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Análise do jogo "Dragon Ball: Xenoverse" para PS4 escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 8 de 10, enviado por Frocharocha,
[img]hide:aHR0cDovL3N0aWZmZ2FtZXJkb3duLmNvbS93cC1jb250ZW50L3VwbG9hZHMvMjAxNS8wMi9kYnguanBn[/img] Dificilmente existirá uma série de animação que resista ao tempo como Dragon Ball. Os anos passam e a vontade de ver cada episódio deste poderoso anime é o mesmo de há quase vinte anos. O mesmo acontece com a transição da série para as consolas, pois é neste mundo que sentimos o verdadeiro poder de Dragon Ball que tanto insistíamos em criança, com as mãos unidas pelos pulsos, na esperança de alguma espécie de raio azul sair dali. Mas poucos foram os títulos da franquia que conseguiram replicar toda aquela nostalgia sentida na altura de chegar da escola e ver o episódio que cuidadosamente tinha sido gravado em VHS. Talvez pela falta de emoção do enredo, ou mesmo pela limitação dos combates sentidos nas anteriores gerações. Como fã incondicional da série, nunca um título até ao presente me tinha cativado o suficiente para que me prendesse durante semanas ao ecrã, exatamente como acontecera no passado. As expetativas para Dragon Ball Xenoverse estavam altas, é a entrada da franquia na nova geração e, por conseguinte, a esperança de reviver uma agradável e duradoura experiência. O risco estava inerente ao jogo depois de tomada a decisão de colocar um enredo completamente diferente daquele que marcou a série televisiva, conjugado com novos vilões e a criação de uma personagem, da qual tomamos o controlo. Desenganem-se se acham que a narrativa original foi totalmente abandonada, aliás, o nosso objetivo é restabelecer essa mesma narrativa. Estamos em TokiToki, cidade que acolhe os patrulhas do tempo. Com a ameaça criada pelos novos vilões da série, Towa e Mira, o passado como o conhecemos sofre alterações, e Trunks, um dos patrulhas, invoca-nos através das bolas de cristal com o intuito de o ajudar a restabelecer os acontecimentos. [img]hide:aHR0cDovL2ltYWdlcy5zYWl5YW5pc2xhbmQuY29tL2RhdGEvNjE4L0RyYWdvbi1CYWxsLVhlbm92ZXJzZS0wOC5qcGc=[/img] Uma das funcionalidades, que não é nova na franquia mas está presente em apenas dois títulos anteriores, é a criação do protagonista. De entre as cinco raças presentes (Namekian, Sayan, Earthling, Majin e Freeza) escolhemos aquela que mais nos identifica, esteticamente ou em relação às caraterísticas subjacentes a cada uma delas (a Earthling é a mais equilibrada relativamente às caraterísticas de combate). A personalização inicial é bastante básica, mas vai aumentando ao longo da experiência. Aliado a um sistema de progressão, a personagem criada vai aumentado o seu nível que nos permitem distribuir pontos de habilidades nas caraterísticas de combate. De referir que o estilo de luta da personagem é completamente modificável de combate para combate. Podemos escolher até sete ataques especiais que vamos adquirindo através da loja de habilidades situada na cidade ou é-nos transmitida pelos vários tutores espalhados e que vão aparecendo com o desenrolar da campanha (ex: obtemos a Galick Gun apenas se Vegeta for o nosso tutor). Xenoverse não se resume apenas à campanha, nem sequer ao uso exclusivo do protagonista (sim Goku, desta vez passas para segundo plano). Se a missão de restabelecer a veracidade dos factos está nas mãos da personagem criada, o mesmo não acontece nas missões paralelas. Estas servem para a recolha de experiência, dinheiro virtual e materiais espalhados pelo cenário que servem para a criação de itens (usados no campo de batalha para restabelecer energia, aumentar momentaneamente os nossos poderes, entre outros) e são feitas em equipas de três elementos, com a particularidade da substituição da IA pela cooperação online. Pecam pela repetição, apenas amenizada pela inclusão de quase todas as personagens do anime. