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Análise do jogo "Heavy Metal F.A.K.K. 2" para PC escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 8 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Mulheres... não tem coisa melhor neste mundo do que elas, ainda mais quando aparecem com roupas coladas e curtas. Depois da Eidos Interactive, que foi a pioneira na exploração do corpo feminino com a musa digital Lara Croft, muitas produtoras de jogos iniciaram seu trabalho focando em um personagem do sexo feminino, contrastando ação e violência com beleza e sensualidade. Algumas que surgiram, como a gostosa Rynn, de Drakan, conseguiram esbanjar carisma além de exibir belas formas corporais, mas muitas não tinham sequer uma gota de simpatia. Tentando pegar esta onda, a Ritual Entertainment resolve apelar de vez, e trazer uma musa da realidade para um jogo. Trata-se de Julie Strain, a eleita gata do ano de 1993 pela revista masculina norte americana Penthouse, que coloca trajes exuberantes e vem estrear em Heavy Metal FAKK 2. Meu Deus, como ela é boa. [t1]O mundo futurista e caótico[/t1] O jogo revive toda as características dos quadrinhos Heavy Metal e do longa metragem em desenho animado, Heavy Metal 2000, porém os eventos acontecem cerca de três décadas após os do filme. Depois de travar batalhas pelo universo, a vitoriosa Julie trouxe consigo um monte de humanos desabrigados para o seu mundo natal, ??den. Enquanto se adaptavam no planeta e construíam suas novas casas, estes seres descobriram que a água de ??den tinha um poder além da vida e da morte, capaz de interromper o envelhecimento natural das pessoas. Querendo proteger esta fonte misteriosa de poder, os novos cidadãos de ??den construíram um escudo de energia para proteger o planeta de ataques, e colocaram em órbita um FAKK 2 (Federation Assigned Ketogenic Killzone - Zona de Abate Quetogênica designada pela Federação), que é uma espécie de alarme/camuflagem que disfarçava o planeta aos olhos de curiosos intergalácticos. Tudo ia bem com a nossa gostosa e seu povo, até que meteoritos começam a atingir o escudo de energia e estranhos acontecimentos surgem em ??den. Cabe agora a você, conduzir a deliciosa Julie e descobrir a fonte de todo o mistério. O jogo é composto por 25 fases, que variam desde cidades, esgotos, florestas, pântanos, laboratórios, interior de naves... Uma vez que nenhuma destas fases chega a ser parecida com a anterior, HMF2 ficou com cenários bem diversificados e nada repetitivo. Os ambientes ainda são muito bem detalhados e vastos, permitindo uma certa exploração, sem total liberdade. [t1]Belos seios e gráficos[/t1] A Ritual Entertainment ficou de parabéns mesmo na concepção visual de Heavy Metal FAKK 2. Utilizando uma versão modificada do sistema gráfico de Quake 3, eles simplesmente conseguiram fazer o jogo de ação mais belo de todos os tempos. Felizmente, fugiram daquele padrão muito vermelho e marrom de Quake para trazer algo abarrotado de cores, coisa nunca vista antes no gênero. Os gráficos de Heavy Metal ficaram esplêndidos e os ambientes extremamente detalhados, mas o que mais impressiona é o espetáculo pirotécnico proporcionado pelos efeitos de luz. O jogo é praticamente feito por luzes, e é efeito que não acaba mais, fazendo com que o resultado final ficasse tão belo quanto os bustos de Julie. Confesso que já tinha visto belas fotos de Heavy Metal antes de joga-lo, mas não imaginava que, em movimento, ele fosse tão mais bonito assim. As texturas das paredes e dos personagens também estão bonitas, assim como os efeitos do céu e da água. Todo o brilho de HMF2 acaba ficando para a personagem principal, Julie. Jesus, como ela é gostosa. A estrela da Penthouse é uma delicia na vida real e, no jogo, conseguiu ficar extraordinária também. Os cuecas de plantão têm um excelente motivo para gastar seu dinheiro, pois silicone virtual aqui é que não falta. As roupas de Julie (se é que pode se chamar aqueles pequenos retalhos de roupa) a deixam sensual pacas, e quase peladinha. Claro que, como um bom alienígena tarado, tive o prazer de apalpá-la na E3 deste ano, no estande da Gathering of Developers, onde ela