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Análise do jogo "Lara Croft and the Temple of Osiris" para XONE escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 8 de 10, enviado por X-50,
Reza a lenda que foi Set o responsável pela morte de seu irmão Osiris, tendo esquartejado o seu corpo em 14 partes, espalhado-as pelas várias regiões do deserto – é este mito que serve de mote para a concretização de mais uma aventura da arqueóloga mais famosa dos vídeo jogos. Depois do sucesso do spin-off, Lara Croft and the Guardian of Light, o estúdio Crystal Dynamics decidiu retomar a fórmula do título lançado em 2010, oferecendo aos fãs mais um bom jogo, repleto de puzzles, ação, criaturas mitológicas e diversão cooperativa. O estúdio californiano lança assim um novo título protagonizado por Lara Croft, desta vez em solo egípcio. Croft é agora obrigada a aliar forças com o seu rival Carter Bell, e dois deuses egípcios, Isis e Horus, na tentativa de juntar todas as partes do corpo de Osiris, dispersas nos vários templos amaldiçoados pelo deus Set, que regressa como vilão principal. Uma base narrativa interessante que acaba por ser prejudicada pelo fraco diálogo das personagens e cutscenes mal estruturadas. É difícil levar a sério qualquer frase dita por Lara ou pelos restantes membros da equipa, quando o tom de voz permanece o mesmo em situações antagónicas, algo que é realçado sobretudo nas cinemáticas in-game, altura onde vemos uma maior interação e troca de palavras entre as personagens. Este fator acaba por ser amenizado pelos puzzles imaginativos e a ação do jogo. A jogabilidade é a verdadeira relíquia neste título, sobretudo durante os enigmáticos puzzles, que obrigam os jogadores a usar a massa cinzenta. Explosivos, roldanas e um bastão mágico capaz de disparar um raio de luz, erguer plataformas, entre outras funcionalidades, são algumas das ferramentas ao nosso dispor para progredir sozinhos ou acompanhados, os quebra-cabeças adaptam-se ao número de jogadores, fazendo com que seja diferente terminar a aventura sozinho ou com mais pessoas, multiplicando a longevidade de Temple of Osiris. Outro dos aspetos que se altera quando nos encontramos a jogar em co-op são as armas, os inimigos, os bosses, resumindo, a ação. A maioria das habilidades e ferramentas usadas nos puzzles podem também ser utilizados para provocar dano aos vários inimigos presentes no jogo, juntamente, como é óbvio, com as armas de fogo que vamos desbloqueando à medida que exploramos cada templo. Pistolas, Lança-Rocket, Caçadeira, Espingarda e muitas outras armas, cada uma com um disparo distinto, para que cada jogador possa escolher a que mais gosta. Apesar de ser agradável avançar sobre a areia ou o pavimento de pedra a disparar contra inimigos, quando nos encontramos sozinhos, apercebemos-nos que as hordas de adversários não são mais que uma simples implementação de um elemento quase obrigatório nos jogos lançados nos dias de hoje. No entanto, tudo se altera quando progredimos cooperativamente. Inimigos mais desafiantes e o sentimento de obrigação de disparar com a máxima precisão para o bem da equipa, é uma das melhores características do jogo, aliás, tudo feito cooperativamente é melhor. Alcançar áreas bloqueadas com a ajuda de um membro da equipa, conseguir obter um artefacto usando o apoio dos restantes jogadores e a coordenação necessária entre todos para a concretização dos puzzles são aspetos que tornam Temple of Osiris excelente quando usufruído simultaneamente com outros, online ou localmente. Graficamente é tudo o que se pretende de um jogo deste género. O movimento da água, os detalhes das estatuetas espalhadas pelos templos e a caracterização visual dos inúmeros inimigos, dão "vida à irrealidade" presente nos mitos egípcios. A originalidade e diversidade de cada templo ajuda a que nunca nos aborreçamos. Passar de um ambiente coberto por uma névoa verdejante para um outro marcado pelos tons vermelhos das tochas espalhadas pelo cenário é um dos aspetos que motiva a progressão, característica idêntica à dos bosses encontrados ocasionalmente no final de cada templo. A criatividade e mudança de ritmo presente em cada combate frente a um dos bosses, a maioria sendo uma criatura do árido deserto com um tamanho acima da média, fazem com a conclusão de cada um seja diferente e singular VEREDITO Lara Croft and the Temple of Osiris é uma excelente experiência cooperativa. Claro que é possível desfrutar da aventura da arqueóloga sozinho, mas a verdadeira pérola, o verdadeiro tesouro, é o conceito multiplayer presente no jogo.Uma história com fortes alicerces, cuja construção narrativa é o elemento fraco quando comparado aos bosses e inimigos mitológicos presentes num ambiente tipicamente egípcio, a que se juntam puzzles imaginativos e desafiantes. Do que gostamos: +Puzzles desafiantes. +Co-op divertido +Visuais fidedignos Do que não gostamos: -narrativa fraca -Ação forçada por vezes
Fonte: IGN
X-50
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