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5tZXVwczQuY29tLmJyL3dwLWNvbnRlbnQvdXBsb2Fkcy8yMDE1LzAyL0RyYWdvbi1CYWxsLVhlbm92ZXJzZTIuanBn[/img] Para além disso, podemos ajudar as personagens, como Raditz, Gohan ou mesmo Hércules nas suas aventuras pessoais. De referir que em ambas as situações (quer nas missões paralelas à campanha como nestas pequenas missões) não somos sempre os bons da fita. Tudo é feito em prol da evolução do personagem, por isso, derrotar Goku não será uma má ideia e não nos sentiremos tristes por isso. Os cenários de batalha, desenhados em três dimensões, são dinâmicos, isto é, destroem-se à medida que o combate se desenrola. Para além disso, poderás deslocar-te livremente em cenários abertos e profundos. Nas missões secundárias, podemos viajar entre vários cenários com a ajuda de portais, na busca de materiais e conclusão da própria quest. Relativamente ao sistema de batalha, inicialmente é notório o desconforto com os controlos, ainda que bastante acessíveis se considerarmos a facilidade na obtenção de combos e execução de ataques especiais. Mas a habituação à câmara e principalmente o foco no inimigo torna-se difícil inicialmente (mesmo existindo a opção de focar), por força de muitas vezes o personagem vaguear sem tomar a direção que desejamos e o ângulo da perspetiva não se enquadrar com o inimigo. Como tudo na vida, primeiro estranha-se, depois entranha-se. [img]hide:aHR0cDovL2ltYWdlLmpldXh2aWRlby5jb20vbWVkaWFzLzE0MTkxMy8xNDE5MTI2OTQyLTQxMjEtY2FyZC5qcGc=[/img] A perspetiva da câmara apenas muda nos combates locais, que não fazem uso da divisão do ecrã mas adotam um estilo semelhante ao usado nos títulos de luta tradicionais. Existe uma liberdade enorme de combate, não só pelo que referi em cima relativamente ao estilo que podemos usar, mas pelos confrontos em terra, no ar e em água. Uma pequena nota sobre os diálogos em pleno combate, com referências específicas entre os personagens (ex: quando Cell e Cell Jr. se confrontam). Voltando a TokiToki, estamos perante uma cidade repleta de patrulhas do tempo, incluindo as personagens criadas por outros jogadores. Espalhados pelas três divisões da cidade, podemos aceder ao perfil e estatísticas de cada um, bem como um olhar mais detalhado à sua vestimenta. Uma das opções é a recruta do jogador para a formação de uma equipa de ajuda nas várias missões fora do âmbito campanha, com um custo subjacente e dependendo do nível do jogador. Em relação ao modo online, para além da cooperação nas missões secundárias já exposta em cima, Dragon Ball Xenoverse conta com combates um-contra-um ou em equipa tradicionais. Para os conquistadores, os teus resultados serão somados e exibidos numa tabela que distingue os melhores patrulhas da cidade de TokiToki. Apenas referir que uma das componentes online, o World Tournament Mode, só estará ativo após o lançamento do jogo, de onde podemos esperar uma espécie de torneio online, à semelhança do que se lembrarão da série televisiva. [t2]VEREDITO[/t2] Dragon Ball Xenoverse assume-se como uma das melhores iterações da franquia, com elementos RPG aliados ao core do produto e longevidade assegurada pelas cerca de 7 a 9 horas de campanha, missões secundárias e modo online. Introduz um novo enredo mas sem deturpar as raízes e nostalgia da série, era o que se pedia. [img]hide:aHR0cDovL2kuaW1ndXIuY29tL1ZRVEFvYWYucG5n[/img]
Fonte: IGN
Frocharocha
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