distribuiu autógrafos semi nua. Apesar de ter luz que não acaba mais, o jogo ficou um pouco apagadão. A história é pouco consistente e dá aquela sensação de & 147;não sei ao certo porque estou lutando ou pra onde estou indo, mas vou& 148;. O final do jogo também passa um sentimento de não conclusão dos fatos, mas FAKK 2 é algo que se deve pegar e deliciar, sem se preocupar com um porquê. Encarando isto, ele se torna uma mistura perfeita de aventura com ação, com uma quantidade decente de ambientes para explorar e sem a aparição ininterrupta de monstrengos chatos. Um ponto muito a favor é que quase não existe aquela velha ladainha de & 147;pegue chaves e abra portas& 148; o tempo inteiro. Julie conta com um inventário de armas bastante atípico, que mistura antiguidade com modernidade, mas que é muito bacana. Nele se misturam espadas normais, elétricas e de fogo, motoserras, machados, escudos, fundas, bestas, revólveres, metralhadoras, lança-foguetes, detonadores térmicos, espingardas, lança-chamas e o misterioso Sugador de Almas. ?? possível equipar Julie nas duas mãos, para que se possa mesclar ataques, mas algumas destas armas requerem o uso de ambas as mãos. No quesito de sons e músicas, HMF2 agrada muito, principalmente se você utilizar um sistema de quatro caixas de som para usufruir dos efeitos sonoros em 3D. Os ruídos das armas e criaturas são bem realistas, assim como as vozes dos personagens retratam muito bem a personalidade de cada um. As músicas são ideais e, para os mais desapercebidos, quase não dá para ser escutada. Sua intenção de apenas dar um fundo, recheando o ambiente, foi sensata e proporciona um clima bem agradável. [t1]Alguns probleminhas ocorrem[/t1] A jogabilidade reveza bons e maus momentos, mas no geral não ficou muito boa. Os controles, que são um quesito de muito peso em jogos de ação, não ficaram tão precisos e Julie demora um pouco a responder aos comandos. Em vários momentos, cheguei a ser avacalhado pelos pequenos retardos que aconteciam entre o meu comando e a execução da personagem, principalmente quando se tinha que subir escadas, escalar paredes ou deslizar por canos suspensos. FAKK2 ainda sofre do efeito colante: toda a parede em que Julie se encosta ela agarra, como se tivesse cola por todo o corpo. Este bug irritante atrapalha em vários momentos, principalmente quando inimigos estão à sua volta. Ainda bem que uma coisa não deixou eu ficar nervoso: [t1]Julie... Meu Deus, como ela é boa.[/t1] Heavy Metal tem uma dificuldade desafiadora mas não é muito extenso em tamanho, e como não existe um modo multiplayer, acaba que a durabilidade ficou debilitada. A diversão proporcionada é muito boa, entretanto faltou um algo mais para torna-lo espetacular. Quando se chega no final, sente-se claramente que os fatos não foram bem explanados e uma indagação básica surge: & 147;E aí? que mais?& 148;. Quem possui um computador de baixa performance, poderá se estrepar com HMF2, apesar dele não ter um requisito de sistema absurdo. Usando uma máquina dentro dos padrões necessários, meu Celeron 450 com 64MB e uma Voodoo 3 3000 se sentiu no gargalo para rodar o jogo. Também, é de se esperar com tantos efeitos e gráficos soberbos. [t1]O Veredicto:[/t1] Heavy Metal FAKK 2 tinha tudo para ser, isolado, o melhor jogo de ação em terceira pessoa para PC do ano, mas perdeu um pouco seu brilho devido a alguns problemas. Mesmo assim, ainda está no páreo, competindo pau a pau com a concorrência acirrada de bons jogos, como Tomb Raider e Drakan. O espetáculo visual que ele proporciona já o suficiente para que se torne uma necessidade para os amantes do gênero. [t2]Prós:[/t2] + Meu Deus, como ela é boa; + Espetáculo visual: cores, luzes e gráficos impressionam a todo instante; + Músicas de fundo exerce o seu papel sem atrapalhar as barulheiras do jogo; + Sons, principalmente das armas, são bons até; + Divertido; [t2]Contras:[/t2] - Efeito colante; - Jogabilidade meio ???durona???, com comandos lentos; - Pequena extensão e falta de multiplayer deixaram a durabilidade a desejar.
Fonte: Outer Space
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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