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Análise do jogo "Devil May Cry 4" para X360 escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 7 de 10, enviado por Guimephiles,
O herói Dante tira uma folga nesta seqüência da série Devil May Cry e em seu lugar entra o jovem Nero, mais um que irá enfrentar demônios e desvendar segredos dos confins do inferno. A série é um sucesso e possui fãs fervorosos, mas será que DMC4 consegue reavivar a fórmula do jogo agora que passou aos consoles da nova geração? [t1]Um capeta em forma de guri[/t1] Em Devil May Cry 4, o sujeito meio homem meio demônio Dante não é o personagem principal, mas os fãs podem ficar calmos: Nero, o rapazola-demônio que toma seu papel é idêntico ao protagonista comum da série, só que com menos barba e voz de menino-moço. O casaco de couro e a vestimenta cheia de enfeites está lá, assim como as armas e os poderes demoníacos. Na história, Nero participa do culto ???Order of the Sword???, e depois do ataque sanguinário à sua Igreja ele é chamado para capturar o responsável, que é nada mais, nada menos, que o próprio Dante. Confuso? Bastante, como sempre. A história se desenrola por aí, com Nero descobrindo que os demônios não estão muito felizes no inferno e querem vir pra Terra. No meio tempo, Nero também tem que resgatar sua namorada Kyrie (a cantora de ópera) que foi seqüestrada pelos malvadões. Enfim, a história talvez seja o menos importante para compreender. Importante mesmo aqui é saber dar combos e dilacerar os inimigos. O visual é o mesmo dos outros jogos da série, com castelos abandonados, igrejas estranhas, masmorras e calabouços. A interação com estes cenários é mínima: eles são apenas pano de fundo para a matança. A trilha instrumental de rock industrial farofento também só toca quando os inimigos aparecem, sendo a deixa para o jogador empunhar a espada. Os efeitos sonoros são coerentes e os gráficos em alta-definição, mesmo que nunca impressionando, ainda agradam, mas as animações em CG deixam a desejar, como é o caso da cena onde um personagem é cravado por uma espada, o sangue jorra, mas não deixa nem respingos na roupa. [t1]Banho de sangue[/t1] O melhor de Devil May Cry é mesmo matar. Matar de diversas maneiras possíveis realizando combos massacrantes. Para isso, as armas devem ser imponentes também, portanto Nero tem mais que uma espada e pistolas: seu braço direito é demoníaco e possui poderes especiais. Este braço brilhante, chamado de Devil Bringer, é utilizado para puxar os inimigos e arremessá-los, e para se segurar em esferas azuis brilhantes que servem para escalar alturas maiores. Nas batalhas com os chefes, o Devil Bringer gera algumas ações especialmente violentas. A espada também possui um toque diferente em sua utilização: seu punho é igual ao acelerador de uma moto. Ao pressionar o botão LT, um medidor de ???marcha??? aparece no canto esquerdo superior da tela. Carregar ???as marchas??? da espada faz com que ela fique flamejante e os combos mais eficientes. O estilo de luta que dá ???style points??? nada mais é do que ???matar bonito???, e isso Nero sabe fazer, também porque pode comprar diferentes combos que desencadeiam em movimentos absurdos e finalizações impiedosas. Realizar combos é bem fácil: basta apertar o botão de ataque com espada em determinado ritmo e tempo. Juntando estes ataques de espada flamejante, mais os tiros e mais os arremessos, as cenas de luta se tornam brutais e muito divertidas. Adicione a todos estes instrumentos de tortura a função ???Devil Trigger???, que surge depois de algumas fases e dá a Nero a aura do capeta -- não dá pra ficar mais violento que isso. [t1]Dos quintos dos infernos[/t1] A jogabilidade é simples: no caminho, Nero cruza com alguns puzzles nada cerebrais. Portas que se abrem, paredes que explodem... a resposta é sempre dar porrada com a espada, matar monstros, jogar alguma coisa longe ou pular mais alto. Talvez Nero tenha o QI baixo demais e concentre toda sua força em resolver os problemas quebrando as coisas, e o maior desafio mesmo é encontrar as fraquezas dos adversários e saber esquivar-se dos ataques. O esquema de itens do personagem é igual aos jogos anteriores. Recolhe-se as ???red orbs??? pelas fases para comprá-los, e orbs de outras cores servem para diferentes fins, como a azul que aumenta o medidor de energia. A cada compra os itens sobem de preço consideravelmente. Realmente a inflação em DMC4 é infernal. A diferença é que agora ao passar de fase o jogador recebe ???Proud Souls???. Dependendo de como foi a performance na fase, ele recebe mais ou menos destas ???almas???, e é somente com isso que irá comprar upgrades para o personagem. Se o rank final for ruim, o número de Souls será baixo, portanto, é importante ficar de olho nas exigências de tempo e de estilo de luta. Os upgrades são variados e se direcionam em combos com espada, tiros mais potentes, pulos mais altos e maior alcance para a Devil Bringer. A dica é comprar primeiro os combos com a espada, que são muito eficientes e depois ir melhorando as outras armas e ações. Dentro das próprias fases se encontram as estátuas que dão acesso às compras de itens e upgrades, e estas são muito úteis quando nível de energia está baixo. O mapa que fica constantemente na tela aponta a localização destas estátuas, bem como portas e direções do cenário. [t1]The number of the beast[/t1] Dentro das fases há missões secretas que são só para os jogadores mais ávidos, já que exigem bastante habilidade com os controles. Cada uma é diferente, sendo que algumas consistem em matar todos os inimigos em determinado tempo e outras exigem que os inimigos morram somente com um golpe específico. Todas são difíceis, mas no final recompensam o jogador com orbs e outros mimos. E quem ficou triste por Dante não ser o herói da vez pode sorrir: ele aparece no meio do jogo e, sim, é um personagem jogável e tão mortal quanto antes. A jogabilidade com Dante é bem parecida com a de DMC3, e ele pode trocar de armas escolhendo entre as de curto e longo-alcance, ou usar a habilidade do Devil Trigger também, embora aparentemente esta seja mais poderosa com seu clone Nero. [t1]O Veredicto[/t1]: Devil May Cry 4 é um jogo kitsch como seu protagonista, um sujeito com cabelo branco, uma espada gigante e casaco de couro que mata demônios ao som de rock industrial farofa. A alegria que a série traz está no simples fato de poder matar monstros das maneiras mais bacanas possíveis e nada mudou com a transição ao PS3 e Xbox 360. A verdade é que pouca atrai neste novo capítulo da história de Dante a não ser por matar hordas de monstros a torto e a direito. Nos dias de hoje, com tantos jogos mais bem trabalhados nos quesitos além da pancadaria, DMC4 fica desfalcado. [t2]Prós:[/t2] - ??timas seqüências de pancadaria; - Fácil de jogar. [t2]Contras:[/t2] - Fases repetitivas com inimigos repetidos; - Trilha de rock farofa; - História rasa e esquecível.
Fonte: Outer Space
Guimephiles
Enviado por Guimephiles
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