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Análise do jogo "Killzone: Shadow Fall" para PS4 escrito por Lusogamer

Escrito por Lusogamer, nota 7 de 10, enviado por friderino,
Com o lançamento de uma nova geração de consolas, também vem o lançamento das primeiras apostas das produtoras nessa nova consola e a Guerrilla Games decidiu apoiar mais uma vez a Sony e lançar em exclusivo para o PlayStation 4, Killzone: Shadow Fall. Killzone: Shadow Fall tem o seu inicio 30 anos após os acontecimentos dos jogos anteriores da serie, onde vemos que os Helghast foram forçados a desistir do seu planeta Helghan já que esse foi completamente destruído depois da guerra. Após esses acontecimentos a Interplanetary Strategic Alliance (ISA) permitiu aos sobreviventes da guerra se reestabelecerem no planeta Vekta, com um pequeno porem que os Vektan e os Helghast ficassem separados por uma barreira de segurança de grandes dimensões. Sem nenhuma surpresa essa aparente segurança não dura muito tempo, com os Helghast a lutarem pelo seu direito de sobrevivência e os Vektans a lutarem por aquilo que acreditam, o que levou a uma "guerra civil" entre ambos. No jogo estamos na pele de Lucas Kellan, que logo no inicio do jogo sofre uma grande perda após uma tentativa falhada de chegar a barreira de segurança após esse acontecimento ele passa por anos de treinamento e acaba por entrar na unidade de inteligência militar conhecida como Shadow Marshals, com o objetivo de assegurar a frágil e instável paz que existe no planeta. A primeira grande novidade em Killzone: Shadow Fall é que não estamos sozinhos durante praticamente todas as missões, já que Kellen pode contar com a ajuda de um OWL, um drone avançado de ataque e suporte utilizado pelos Shadow Marshals capaz de disparar contra inimigos, fornecer um escudo frontal de energia que permite ao jogador disparar mas estar protegido durante algum tempo, aplicar um pulso eletromagnético que deixa os inimigos atordoados e por ultimo fornece um cabo que tem como principal função a movimentação rápida entre locais de diferentes níveis. Todas essas quatro funções podem ser selecionadas individualmente através do painel táctil no Dualshock 4, e após cada utilização o OWL terá de voltar para o Shadow Marshals para recarregar. Durante o jogo, o OWL vai fornecer a Kellan outras funções não selecionadas pelo jogador para cada situação específica durante a missão. Por ultimo o OWL ainda pode reviver Kellan caso ele seja abatido e tenha consigo um item para recuperar a vida, sendo necessário para além do item que o OWL não tenha a sua reserva de energia esgotada após fornecer algum dos suportes citados acima. Nos jogos anteriores da serie, era predominante um ambiente escuros, frios e fechados de um planeta devastado e totalmente direcionado para uma guerra, já em Killzone: Shadow Fall vamos encontrar ambientes muito mais claros, coloridos e vivos além de muito abertos de um planeta que até aquele momento não tinha o seu solo manchado pelo sangue. Isso permite ao jogador não apenas desfrutar mais do ambiente como ter a sensação de que tem uma grande variedade de caminhos para completar os objetivos. Apesar de uma grande premissa, o verdadeiro teste a historia do jogo acontece durante a experiencia do jogador durante as missões e se torna claro após poucas missões que Killzone: Shadow Fall falhou quase que completamente nesse teste. O jogador se vê numa montanha russa com altos e baixos a cada missão, o que acaba por tornar o jogo totalmente inconsistente e aquilo que no inicio dava motivos a Kellan para lutar acaba por levar o próprio e o jogador a se questionar se não está numa guerra contra a vontade dele e se cada morte Helghast não é apenas para mera conclusão da missão e não por ter reais motivos para tal. Graficamente o jogo cumpre a promessa de um jogo de estreia da nova geração, os ambientes são muito vivos, com uma grande diversidade de objetos por cenário, e principalmente com uma divisão muito clara dos dois lados da barreira de proteção, sendo o lado dos Vektans uma representação muito próxima daquilo que conhecemos no nosso dia-a-dia e o lado dos Helghast um local em grande mudança na direção dos ambientes de Helghan. Enquanto do lado Vektan é uma predominância de cores vivas, seres vivos, água límpida e uma vida urbana, o lado Helghast predomina cores cada vez mais frias, seres humanos a viver como escravos, maquinas e muita dor. Sendo um jogo de arranque da nova geração ainda não consegue se manter durante todo o jogo com qualidade máxima, com missões onde o jogador é capaz de precisar olhar para o Dualshock 4 para ter a certeza que está a jogar um jogo da nova geração, e com objetos do cenário a se repetir com grande frequência mas nada que realmente retire o jogador daquele mundo. A jogabilidade é bastante simples e intuitiva, apenas com a mudança das funções dos gatilhos superiores (R1/L1) para os gatilhos inferiores (R2/L2) algo que de início pode fazer alguns entusiastas dos jogos do género reclamar, mas em pouco tempo já estará a disparar e mirar no adversário com grande facilidade. O painel táctil funciona exclusivamente para selecionar as funções do OWL e cumpre na perfeição aquele que se propõe a oferecer com grande rapidez e eficácia. A nível de som, o jogo se mantem muito semelhante aos anteriores com poucos momentos onde o jogador vai realmente precisar parar e escutar para decidir o que fazer, as armas seguem uma linha de realidade a nível de som muito boa, com grande destaque para a nova arma do jogo LSR44 que segue num primeiro momento como um rifle de assalto comum e com apenas o pressionar de um botão se torna um rifle de precisão energético de grande potencia e essa mudança se nota não apenas a nível visual mais também a nível auditivo. O multiplayer é onde a Guerrilla Games merece algum reconhecimento não apenas pelo trabalho que fizeram mas por oferecer desde o início dez mapas fixos e encorajar o jogador a criar os seus próprios mapas e partilhar com a comunidade Killzone sendo essas "Warzones" jogáveis para qualquer jogador depois de criadas. Para além disso todas as classes, habilidades e armas estão desbloqueadas desde o início, sendo um total de três classes: Assault, Scout e Support (as habilidades medicas estão incorporadas na classe Support) e no caso das armas o jogador irá desbloquear apenas melhorias para as mesmas após concluir objetivos únicos de cada classe. Para além disso a Guerrilla Games já anuncio que vai continuar a fazer melhorias no multiplayer e vai continuar a levar em consideração os pedidos dos jogadores sendo que alguns pedidos em breve já vão ser implementados no jogo e novos mapas vão ser incluídos de forma totalmente gratuita. Em resumo Killzone: Shadow Fall é um jogo da nova geração que tentou se destacar pelos gráficos, pela diversidade e pela historia e acabou por oferecer um jogo com muitos altos e baixos e muitos questionamentos se realmente faz sentido existir por mais algum motivo que não seja disparar, disparar e disparar sem se questionar se realmente está a fazer algo com sentido, algo que pessoalmente dispenso num jogo já que se é para disparar ao menos quero um motivo muito forte para tal e não apenas por uma suposta diversão nisso.
Fonte: Lusogamer
friderino
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