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Análise do jogo "Final Fantasy IV" para GBA escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 8 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Demorou um bocado para a Square Enix trazer um dos capítulos mais adorados de Final Fantasy para o Gameboy Advance. Mas apesar de chegar atrasado à festa, e de demonstrar certos sinais de velhice, Final Fantasy IV Advance é um episódio especial, e que merece ser recebido com tapete vermelho por quem aprecia o gênero. [t1]Drama finalfantasiano[/t1] Final Fantasy IV conta a história de Cecil, um guerreiro que é capitão dos Red Wings, a temida força aérea do reino de Baron. Em uma de suas missões, Cecil começa a contestar as ordens do rei, que ultimamente têm ficado cada vez mais suspeitas e recheadas de maldade. Incapaz de aceitar a rebeldia de seu subordinado, e já mostrando que está se tornando um tirano, o rei decide remover Cecil de seu cargo e lhe dá uma última missão: Levar um anel até uma vila de Myst. Sem poder se defender, o herói aceita a missão e parte logo cedo para o local, acompanhado de seu amigo Kain. Chegando lá, descobrem que foram usados para mais uma cilada de rei: O anel se transformou em bolas de fogo que queimaram a vila e mataram seus moradores. A partir daí, Cecil decide se opor ao rei e iniciar uma aventura para descobrir o porquê de suas atitudes recentes. O enredo em si é fantástico, um dos melhores já vistos em um RPG ou em gênero. Além de uma narrativa interessante, executada com todo o talento em contar histórias da Square, existem muitas missões diferentes, reviravoltas e traições inesperadas, momentos de muita emoção e drama, e personagens extremamente carismáticos, que não servem apenas para compor numericamente a equipe na aventura, mas que estabelecem forte envolvimento com a trama e com o jogador. Ao contrário de muitos RPGs, o jogador não tem controle sobre a entrada e saída destes personagens no grupo ??? o processo é ditado pela história, em vários momentos durante o evoluir da jogatina, e muitas vezes em acontecimentos totalmente inesperados. Mas o fato é que cada um que tem o seu estilo, personalidade e habilidades, que sempre são úteis no contexto. [t1]Batalhas tradicionais[/t1] Quem nunca jogou FFIV vai encontrar uma jogabilidade bastante agradável e amigável, suficiente para prender iniciantes no gênero sem nunca se tornar simples demais para os jogadores ???hardcore???. O mapa do mundo é bem bolado, existem muitos locais para explorar, cidades para visitar, dungeons para completar, chefes para matar (cada um mais criativo que o outro), e armas, itens e magias para comprar e ganhar. ?? um jogo rico em conteúdo, com variedade suficiente para entreter bastante o jogador durante as suas 20 horas (aproximadamente) de aventura. As batalhas surgem aleatoriamente, na fórmula tradicional dos RPGs japoneses, sendo um pouco cansativa e potencialmente frustrante. Mas o tédio deste sistema é amenizado em FFIV, uma vez que não é difícil fugir dos confrontos ??? mesmo que se arrisque perder alguns ???Gils??? na tentativa ??? e o processo de derrotar os inimigos flui com boa velocidade, sem animações desnecessárias. Mas o que torna os combates verdadeiramente interessantes é o bom balanceamento entre desafio e as possibilidades de táticas e nível de ataque do jogador. Ao contrário de muitos jogos de hoje nos quais as batalhas se resumem a simplesmente atacar sem precisar pensar, FFIV valoriza cada magia e item, estimulando o jogador a variar seus ataques de acordo com o estilo ou fraqueza dos inimigos, o que dá uma boa dinâmica à jogabilidade. Se um grupo grande de inimigos pode parecer muito difícil para seu nível, uma magia para deixar metade deles zonzos pode ser a solução, enquanto os dois mais fortes podem ser derrubados por uma combinação de ataques especiais e feitiços específicos. Este tipo de tática é usado com grande freqüência em FFIV. [t1]O que há de novo na versão portátil[/t1] Esta versão para Gameboy Advance não traz novidades relevantes em relação ao original, lançado no Super NES em 1991. ?? mais uma conversão, não tanto um remake, e deixa um pouquinho a desejar neste ponto. Depois de 14 anos, a Square Enix poderia ter lançado algo com gráficos nitidamente melhorados e outros extras que chamassem mais a atenção, mas ela preferiu simplesmente trazer o jogo de volta, com pouca coisa a mais. Quem não é um verdadeiro fã do original poderá não reparar bem as novidades desta versão para o GBA. O jogo está visualmente mais detalhado, com cenários mais trabalhados tanto nos combates quanto dentro das cidades (vide imagens comparativas na galeria), mas ainda continua muito fiel ao original, o que o torna bastante ultrapassado para os padrões de hoje. Já a parte sonora é idêntica ao original, o que não chega a ser mau negócio, visto que o quarto capítulo tem algumas das composições mais inspiradas do talentoso Nobuo Uematsu. Outra novidade fica por conta do Quicksave, que nos permite salvar a qualquer momento, como nos emuladores ??? uma função muito útil para as jogatinas rápidas de um portátil. A diferença para um ???save game??? normal é que o salvamento rápido permite resumir o jogo apenas uma vez, evitando assim que a dificuldade do jogo seja diminuída pela trapaça de gravar e recarregar a todo instante. Outra função inédita adicionada em FFIV Advance é o modo Bestiary, uma enciclopédia de monstros, mostrando sua foto e atributos. ?? medida que vamos enfrentando os monstros, eles vão aparecendo no modo para depois apreciarmos sua anatomia e demais características. A maior adição fica mesmo para um dungeon secreto bastante grande que é acessível perto do final do jogo. O resto é basicamente a mesma coisa, o mesmo RPG que é considerado por muitos, o melhor da série Final Fantasy. Se você não teve a oportunidade de experimentá-lo, portanto, não há melhor oportunidade. [t1]O Veredicto:[/t1] Final Fantasy IV Advance é, por um lado, uma oportunidade mal aproveitada de atualizar o visual e conteúdo de um RPG que já tem 14 anos e que, mesmo em sua época de lançamento, nunca se destacou pela beleza e sofisticação. Por outro, esta versão portátil serve para lembrar exatamente das qualidades que fizeram, e ainda fazem, deste quarto capítulo um Final Fantasy dos mais admirados. A história é a mais dramática da série, os personagens, como Tellah, Palom & Porom, são heróis inesquecíveis e o balanceamento das batalhas faz os jogos atuais parecerem involuídos em comparação. Altamente recomendado para quem nunca teve a oportunidade de conhece-lo, ou para quem quer ter o melhor de Final Fantasy em sua coleção. [t2]Prós:[/t2] + História dramática e emocionante; + Personagens carismáticos e que têm envolvimento forte na história; + Muitas localidades, itens, monstros etc. Um jogo bem rico em conteúdo; + Batalhas cheias de tática e desafio, que estimulam a utilização de itens e magias. [t2]Contras:[/t2] - Poderia ter mais novidades relevantes; - Gráficos muito pouco melhorados, quase não se percebe.
Fonte: Outer Space
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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