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Análise do jogo "God of War III" para PS3 escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 9 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Como parte final de uma trilogia que começou já no fim do ciclo do Playstation 2, God of War 3 é muito parecido com os dois jogos anteriores, mas nem por isso é menos interessante. Além de fazer o salto para a alta-definição no Playstation 3, a nova aventura de Kratos consegue ser ainda mais impressionante e épica que antes. E também prova que a ideia original ainda é melhor que seus recentes clones. [t2]O vingativo Kratos[/t2] O terceiro episódio começa de onde o segundo termina. Para quem nunca jogou a séria e não sabe o motivo que Kratos está buscando vingança, a explicação mais simples e rápida é que o deus da guerra Ares acabou o traindo e matando sua família. Kratos então mata Ares e somente depois descobre que foi tudo uma armação barata de Zeus. Decide que é hora de expandir os horizontes de sua raiva e vingar-se pela injustiça que havia acabado de cometer. Ao invés de focar todo seu ódio em uma pessoa, ele passou a perseguir todos os deuses do Olímpio e só irá descansar quando todos estiverem mortos. Depois de uma dura e penosa batalha contra Zeus, no final do segundo título, Kratos une suas forças com os titãs, antigos ???deuses??? que buscam derrubar os atuais e reerguer seu poder. ?? neste ponto que começa o terceiro e derradeiro episódio. A história se mantém no roteiro original e um tanto quanto previsível. Kratos com a ajuda dos titãs segue em busca de sua vingança, mas é traído pelos gigantes, tendo que lutar sozinho contra tudo e todos. Um dos pontos que poderiam ser melhorados é a forma de narrativa utilizada. A trama é contada através de pequenos trechos que se assemelham muito a capítulos. Existem fases que servem para explicar apenas determinada parte da história, parecendo mais um episódio sem qualquer ligação com o jogo em si. Quem acompanhou a série vai sentir que a história demora muito para pegar no tranco e que os verdadeiros momentos de tensão foram deixados para o final. Em um primeiro momento pode parecer complicado unir os pontos e formar um enredo que possa ser chamado de trilogia, mas os produtores conseguiram com o tempo mostrar um roteiro interessante e que não deixa brechas na história [t2]Processador potente, mudanças boas[/t2] As principais mudanças vistas de GoW3 são gráficas. A diferença já é perceptível nos primeiros minutos de jogo através da grandiosidade do cenário: amplo e com excelente profundidade. Logo no início, no monte Olimpo, escalar a bela montanha na companhia dos titãs é uma tarefa indescritível. A beleza gráfica e os detalhes que compõem o cenário são de encher os olhos. Quando mais o jogador se aventura caminho a cima, seja pulando ou com a ajuda de um gigante, mais detalhes desta maravilhosa e detalhada paisagem são revelados. O mais impressionante disto tudo é quando, ao retornar a um ponto do cenário anterior, tem-se novas surpresas antes encobertas por diferentes ângulos de visão. Todo o jogo se passa em um único ambiente: o Olimpo. O jogador sobe, cai para o inferno de Hades, sobe novamente, vai e volta. Tudo acontece naquele lugar restrito. Não, não estou apontando um problema aqui. Problema seria se ocorresse uma repetição de cenários. Mas tudo é diferente, com alguns pequenos detalhes como uma pedra ao fundo ou um pedaço de corrente que tem o propósito de lembrar o jogador que ele ainda está no mesmo lugar. Quem busca God of War porque quer a violência explicita pode ficar tranquilo. GoW3 é, de longe, o mais competente neste quesito. Primeiro porque os gráficos permitem ainda mais nojeira como estômagos e intestinos rolando pela tela. Os clássicos QTEs para desmembrar os oponentes estão de volta e prometem muitas cabeças rolando, pernas arrancadas e chifres quebrados. A tortura dos inimigos