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Análise do jogo "Bayonetta 2" para WiiU escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 9 de 10, enviado por Necross,
[b]KISS KISS, BANG BANG[/b] [img]hide:aHR0cDovL2Fzc2V0czEuaWduaW1ncy5jb20vdmlkL3RodW1ibmFpbHMvdXNlci8yMDE0LzA4LzA4L2JheW9uZXR0YS0yLXdhbGxwYXBlci5qcGc=[/img] Há mais de quatro anos que aguardava o regresso de Bayonetta. O título original da série foi, na minha opinião, o melhor hack and slash que se seguiu ao lançamento de Devil May Cry 3 para a PlayStation 2. E querem saber mais? Este retorno é ainda melhor, obrigado Nintendo. O motivo do meu agradecimento deve-se ao facto de o gigante nipónico ter salvo uma franquia que, sinceramente, merecia um pouco mais de respeito. Mas não se deixem enganar, este continua a ser um jogo da Sega e do estúdio da Platinum Games. Felizmente a companhia presidida por Satoru Iwata, decidiu não interferir com a má-língua de Cereza (Bayonetta) nem com o seu sex appeal. O sangue permanece, os palavrões mantêm-se e as animações com um pouco de teor sexual continuam. Obrigado mais uma vez Nintendo por não teres imposto nenhuma restrição à equipa por de trás de Bayonetta 2. Bayonetta detém um detalhe adicional, essencial no tempo em que se insere - uma protagonista de sexo feminino num género que é maioritariamente dominado por personagens como Dante ou Kratos, vai permitir fazer a expansão das ideologias e se entenda que não são apenas os homens que possuem a aptidão para lidar com seres demoníacos ou criaturas fantasmagóricas da mitologia Grega. A heroína apresenta-se com um estereótipo feminino de sensualidade, com curvaturas exageradas, mas tal seria de esperar. Na minha infância os bonecos de Action Man possuíam músculos enormes e as Barbies curvas perfeitas; o mesmo acontece na indústria aplica o que a maioria do público aprecia. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=nZfEc2cRDlo[/youtube] A nossa jornada começa com o objetivo de resgatar a alma de Jeanne que se encontra aprisionada no submundo, mas ao longo do nosso percurso apercebemo-nos que este não será o foco principal da história. O encontro com Loki antecede eventos de elevada importância para o equilíbrio planetário. Loki, um jovem misterioso, detentor de um poder capaz de alterar o tempo e espaço, é uma grande adição ao elenco de Bayonetta e será um dos pontos fulcrais para a excelente experiência que desta sequela. Um dos mais prazerosos aspetos que obtive como fã do original, foi constatar que a história deste segundo título possui uma ligação direta com o anterior e que personagens como Ronnin, Luka, Enzo e Jeanne estão de volta para nos proporcionar momentos hilariantes. A jogabilidade deste fantástico hack and slash, é para mim um sistem seller. O número de ações e animações que ocorrem simultaneamente no ecrã é simplesmente absurdo. A rapidez e fluidez de combate são únicas, contrapondo-se a títulos como God of War e Darksiders, Bayonetta caracteriza-se pela sua velocidade de golpes. A maioria das armas pode ser usada tanto nas mãos como nos pés da protagonista, possibilitando assim uma infinidade de combinações de armamento. [img]hide:aHR0cDovL2ltLnppZmZkYXZpc2ludGVybmF0aW9uYWwuY29tL2lnbl9wdC9zY3JlZW5zaG90L2RlZmF1bHQvYmF5b25ldHRhMi0zOF91YnJkLmpwZw==[/img] Os fãs do género têm assim acesso a um leque gigantesco de combos e diferentes estilos de embate. Lamentei que as armas desta sequela não fossem tão atrativas como as do original e desejava até que tivéssemos acesso a uma maior quantidade, ainda assim conseguimos extrair belos momentos de diversão e de violência com as belíssimas pistolas, Love is Blue, as mortíferas espadas, Rakshasa, entre outras. Mas não posso deixar de referenciar que a melhor arma de Bayonetta, não é sequer uma arma… O Witch Time rouba os louros a qualquer equipamento de combate. É de valor que um jogo de luta nos incentive a desviar com a maior precisão possível dos golpes adversários. Ao carregar no botão LZ desviámo-nos de um ataque inimigo evitando sofrer dano e abrandando o tempo, concedendo o momento ideal para contra atacar os nossos adversários. Controlar este sistema na perfeição é a chave para o sucesso. Temos ainda uma barra secundária, detentora do poder oferecido pelas Moon Sphere, que nos dá acesso a uma nova técnica intitulada Umbra Climax - esta habilidade cria uma extensão dos nossos golpes desencadeando momentos de total devastação nos nossos oponentes. Contrariamente