.
8

Análise do jogo "Mad Max (2015)" para PS4 escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 8 de 10, enviado por ShadowsGamer,
[b]EU CONHEÇO CADA PALMO DESSE CHÃO[/b] A imensidão do deserto de Mad Max (lançado no Brasil em 3 de setembro para PlayStation 4, Xbox One e PC) pode parecer intimidante -- e realmente é. Inspirado na obra do cineasta australiano George Miller, o jogo não tem nada em comum com os filmes, nem nem mesmo o mais recente A Estrada da Fúria, a não ser pelo seu cenário e pelo protagonista, que também é Max, mas não é nada como sua versão das telonas. A aventura no jogo começa após Max ser atacado por um grupo de war boys e o vilão Scabrous Scrotus. Sem carro na terra de ninguém, o que é sem dúvida uma sentença de morte -- afinal, como adquirir suprimentos como água e comida à pé? -- o herói logo encontra Chumbucket, um mecânico de aparência peculiar (Gollum, é você?) que aparentemente enxerga Max como um "anjo" escolhido. Mad Max traz o universo pós-apocalíptico aos videogames de maneira bem satisfatória, com um vasto mundo aberto cheio de perigos e coisas para fazer. Seja pancadaria com rebeldes e war boys na estrada, ou em embates mortais entre carros, a produção da Avalanche Studios é sólida e válida, mesmo com algumas inconsistências. Como nos filmes, Max está em busca das Planícies do Silêncio, seja para encontrar a paz ou a inevitável morte. Sem o carro, ele recorre aos conhecimentos mecânicos de Chumbucket para construir o Magnum Opus, a máquina absoluta do deserto. A parceria improvável funciona muito bem no quesito jogabilidade -- Chumbucket fica na parte de trás do carro e tem acesso a ferramentas como o arpão, talvez o item mais essencial durante o jogo. Além disso, o assistente repara danos no veículo e alerta o jogador da aproximação de outros carros e inimigos. O Magnum Opus começa apenas com uma carcaça e o jogador pode escolher como montar o carro, dentre algumas opções. De início, a máquina é um tanto difícil de controlar, mas conforme você adquire melhorias, por meio de missões e pelo uso de Sucata (a moeda do jogo), a direção fica mais firme, a velocidade máxima aumenta, a quantidade de dano suportado também etc. Não é apenas o carro que melhora com o tempo -- Max fica mais forte e ganha vantagens com o uso de tokens, adquiridos ao completar desafios e tarefas "épicas", e ganhando respeito no deserto. [img]hide:aHR0cDovL2ltLnppZmZkYXZpc2ludGVybmF0aW9uYWwuY29tL3QvaWduX2JyL3NjcmVlbnNob3QvZGVmYXVsdC9tYWQtbWF4LTIwMTUwOTA1MTkwMzA1X250NW0uMTkyMC5qcGc=[/img] Falando em veículos, os combates de carro são o ponto forte de Mad Max. Você pode escolher dentre várias maneiras de acabar com os inimigos na estrada: use o arpão para arrancar um pneu ou até mesmo puxar o piloto do volante (o que normalmente resolve as coisas mais rápido). Jogar o carro contra os outros para causar destruição. Atirar nos tanques de combustível e presenciar explosões espetaculares. Não faltam opções para aqueles que gostam de variedade na matança. Os combates veiculares geralmente envolvem quatro ou mais carros, de maneira que o jogador deve pensar estrategicamente em meio à toda a adrenalina sobre como vai lidar com a situação. O combate em terra firme, por outro lado, é menos empolgante. Ao estilo de jogos como Batman: Arkham e Shadow of Mordor, há um botão de ataque que executa ações contextuais e outro botão para defender golpes, o que dá abertura para contra-ataques. Max pode facilmente descer a mão em um grupo de seis ou mais inimigos, destruindo-os sem dó nem piedade. Não dá para mentir e dizer que não é uma sensação de grande satisfação, especialmente pela aparente força dos golpes, mas é algo que não traz muito desafio, pois os inimigos não são lá muito espertos -- você pode estar rodeado de war boys e sair ileso sem muito esforço. Pode-se dizer que o combate em terra é simples, até demais, mas ao menos as batalhas contra chefões trazem outras nuances e fazem você pensar diferente ao invés de simplesmente apertar quadrado (PS4) ou X (Xbox One) repetidas vezes. Há também uma certa discrepância no dano levado por Max. Se você descuidar do combate corpo a corpo, verá a tela de game over com poucos golpes. Na estrada, você pode ser atropelado umas dez vezes e nem sentir que está em perigo. Igualmente, se o seu carro for