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Análise do jogo "Kirby and the Rainbow Curse" para WiiU escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 9 de 10, enviado por inuyasha302,
Kirby é uma das mais antigas e incompreendidas figuras da Nintendo. Não sei se por ter vivido na sombra de outras personagens "estilo mascote", algo que a companhia tem de sobra, ou por ter sofrido com uma espécie de complexo preconceituoso do público, que nunca lhe deu uma oportunidade, ora pelo seu aspeto híper simplista… ou por ser cor-de-rosa. Um erro gigante, a série Kirby não só é deveras original, como é uma das mais estáveis qualitativamente, desde a aparição inicial da figura de Masahiro Sakurai no Gameboy. Visualmente despida de detalhe, é talvez uma das mais desnudadas de tretas na história do meio (Pac-Man não vale), Kirby não tem género, raça ou credo, é totalmente neutra. O real valor dos seus títulos está no gameplay. Conceptualmente, pode ser visto como um mini Bubu (Majin Boo - Dragon Ball), capaz de comer os inimigos, assimilando as suas capacidades. Esta foi, uma vez mais, a direção escolhida para Kirby: Power Paintbrush na saudosa Nintendo DS, estranhamente trocada agora por um modelo mais linear, em Kirby and the Rainbow Paintbrush da Nintendo Wii U, mas vamos por partes. [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=p0GT7mMhZ9s[/youtube] Quando um misterioso buraco negro se abre nos céus, uma entidade maléfica invade a Dream Land, petrificando o mundo ao extrair as cores de tudo o que podia ver. Felizmente, esta não fora a única a aproveitar o portal, a pincel mágica Elline, da terra de Seventopia, consegue interceder na altura certa para salvar os nossos comparsas Kirby e Waddle Dee, permitindo-lhes utilizar o seu poder mágico de modo a devolver a cor ao mundo. Com o stylus da consola no papel de Elline, podemos fazer Kirby projetar-se ao longo dos toques e pinceladas que desenhamos no GamePad da Wii U. Trata-se de um modelo que embora não seja novo, é extremamente preciso, combinando na perfeição a beleza do jogo, a originalidade do problema e a funcionalidade do GamePad. Este sistema cobra ainda assim um preço irremediável, que é a exigência de trocar a alta definição da televisão, pela imediatez do comando. Rainbow Paintbrush não nos dá grande espaço para contemplações, até porque impõe um ritmo constante, que apesar de não ser muito rápido, torna humanamente impossível interagir com o stylus e olhar para a televisão simultaneamente. Foi uma escolha consciente dos HAL Laboratory estou certo, mas que não deixa de ser um fator a lamentar, considerando os visuais exuberantes de um mundo composto pelo que parece ser um tipo de argila/barro/plasticina, que compõe as figuras, os menus e o mundo da terra dos sonhos, e sim, incluindo Kirby, que trocou os membros motores, pela capacidade de rolar com um "bola de neve". [img]hide:aHR0cDovL2ltLnppZmZkYXZpc2ludGVybmF0aW9uYWwuY29tL3QvaWduX3B0L3NjcmVlbnNob3QvZGVmYXVsdC93aWktdS1zZXZlbi02LTEtMXVwLWZybW92c3RpbGwwMDFfNDc0Yi4xOTIwLmpwZw==[/img] É um título centrado em navegação, onde o objetivo principal passa de ir do ponto A, ao ponto B. Não é muito exigente, mas requer alguma habituação, muitas reações rápidas e temporizações. Infelizmente, Kirby não nos garante habilidades de acordo com o adversário que escolhemos engolir, as suas capacidades transformadoras não foram esquecidas claro, isso é o que o define afinal, mas o jogo prefere designá-las a seu prazer e assim definir meticulosamente os acontecimentos. Quando não tem traço para percorrer, a gravidade encarrega-se de lhe dar um destino Primeiro podemos rodar e investir sobre os adversários ou estruturas, mais tarde é-nos designada uma forma de veículo tipo tanque, capaz de usar projécteis para se livrar de coisas indesejadas, mas a longo da aventura controlamos o boneco adorável em forma de míssil ou submarino por exemplo. Isto garante uma aceitável variedade de gameplay, que funciona como uma mistura de jogo de plataformas com mini-jogos, ou mini problemas, que vão sendo introduzidos amigavelmente, entrando depois numa interessante rotação que garante muitas horas a olhar para o GamePad. Existe uma forte ligação física imediatamente familiar aos nossos cérebros; não fosse o barro o elemento estético central. Kirby movimenta-se na direção da pincelada, tinta que está limitada por uma barra, caso contrário, nunca teríamos de tirar o stylus do ecrã. Quando não tem traço para percorrer, a gravidade encarrega-se de lhe dar um destino, e todos compreendemos a gravidade, não precisamos de um tutorial para isso. A mesma coisa acontece dentro de água, mas em sentido oposto, se Kirby, no seu sexy fato de natação, não tiver uma linha mágica para deslizar, flutua em direção ao topo. O design de níveis utiliza estes constrangimentos da natureza para esconder as montanhas de estrelas e coleccionáveis, de modo a incentivar o jogador a explorar/pintar cada canto de cada nível. Mais sorte têm os três companheiros que escolham designar para vos ajudar na aventura, primeiro porque podem, eles sim, desfrutar dos visuais em toda a sua glória na televisão, e segundo porque o seu gameplay, na pele de Waddle Dees, assemelha-se mais a um jogo de plataformas tradicional, com a vantagem de poderem aproveitar as linhas de cor deixadas pelo boneco cor-de-rosa. VEREDITO Kirby and the Rainbow Paintbrush é um jogo com um conceito simples, mas que se serve de um design de níveis muito competente e uma interação original, que nos conquista pelo charme e visuais exuberantes e nos prende pelo ritmo e constante cascata de desafios. É uma versão de Kirby amputada em favor de uma linearidade exigida pelo tipo de gameplay escolhido, mas tem a vantagem de poder ser aproveitado com mais três amigos, sem que estes sejam obrigados a desligar-se da real beleza de Dream Land.
Fonte: IGN
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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