ao que acontecia no título original, em que apenas tínhamos a capacidade de usufruir das Torture moves, formas perturbantes de aniquilar as forças de Paradiso a partir de vários mecanismos de tortura, somos agora obrigados a decidir entre executar uma Torture Move ou ativar o Umbra Climax. O meu conselho é que a vossa escolha seja feita consoante os inimigos que se encontrem em vosso redor uma vez que a habilidade Umbra Climax causa danos a múltiplos adversários durante um certo período de tempo, e as Torture Moves apenas causam dano a um oponente que irá deixar cair a sua arma podendo esta ser usada em proveito próprio. Estes engenhos oferecem uma variação de combate temporária, que propicia momentos de alívio durante a campanha. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=8iqCYjkFkkQ[/youtube] O level design é algo exemplar neste título. Percorremos áreas diferentes, com temas únicos e adversários distintos. Esta realidade permite que nunca sintamos fadiga nem a sensação penosa de repetição que alguns hack and slash criam durante a progressão. Os inimigos são outro dos aspetos mais interessantes da campanha. No anterior apenas possuíamos criaturas angelicais para sofrerem com os nossos deslumbrantes movimentos, mas desta vez contamos com as forças malignas do inferno. Apesar de Bayonetta ter feito um pacto com um ser demoníaco e ser uma Scarlet Witch, a verdade é que algo causou um desequilíbrio entre o Paradiso e Inferno. As criaturas demoníacas são fantásticas, atraindo-nos de uma forma diferente por possuírem um estilo de combate próprio e de exigências particulares. Muitas vezes as nossas armas de eleição, não são a melhor forma de combater os opositores, rapidamente percebemos isso e somos obrigados a adaptar-nos. Outro aspeto central são os bosses, que proporcionam dos momentos mais memoráveis que alguma vez obtive com um videojogo. Apesar de extremamente difíceis, a forma como o jogo está desenhado evita a frustração, ao permitir continuar o combate após a nossa morte, sendo a única penalização o rank obtido ao concluir o capítulo. Os "hardcore gamers", termo que nunca percebi muito bem, já não têm desculpa para não possuir uma Wii U. Com a adição de Bayonetta 2 à lista de jogos que foram lançados recentemente para a consola caseira da Nintendo, este é sem dúvida uma das melhores alturas para possuir uma. [img]hide:aHR0cDovL2ltLnppZmZkYXZpc2ludGVybmF0aW9uYWwuY29tL2lnbl9wdC9zY3JlZW5zaG90L2RlZmF1bHQvYmF5b25ldHRhMi0zMl9wNDM0LmpwZw==[/img] Nunca dei muita importância às discussões sobre resoluções e fps, julgo que um jogo se distingue pelo entretenimento que é capaz de conceder. Neste caso, sou obrigado a concordar que os 60fps fazem diferença. O facto de Bayonetta 2 correr com esta velocidade de fotogramas por segundo torna-o distinto dos restantes, mas estamos a falar de um caso muito específico. Estes 60 fps's são cruciais para a gratificação retirada da ação alucinante, deleitando-nos perante a experiência final. Quanto aos gráficos, não existe uma grande melhoria. Não se trata de um Crysis ou um Killzone Shadow Fall, mas também não precisa. Bayonetta é, e será sempre, caracterizado pela sua jogabilidade, sendo este aspeto superior a qualquer textura super realista. Ainda que não possua um aspeto realista, a verdade é que a palete de cores é mais abrangente e viva, enquadrando-se melhor que o original no tom da série. Este fator permite que Bayonetta se faça passar por um jogo "a la Nintendo" e isso não é de todo negativo. O conteúdo em Bayonetta 2 não tem limites. Terminar todos os capítulos em Pure Platinum, adquirir a imensidão de itens disponíveis ou finalizar as verse cards (cartas magicas obtidas ao completar os capítulos da campanha) no modo multiplayer, permite uma repetibilidade e longevidade enormes. Felizmente, a gratificação retirada do jogo, incentiva a que nunca queiramos largar o comando. Em relação ao comando tenho que fazer a nota de não recearem o Gamepad da Wii U. Ainda que este não seja um comando adequado para um Hack and Slash a verdade é que não revelou ser um problema durante a minha sessão. [b]VEREDITO[/b] [i]Não há desculpas. Este é um título obrigatório para todos que dispõem de uma Wii U e será um daqueles jogos que fará os fãs dos género adquirir uma. Se apreciaram os empolgantes e atordoantes momentos do título original não vão ficar desiludidos com esta belíssima sequela.[/i]
Fonte: IGN
Necross
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