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Análise do jogo "Rise of Incarnates" para PC escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 8 de 10, enviado por ShadowsGamer,
[b]DIAS DE LUTA, DIAS DE GLÓRIA[/b] Jogos de luta são conhecidos por serem algo que você joga contra seus amigos, não ao lado deles. Por conta disso, é uma bela surpresa ver que Rise of Incarnates faz um excelente trabalho em adaptar mecânicas de jogos de luta em 3D para que elas caibam em um modelo de multiplayer em equipes. E tudo isso em um modelo de negócios free to play verdadeiramente justo. O trabalho em equipe é a essência das batalhas 2x2 do game, oferecendo uma experiência satisfatória e divertida caso você e seu companheiro tenham uma boa sintonia. Para quem está jogando sozinho, no entanto, a curtição se perde rapidamente. Imediatamente, Rise of Incarnates coloca você no meio da ação com um tutorial compreensível, permitindo que você coloque a mão na massa para aprender os sistemas básicos do game. Os controles não são extremamente complexos e respondem bem, mas como era de se esperar para um jogo de luta eu preferi jogar no gamepad em vez de usar o mouse e teclado. As mecânicas são simples, mas a maneira como você combina elas que cria uma quantidade imensa de possibilidades. Uma chuva de tiros laser do seu parceiro permitem que você passe desapercebido pelas defesas inimigas para lançar uma saraivada de socos na cara de um deles, o que abre uma janela de oportunidade para seu parceiro agarrar o adversário e arremessá-lo no ar para formar um belo combo. Cada um dos 13 Incarnates são o aspecto humano de uma criatura medieval fantástica. Terrence Blake se transforma no deus grego da guerra, Ares (não, não é o Kratos), que é uma criatura imensa protegida por uma armadura azul brilhante e carregando um imenso machado. Dr. Gaspard Watteau carrega uma foice e se transforma na Morte, sua pele derretendo de maneira macabra para revelar os ossos. O design visual do game é cativante, com muitas cores na palheta, e eles ajudam a trazer essas figuras mitológicas à vida. Novos Incarnates estão sendo adicionados ao jogo constantemente. As batalhas são todas no 2 contra dois, é a natureza de combate entre times que faz de Rise of the Incarnates uma experiência mais tática do que você costuma ver em jogos de luta tradicionais. Conforme você descobre qual seu herói favorito, é também importante descobrir como esse personagem vai complementar as habilidades do seu aliado. O poderoso Odin, por exemplo, tem um imenso arsenal de mísseis, balas e até mesmo harpões. Mas ele é lento e vulnerável no corpo-a-corpo. Com o aliado correto o protegendo, Odin pode aproveitar para focar no que faz de melhor: fuzilar os inimigos à distância. Esse foco estratégico se estende ao sistema Team Stock de Rise of Incarnates, uma iniciativa para equilibrar as partidas. Cada Incarnate tem uma pontuação que varia de acordo com seu poder, e os times tem seis pontos para gastar na formação da dupla. Quanto mais pontos você gastar, menos vidas extras terá durante a batalha. Isso ajuda no balanceamento do game e garante um nível único de profundidade que encoraja as equipes a pensarem juntas em suas estratégias. Um Incarnate de três pontos é muito poderoso, mas usar um deles é um risco, porque você terá menos vidas para colocar na linha caso as coisas deem errado. Talvez seja melhor investir em Incarnates menos poderosos que te garantem mais margem para erro, permitindo que você debulhe seus inimigos em sua segunda (ou terceira) tentativa. Com esse balanceamento em mente, as escolhas que você faz durante as batalhas frenéticas do game se tornam mais significativas. Você e seu parceiro precisam se decidir se focam as energias em um único alvo ou se dividem a briga em dois frontes. Além disso, como você vai reagir se seu colega se tornar o foco de um ataque conjunto? Além disso, cada personagem tem um poder que arremessa o inimigo no ar, abrindo espaço para combos aéreos e garantido uma quantidade significativa de dano. Comunicar essa oportunidade - o que é facilitado pelo chat integrado de voz do game - no calor da batalha é essencial. Quando vocês acertam a mão nos combos, a experiência é fantástica. No entanto, para quem entra na treta sem a companhia de um amigo, essa experiência é rara. Rise of Incarnates tem um sistema de formação de equipes, mas é muito difícil coordenar estratégias com um aliado aleatório. Você vai ser colocado ao lado de um outro personagem aleatório e vai ter que segurar as pontas - geralmente sem os bons momentos que a cooperação coordenada fornece ao game. Isso transforma Rise of Incarnates em uma pancadaria sem cérebro e sem graça. A boa notícia é que Rise of Incarnates tem um modelo free-to-play semelhante ao de League of Legends. Você tem uma quantidade de personagens diferentes destravados toda a semana e pode comprar seus personagens favoritos tanto com dinheiro real quanto com pontos que garante jogando. Um catálogo impressionante de itens cosméticos também está disponível, mas não há nada que melhore sua performance dentro do jogo ou dê a sensação que você precisa gastar grana para ganhar. [b]O VEREDICTO[/b] Rise of Incarnates oferece ação que depende muito do trabalho em equipes -- quando você recruta um amigo para jogar, ele é um excelente game que recompensa comunicação e cooperação. Para você curtir o potencial total desse jogo, vai precisar de um companheiro: a experiência solo é fraca. Mas, como Rise of Incarnates é grátis, não custa nada trazer alguns amigos para a farra.
Fonte: IGN
ShadowsGamer
Enviado por ShadowsGamer
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25 anos, Guabiruba, Santa Catarina, Brasil
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