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Análise do jogo "Until Dawn" para PS4 escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 8 de 10, enviado por ShadowsGamer,
[b]HORROR AMERICANO[/b] Se você já sentiu vontade de punir aqueles personagens estúpidos e desprovidos de qualquer senso de sobrevivência de filmes como Premonição e Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Until Dawn lhe oferece esta oportunidade. Exclusivo para PlayStation 4, o jogo do estúdio Supermassive Games é, antes de mais nada, uma grande homenagem às produções cinematográficas de "terror adolescente". Em Until Dawn, você controla oito jovens: Ashley, Chris, Emily, Jessica, Josh, Matt, Mike e Sam. Um ano após o misterioso desaparecimento de Beth e Hannah Washington, irmãs de Josh, o grupo resolve retornar para o mesmo local onde as garotas sumiram e, bem, fazer coisas típicas de adolescentes com hormônios à flor da pele -- ao contrário de desconfiar da segurança do lugar. Tudo isso acontece em uma casa isolada escondida em uma montanha, repleta neve, madeira e silêncio. Em meio a brincadeiras, os oitos jovens finalmente descobrem que estão sendo caçados por um psicopata mascarado. As duas primeiras horas do game são cansativas e despertam pouca curiosidade. O jogo quer que você participe das intrigas do grupo, descubra quem quer pegar quem e conheça as personalidades de cada personagem -- o que acaba sendo uma maneira do jogador, posteriormente, decidir quem vai ou não sobreviver. Portanto, prepare-se para uma lenta introdução recheada de cantadas clichês, falsidade e sustos bobos -- este é exatamente o mesmo cenário dos filmes de terror adolescente citados anteriormente, o que leva a crer que todo esse contexto é mesmo proposital. Há, entretanto, um personagem que desperta a atenção do começo ao fim. Seu nome é Doutor Hill, um analista responsável por quebrar a quarta parede de Until Dawn e que vai descobrir do que os jogadores têm medo. A fim de moldar alguns aspectos da jogabilidade, você precisa responder para o Dr. Hill se, por exemplo, tem mais medo de baratas ou aranhas, de palhaços ou zumbis, e assim por diante. A interação com ele ao longo do game é uma ideia excelente, mas seu propósito acaba sendo mal aplicado. Quando o analista descobriu que tenho um medo absurdo de baratas, logo pensei que encontraria um monte delas pelo ambiente do jogo e que seria algo tão desconfortável quanto foi em P.T, o teaser jogável de Silent Hills. Na verdade, mal dei de cara com elas. As nojentas só apareceram duas vezes, rapidamente, escondidas em um objeto ou outro, nada apavorante -- o mesmo acontece com os zumbis, as aranhas, as agulhas etc. Se tivessem me colocado dentro de uma sala lotada de baratas, minha experiência com Until Dawn seria outra. [img]hide:aHR0cDovL2ltLnppZmZkYXZpc2ludGVybmF0aW9uYWwuY29tL2lnbl9ici9zY3JlZW5zaG90L2RlZmF1bHQvdW50aWxkYXduLTFfbnMzYi5qcGc=[/img] [i]Doutor Hill é o analista que vai descobrir do que você tem medo.[/i] A história de Until Dawn começa a ficar interessante quando o psicopata mascarado faz seus primeiros ataques e suas decisões ganham consequências. Nessa altura do campeonato, eu já tinha uma noção de quem gostaria manter vivo (a). E foi exatamente o que fiz. Minha simpatia por Emily não era uma das maiores, então não hesitei em deixá-la nas mãos do inimigo. O fanfarrão do Mike já tinha se tornado um sobrevivente bem corajoso, então acabei dando uma chance a ele. Until Dawn acaba ganhando uma série de reviravoltas que dá um novo gás na história. Para o meu alívio, os cansativos sustos foram substituídos por cenas bizarras e perturbadoras, com um clima de tensão ainda mais forte e real. O verdadeiro enredo do jogo estava lá e não era mais preciso aguentar oito jovens falando coisas idiotas uns aos outros. Há, no entanto, alguns pequenos furos que passaram despercebidos pelo estúdio Supermassive. Em certo momento, Sam e Ashley estão juntas à procura de Mike e, por causa de eventos que não posso contar (spoiler!), elas acabam se separando. Ao encontrar Mike, Sam não comenta sobre o desaparecimento repentino da amiga, o que é bem estranho para um grupo de amigos que está tentando proteger uns aos outros. Em outra cena, Mike está acompanhado por um lobo que, misteriosamente, é esquecido pelo jogo e ficamos sem saber o que aconteceu com