subaquáticos, são todos muito bonitos e interessantes. Na neve, por exemplo, Mario pode afundar no chão ou ficar preso quando uma bola de neve cai da copa de uma árvore. O jogo também é farto em extras, separados em duas categorias: um modo multiplayer, com conexão direta, no qual Mario e Luigi devem disputar quem coleta cinco estrelas mais rápido em um cenário de jogo qualquer; e mini-games para um ou mais jogadores, que vão de jogos de ação a cartas, como BlackJack, memória e Poker. São dezenas de mini-games, alguns remanescentes de Mario 64 DS, separados em quatro categorias, ideais para curtir com amigos enquanto um Mario Party não aparece no DS. [t2]O Veredicto[/t2] New Super Mario Bros. não é diferente da maioria dos jogos para portáteis que reciclam fórmulas testadas nos consoles grandes com uma ou outra novidades. Neste caso, uma aventura bidimensional clássica de Mario é algo cômodo para a Nintendo e bem vindo para os fãs, principalmente quando se considera a má adaptação do controle 3D de Mario 64 DS ??? o outro jogo do encanador disponível para o portátil. Porém, a falta de novidades relevantes, e a jogabilidade simples e presa demais ao modelo dos jogos antigos deixam este Mario distante do status de clássico. No final, é um jogo sólido e divertido, mas sem o brilhantismo habitual da série. [t2]Prós:[/t2] [list]Divertido como qualquer Mario; ??timos efeitos "clássicos" de som; Muito bonitinho; Boa variedade de mini-games e um bom multiplayer.[/list] [t2]Contras:[/t2] [list]Jogabilidade não tem a veriedade e a graça dos melhores, como SMW e Yoshi's Island; Desprezo pelas funções de toque e duas telas do DS.[/list]
Fonte: Outer Space
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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