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Análise do jogo "Fantasy Life" para 3DS escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 8 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovL2NkbjEuc2JuYXRpb24uY29tL3VwbG9hZHMvY2hvcnVzX2ltYWdlL2ltYWdlLzYyMDgyNzUvZmFudGFzeV9saWZlLjBfY2luZW1hXzY0MC4wLmpwZw==[/img] Acredito que em grande medida, somos aquilo que fazemos. É isso que define verdadeiramente a nossa individualidade e deixa marca no mundo. Não basta querer ser, fazer dá muito trabalho, desenvolver as competências que fazem um cozinheiro, um arqueiro, um guerreiro ou um ferreiro requer anos de prática e muita força de vontade. Mas, e se pudéssemos realmente ter a vida que escolhemos? E se essas tais competências tivessem automaticamente à nossa disposição, que escolha seria essa? Em Reveria esta é a fantasia possível. Numa terra de fantasia onde não estamos limitados por convenções, tudo é possível, até um minero virar mágico de um segundo para o outro. O rei Erik of Castele garante-nos os recursos necessários para começar a vida, e cedo percebemos, que tal como na vida real, não há um único propósito, mas um equilibrado ecossistema onde todos desempenham o seu papel de modo harmonioso. Existem doze vidas por onde escolher. Esta é a denominação que a Level-5 escolheu para os seus arquétipos de classe. O surpreendente, é que se todos compreendemos que um mágico, um paladino ou um mercenário, terão um poder equivalente e conseguem ultrapassar o mesmo conteúdo, como é que raio um ferreiro ou um cozinheiro o conseguem. Todas as "classes" se safam no combate inicial para o qual o vosso cérebro de jogadores vos vai atirar. Todas as "classes" se safam no combate inicial para o qual o vosso cérebro de jogadores vos vai atirar. Eu tentei começar de alquimista, juro jogo, eu tentei. Mas por mais que me desenrascasse no combate, acabei por optar pela opção -"Vamos começar por dar porrada, depois completamos as vidas teoricamente mais "mundanas"." Isto porque para mudar de profissão basta pressionar um botão, ou vários já que o tipo nunca mais se cala, e estamos no início de uma nova vida, literalmente. E sim, conservamos o progresso da vida anterior. [img]hide:aHR0cHM6Ly9jZG4wMi5uaW50ZW5kby1ldXJvcGUuY29tL21lZGlhL2ltYWdlcy8wNl9zY3JlZW5zaG90cy9nYW1lc181L25pbnRlbmRvXzNkc183LzNkc19mYW50YXN5bGlmZS8zRFNfRmFudGFzeUxpZmVfMDguYm1w[/img] Este modelo tem dois objetivos, o primeiro é o de dar ao jogador a flexibilidade suficiente para poder ser pescador num dia e mercenário no outro, se assim entender, e o segundo é o de promover a obsessão em desbloquear tudo em todas as vidas possíveis com o nosso avatar. Explorem bem a cidade banhada de tons prateados pela lua Lunares, porque vão lá passar muito tempo, especialmente durante a progressão QTE das profissões menos dadas ao perigo, e se por acaso decidirem entrar num ciclo de obsessão decorativa. Há um convite à exploração no ar, um pouco como acontece em Hyrule quando jogamos um título da série The Legend of Zelda, somos impelidos a explorar cada caverna ou vila, ver o que está para lá de cada floresta, por detrás de cada montanha. O jogo faz um bom trabalho para nos manter recompensados, pela minha experiência, o maior inimigo nestas questões foi quase sempre o limite do saco de carregar materiais. O combate é simples mais divertido, aproveitando a adição de ataques especiais que vamos desbloqueando. Desde o início do jogo que percebemos que há todo o tipo de criaturas que podemos atacar, mas o sistema é suficientemente ligeiro para que possamos ignorá-las e fugir até que desistam de nós. Os golpes funcionam num regime de temporização em tempo real, onde tudo o que precisamos fazer é decorar o padrão do adversário e atacar na altura certa. Outra hipótese é atropelar o conteúdo, que na linguagem RPG significa – Subir de nível até ser estupidamente mais fortes que o oponente. Logo que formos capazes de enfrentar os monstros mais poderosos, podemos começar a completar as bounties e aceder a carradas de Dosh (a unidade monetária de Reveria) e alguns itens raros. Outra hipótese é atropelar o conteúdo, que na linguagem RPG significa – Subir de nível até ser estupidamente mais fortes que o oponente. Nunca estamos sozinhos, considerando que o pirilampo falante Flutter passa os seus dias algures a servir de gravata (Buttertie), mas também é possível aceder a um multijogador local ou em rede, embora pense que não se justifica trocar rácio de framerate para jogar com estranhos. Já com amigos, a parte da exploração é mais divertida. [img]hide:aHR0cDovL2kyLmNkbmRzLm5ldC8xNC8zNi82MTh4MzcxL2dhbWluZy1mYW50YXN5LWxpZmUtc2NyZWVuc2hvdC0wNC5qcGc=[/img] Existia a natural expectativa no capítulo sonoro, tendo em conta o nome de Nobuo Uematsu associado, mas diria que as melodias são relativamente impercetíveis, não se destacam verdadeiramente, apenas cumprem a função de acompanhar o nosso estado emocional e o ritmo da ação. A história é praticamente inexistente, existem figuras interessantes, mas não há um trama global que ligue as nossas ações, apenas justificações para irmos cumprindo os objetivos das múltiplas vidas. Isto não serve para dizer que não há diversão em Riveria, muito pelo contrário, agora não esperem ser conduzidos pela dúvida, ou pelo impulso de vestir o papel de herói. Fantasy Life vale pelo seu charme, pela surpresa na descoberta e pelos impulsos de um sistema RPG. VEREDITO Considerando tudo isto, oferece um conjunto de sistemas ricos presos a um ambiente ligeiro demais, mas que é "cute"(giro) o suficiente para nos manter interessados. Se essa magia passar à clássica obsessão numérica de um RPG, estão perante muito conteúdo, muitas horas para ocuparem aquele tempo antes de adormecer. [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=z4zJEUnrLf4[/youtube]
Fonte: IGN
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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