ele. [img]hide:aHR0cDovL2ltLnppZmZkYXZpc2ludGVybmF0aW9uYWwuY29tL3QvaWduX2JyL3NjcmVlbnNob3QvZGVmYXVsdC91bnRpbC1kYXdudG0tMjAxNTA4MjEyMzA5MjJfamExdi4xOTIwLmpwZw==[/img] [b]Imersão: cenários e efeito borboleta[/b] A apresentação de Until Dawn é impecável. Embora o jogo não ofereça muito o que explorar, seus ambientes são essenciais para elaborar o ambiente de terror. A imersão do jogador, em partes, acontece graças aos cenários e seus pequenos detalhes, do barulho do caminhar na neve até as escuras minas subterrâneas. Outro ponto positivo vai para a movimentação à la Resident Evil, em que o jogador tem controle quase nulo sobre a câmera. O uso de lanternas, flash de celular e tochas também oferecem um clima único. Porém, há dois problemas constantes na apresentação do game, não muito revelantes, mas totalmente notáveis: a queda da taxa de quadros por segundo durante as cutscenes e a falta de sincronia com a dublagem em português do Brasil. Um dos pilares da trama é o sistema de "efeito borboleta". Como falei anteriormente, o destino dos oito protagonistas estão nas mãos de quem joga, o que traz à tona a chamada Terceira Lei de Newton, aquela que diz que "toda ação tem uma reação". Desde o início, o jogo esconde "totens" pelo cenário, que quando encontrados revelam uma premonição. Se estas visões vão ou não acontecer, isso depende totalmente das escolhas do jogador, o que inclui desde qual atalho tomar até a relação que você constrói entre os personagens. [img]hide:aHR0cDovL2ltLnppZmZkYXZpc2ludGVybmF0aW9uYWwuY29tL2lnbl9ici9zY3JlZW5zaG90L2RlZmF1bHQvdW50aWwtZGF3bnRtLTIwMTUwODIyMjEwMTA1X3JtZG0uanBn[/img] [i]Os totens escondidos revelam premonições que podem ou não ocorrer.[/i] Já um recurso que não funcionou tão bem no contexto de Until Dawn foram os Quick Time Events. Eles até são bem-vindos e trazem uma pitada de dificuldade nas cenas em que os personagens precisam escalar paredes rochosas ou desviar de troncos, por exemplo. Só que nos momentos de perseguição, é o jogador quem deveria estar no comando da ação. A possibilidade de controlar os personagens durante uma fuga deixaria o jogo com o triplo de tensão. Por outro lado, a interação com o controle Dualshock 4 é de tirar o fôlego, literalmente. Em cenas em que os personagens estão escondidos e precisam permanecer parados, o game pede para que o jogador não movimente o joystick. Em uma dessas, um leve movimento do meu dedo mindinho tirou a vida do meu protagonista preferido. Daí em diante, me senti na obrigação de segurar o fôlego em momentos como este -- a não ser, é claro, que o personagem em questão mereça morrer. Embora seja possível terminar Until Dawn em um final de semana sem muito esforço, o título traz itens colecionáveis e vários finais diferentes que estimulam a chance de jogar novamente cada um dos capítulos -- para liberar essa possibilidade, é necessário finalizar o jogo pelo menos uma vez. [b]Quem deve jogar este game[/b] Se você conseguir aguentar e relevar um grupo de jovens exibicionistas nas primeiras duas horas de jogo, assim como sustos repetitivos e bobos, Until Dawn promete oferecer bons momentos para quem não procura por uma jogatina hardcore. É um ótimo pedido para aqueles que desejam apreciar os gráficos da nova geração de consoles em uma ótima ambientação. Lembrando que o game de fato é destinado a maiores de 18 anos, sendo que várias cenas podem ser muito desagradáveis para quem detesta ver violência. [b]O VEREDICTO[/b] Until Dawn cumpre com sua proposta: trazer um game de horror e sobrevivência em que o destino dos personagens é decidido pelo jogador. Embora seu começo seja ruim, o game consegue apresentar uma reviravolta inesperada com um desfecho bem curioso após duas a três horas de gameplay. O nível de terror pode não ser tão intenso para pessoas que enfrentaram os sustos de P.T e a tensão de Alien: Isolation, por exemplo, mas certamente provocará arrepios nos jogadores mais medrosos. [b]ÓTIMO[/b] Apesar de começar em ritmo lento, o game cumpre sua proposta e oferece uma boa experiência de terror embalada pela Terceira Lei de Newton: "toda ação tem uma reação". +Ambiente climático +Movimentação da câmera +Uso do DualShock 4 +Reviravoltas interessantes -Sustos bobos -Pequenos furos na trama -Queda de frame rate -Mau uso do Dr. Hill
Fonte: IGN
ShadowsGamer
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