está mais real graças à modelagem extremamente realista dos inimigos e do próprio Kratos. Não vai ser novidade o jogador ser pego de surpresa tomando uma surra de um simples e burro esqueleto só porque ficou parado olhando o movimento do oponente. Se a modelagem surpreende, os efeitos de luzes acompanham com a mesma competência. O estúdio Sony Santa Monica fez uma boa escolha ao criar diversos cenários totalmente escuros só para obrigar o jogador a usar a Blade of Exile e iluminar tudo com as chamas que saem das adagas, e ainda teve a pachorra de criar uma arma secundária que é a cabeça de Apollo transformada em uma espécie de lampião. Simplesmente lindo de se ver. [t2]Leves mudanças na jogabilidade[/t2] A jogabilidade, que é um ponto forte desde o primeiro jogo, mudou muito pouco. Foram mantidos os controles originais e aprimorados pequenos detalhes buscando atingir a perfeição. Uma das pequenas mudanças é a melhora das respostas dos controles. As ações são mais instantâneas, mesmo quando se está a meio caminho andado de um combo, por exemplo. Nos jogos anteriores, quando se tentava acertar uma sequência de combos em um inimigo e errava-se o ângulo, Kratos era obrigado a parar, virar para o oponente e recomeçar toda a sequência novamente. Agora isso acabou de vez. Entre socos é possível mudar a direção dos golpes apenas virando o direcional para o lado certo e pronto -- não se perde tempo e ainda evita-se a burrice de socar o ar dando as costas para o inimigo. Outra mudança notável é o agarrão à distância. Apertando dois botões, Kratos lança suas correntes prendendo o inimigo e arrastando-o em sua direção dando um murro em pleno ar no coitado. ?? primeira vista não parece a coisa mais útil do mundo, mas quando nota-se que God of War 3 tem bem mais inimigos na tela que seus antecessores, essa habilidade é extremamente útil para atravessar o campo de batalha inteiro e ir de encontro aos arqueiros irritantes no fundo do cenário. Aproveitando que o assunto é o aumento de oponentes simultâneos na tela, é preciso comentar que agora eles pensam em equipe. Não é raro quando os infelizes resolvem pular todos ao mesmo tempo em cima do herói, obrigando o jogador a ficar girando o mais rápido possível o analógico e fazer Kratos jogar inimigos para o alto como pipoca estourando na panela. Novas armas estão disponíveis e assim como os jogos anteriores elas modificam a jogabildiade de forma criativa e destrutiva. No entanto, quantas vezes o jogador não ficou naquela dúvida de qual seria a arma ideal? God of War 3 resolve este problema. Apertando X e L1 ao mesmo tempo troca-se a arma atual pela próxima da lista, sem precisar usar direcional algum ou entrar no menu. Traduzindo em miúdos, a pessoa pode começar um combo apertando determinados botões e no meio da sequência trocar por outra e finalizar com um golpe totalmente diferente. As possibilidades que as combinações de armas permite são sensacionais. [t2]Conclusão[/t2] Com God of War 3 a Sony Santa Monica conseguiu aperfeiçoar a jogabilidade, que já era excelente nos jogos anteriores, e ainda transportou as batalhas épicas de Kratos para um sistema gráfico que explora muito bem o poder do Playstation 3. Se alguma coisa poderia ficar melhor, certamente seria a história que demora muito para engatar a marcha certa e surpreender a quem joga. Ainda assim, o desenrolar da vingança de Kratos é cheio de momentos de testosterona e brutalidade ??? justamente os elementos que o fazem um herói tão carismatico. [t2]Prós:[/t2] [list]Gráficos que fazem jus ao Playstation 3; Jogabilidade melhorada, mesmo que isso pareça impossível; Momentos de tensão graças a um final muito bem tramado; Batalhões de inimigos simultâneos na tela.[/list] [t2]Contras:[/t2] [list]A história demora muito para chamar a atenção.[/list]
Fonte: Outer Space
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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