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Análise do jogo "Gears of War: Ultimate Edition" para XONE escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 9 de 10, enviado por ShadowsGamer,
[b]CHEGA DE SAUDADE[/b] Vivemos em uma época que colocou os jogos remasterizados e remakes no mesmo patamar de novos títulos e de franquias inéditas. E já que não dá para escapar, o melhor é aproveitarmos os "remasters" que valem a pena, nos quais o estúdio dá o tratamento certo, refazendo o game quase do zero e acrescentando novos conteúdos. Lançar um game "refeito" apenas com resolução 1080p e rodando a 60 quadros por segundo é uma tarefa muito simplória e desrespeita nosso bolso. E eu valorizo o trabalho bem feito. Gears of War: Ultimate Edition se enquadra neste quesito, sendo um game que parece novo em folha, bem diferente do que vimos em sua estreia em 2006 no Xbox 360. Mesmo sendo muito bonito na época, são nove anos que separam as duas versões, quase uma vida inteira de um console, por isso, gráficos e controles tiveram de ser reajustados em prol da modernidade. O estúdio The Coalition, responsável pelo futuro Gears 4, está utilizando o primeiro game da série -- belíssima criação de Cliff Bleszinski -- como uma maneira de entender a verdadeira essência de um jogo dessa franquia. A lição foi aprendida, e quem jogou o primeiro game vai poder matar as saudades. Além de conseguir atualizar o game, alcançando uma resolução de 1080p e rodar a 30 quadros por segundo no modo Campanha e a 60 quadros no modo online (o que é o básico), os desenvolvedores foram além. Adicionaram novas texturas para cenários e personagens (que usam os modelos de Gears of War 3, meu favorito) e trouxeram de volta partidas multiplayer insanas -- que ainda estão melhores. Agora também há mais conteúdo para jogar a história (importando as fases que antes eram exclusivas do PC) e há a opção de jogar com as vozes dubladas em português. [b]Engrenagens da guerra[/b] Gears of War é exagerado. Desde seus personagens com brações até a quantidade absurda de balas que você despeja para matar um inimigo, o absurdo impera. O bom é que o game não se leva a sério, o que é visto nas cenas entre as fases, totalmente refeitas para a Ultimate Edition, e nos comentários de Marcus Fenix, protagonista durão sem papas na língua. A dublagem brasileira mostra bem este lado com o belo trabalho de Maurício Berger. Curiosamente (e sei disso por ser pai), ele é o mesmo dublador do Papai Pig, da animação Peppa Pig. Foi divertido ouvir a voz que ensina a porquinha as coisas da vida disparar uns bons palavrões durante boa parte do modo Campanha. Gears estabeleceu um sistema de jogo bastante simples -- baseado em correr, tomar cobertura, mirar e atirar -- e que é muito eficaz. Em todas as fases você terá de repetir essa ação que, por mais incrível que pareça, não enjoa e é incansável. Há uma penca de inimigos para matar usando armas de todos os calibres, tudo para estraçalhar os monstros. O desafio é saber onde e quando se proteger, além de dar conta da diversas atrocidades inimigas. Alguns são tão grandes que só morrem com o Martelo da Aurora, uma arma via satélite que lança um raio em seu alvo. O estúdio Coalition conseguiu manter tudo isso em seu trabalho de restauração, mostrando que Gears 1 consegue se manter atual, melhor do que muitos outros títulos que recém-chegaram. Claro, foram adicionadas melhorias gráficas e uma aprimorada nos controles, deixando a ação e a diversão de antes ainda melhores. [img]hide:aHR0cDovL2Fzc2V0czIuaWduaW1ncy5jb20vMjAxNS8wNy8yMy9wcmlzb24yeGJveG9uZWpwZy03OTFiZTYuanBn[/img] Há, contudo, problemas evidentes. A inteligência artificial dos jogos de hoje é muito mais avançada. Embora o Gears original já fosse desafiador por conta da esperteza de seus inimigos, estamos falando de um jogo de quase uma década. Assim, eles não são muito audaciosos e sempre contam com as mesmas táticas -- em Gears 3, por exemplo, você já enfrenta uma IA mais ágil. Ok, concordo que modificar como agem os inimigos poderia mudar demais o jogo, mas não custava dar uma pequena ajustada. Isso se reflete, também, no comportamento dos seus companheiros. Eles ajudam a matar os Locust, mas ficam mais tempo perdidos e batendo nas paredes. Bugs do passado acabaram aparecendo de novo. Inimigos podem ser mortos com a serra quando estão atrás de barreiras, e os personagens podem ficar semi-enterrados nas paredes. Há alguns movimentos que parecem meio duros, bem diferente do que vimos nos últimos dois jogos da série para o X360. Mas fique tranquilo, essas questões não atrapalham em nada a experiência. [b]Online f***[/b] Gears: Ultimate Edition ainda traz um modo online extremamente competitivo e que dá chance para qualquer jogador entrar em uma arena e pressionar o gatilho contra outras pessoas. Eu já estou viciado. Gosto mais de jogar o Team Deathmatch, com duas equipes se enfrentando até a morte. As partidas são rápidas, ágeis, intensas e ajudam a treinar sua pontaria para o modo Campanha. Mas recomendo o clássico King of the Hill, em que sua equipe deve defender um ponto determinado do mapa. É para ficar horas jogando e esquecer de tudo. [img]hide:aHR0cDovL2Fzc2V0czIuaWduaW1ncy5jb20vMjAxNS8wNy8yMy9ncmlkbG9ja3hib3hvbmVqcGctYjEyODc2LmpwZw==[/img] Os mapas são muito bem feitos, mas têm menos detalhes do que no modo História, o que permite que as partidas rodem a 60 quadros por segundo -- coisa linda! Só senti falta do modo Horda, que passei meses jogando online com amigos em Gears 3. Desse eu continuo com saudade. [b]Para quem é este jogo?[/b] Quem é fã da série e quem não teve oportunidade de jogar o título no Xbox 360 têm a obrigação de jogar Gears of War: Ultimate Edition. É um exclusivo excelente que está ainda melhor. Quem gosta de jogar um bom tiroteio online, ou até quem está cansado de ficar só nos FPS tradicionais, têm aqui uma ótima opção. [b]O VEREDICTO[/b] Foi um trabalho de restauração de alto nível, trazendo um visual de game novo e fazendo uma bela homenagem aos quase dez anos de uma das franquias mais importantes dos últimos tempos. Os personagens e cenários foram refeitos, aproveitando a capacidade do Xbox One, rodando a 1080p de definição e a 30 quadros por segundo no modo Campanha e a 60 no Multiplayer. Ainda é o mesmo jogo de 2006, mas está ainda melhor. Falhas e bugs foram mantidos em vez de consertados e há momentos da ação que mostra que parte do jogo já está datada. Mas se todos os remakes e remasters tivessem o mesmo tratamento de Gears of War, nosso bolso seria muito mais respeitado. [b]ÓTIMO[/b] As engrenagens da guerra foram lubrificadas, renovando um dos melhores games de ação dos videogames. É um remaster de respeito, com novo visual e sem perder a essência do que é um verdadeiro Gears of War. +Parece um game novo +Partidas online excelentes +Mais conteúdo -IA datada -Bugs permaneceram [B]NOTA FINAL: 8,5[/B]
Fonte: IGN
ShadowsGamer
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