danificado a ponto de entrar em chamas, há um aviso de que você deve abandonar o veículo em cinco segundos, caso contrário, "bum". Pule fora, espere Chumbucket fazer consertos e pronto, tá tudo bem agora. [img]hide:aHR0cHM6Ly9qLmdpZnMuY29tL20ya2R4Vi5naWY=[/img] [i]MAX SMASH[/i] Como um jogo de mundo aberto, há muitas possibilidades e liberdade ao longo do gameplay -- você pode apenas seguir com as missões principais, ou tomar seu tempo e se aventurar por missões opcionais, ou ainda dominar os campos de exploração de petróleo e outros materiais, diminuindo a influência de Scabrous Scrotus na região. Determinados NPCs podem lhe fornecer informações sobre a organização desses campos (bem como certo background para a história) e você pode planejar sua invasão de acordo com essas dicas. É claro que há sempre a possibilidade de simplesmente entrar quebrando tudo. Você também pode investigar todos os pontos de interesse no mapa em busca de Sucata, gasolina, água e comida. Água e comida são recursos que recuperam a vida de Max e, em um primeiro momento, parecem essenciais para a sobrevivência no deserto. No entanto, logo o jogador descobre que não há penalidade ou sequer perigo em passar muito tempo sem tomar água ou se alimentar -- a não ser que você precise recuperar HP. Talvez se houvesse uma necessidade de consumir água em determinados intervalos, mesmo que longos, a importância de ter um cantil cheio sempre à mão fosse maior. Combustível é outro elemento que primeiramente parece escasso, mas é fácil encontrar gasolina por toda a parte. O consumo dos veículos não chega a ser alto e é possível passar muito tempo sem precisar reabastecer, de modo que o uso mais frequente de combustível é para causar explosões. [img]hide:aHR0cHM6Ly9qLmdpZnMuY29tL3ZKNzNnMS5naWY=[/img] [i]Coisas estranhas ocorrem na terra de ninguém.[/i] Mad Max é uma representação fiel do universo pós-apocalíptico "dieselpunk" -- apesar de todas as localidades compartilharem o mesmo grande deserto, cada uma delas possui características que as diferem e tornam o mundo menos homogenizado. Parte disso também se dá graças aos excelentes efeitos de luz e sombra: o game é estonteantemente bonito, mesmo com tudo sendo uma grande imensidão arenosa. Isso é especialmente notável quando as tempestades de areia ocorrem, imponentes e devastadoras. Há algumas quedas de framerate e pequenas falhas visuais, mas nada que seja muito gritante. O que também ajuda a manter o mundo de Mad Max interessante são os personagens da história principal e alguns NPCs de menor importância . A grande maioria é carismática, não importando se são "bonzinhos" ou "vilões". Mad Max não está dublado em português (os diálogos tem legendas e todos os textos estão traduzidos), mas a boa dublagem é notável, mesmo no idioma original. O próprio Chumbucket chega a ser, muitas vezes, mais interessante do que o próprio Max. [b]Quem deve jogar este game?[/b] Fãs de jogos de mundo aberto com certeza se sentirão em casa com Mad Max. Mesmo que você não seja um grande entendedor da obra de George Miller, a experiência é cheia de possibilidades e momentos engraçados, graças à imprevisibilidade do mundo virtual. Você pode estar na sua, conversando com um NPC, mas os rebeldes da estrada não estão nem aí e poderão atacá-lo sem aviso prévio. Se você é um entusiasta de explosões e pancadaria generalizada será muito bem vindo ao game. [b]O VEREDICTO[/b] A produção da Avalanche Studios entrega, com sucesso, uma experiência que entretém tanto os fãs de Mad Max quanto aqueles que conheceram recentemente o universo pós-apocalíptico do deserto. Os excelentes combates veiculares e a personalização do Magnum Opus são os pontos chave do jogo, que peca apenas por não trazer novidades no combate corpo a corpo e por introduzir recursos que aparentam ser essenciais e de urgência em um deserto, mas que acabam sendo facilmente ignoráveis. [b]ÓTIMO[/B] O jogo da Avalanche Studios não traz grandes inovações e peca em alguns aspectos, mas é divertido o suficiente para entreter durante horas em combates explosivos. +Mundo aberto +Visual estonteante +Combates veiculares -Lutas corpo a corpo -Recursos de sobrevivência triviais [B]NOTA FINAL: 8,0 [/b]
Fonte: IGN
ShadowsGamer
Enviado por ShadowsGamer
Membro desde
25 anos, Guabiruba, Santa Catarina, Brasil
label