.
8

Análise do jogo "We Love Katamari" para PS2 escrito por GameVicio

Escrito por GameVicio, nota 8 de 10, enviado por Anônimo,
Durante a era PS2, a NAMCO, conhecida pelos jogos Tekken, Soul Calibur e Death by Degress, teve a idéia de lançar no mercado americano o primeiro jogo criado por Keita Takahashi. Tal empresa não acreditava que Katamari Damacy, um jogo em que a única coisa que você faz é ficar rolando e grudando em vários objetos para que sua bola (a tal Katamari) ficasse grande demais e assim passar de fase, fosse fazer sucesso em uma terra não muito acostumada com certas excentricidaes orientais. Entretanto, para a surpresa da empresa, Katamari Damacy se tornou um grande sucesso fora do Japão e foi necessário que ela enviasse um segundo lote do jogo para suprir a demanda. Além disso, Katamari Damacy ganhou o prêmio de jogo mais inovador/criativo do ano de seu lançamento e esses fatores não serviram apenas como incentivo para que Keita produzisse um segundo jogo da série mas também serve como introdução a esta sequência. Em We Love Katamari, o Rei de Todo o Cosmos ficou surpreso com o sucesso que o jogo Katamari Damacy fez no planeta Terra. Percebendo sua ampla popularidade e ouvindo aos apelos dos terráqueos que queriam vê-lo e ter suas próprias Katamaris, o Rei decide visitar o planeta para garantir o desejo dos fãs trazendo não apenas o Príncipe mas também todos os seus primos. [t1]Jogabilidade e Gráficos[/t1] A jogabilidade praticamente continua a mesma nesta versão. Usando apenas os dois controles analógicos, você controla sua Katamari e o objetivo básico do jogo é rolar em vários objetos, grudando neles, até que sua Katamari alcançe um determinado diâmetro pedido pela fase. Dependendo dos objetos grudados (como uma caneta) a Katamari irá se comportar diferentemente e certos animais como gatos irão perseguir você caso sua Katamari seja minúscula mas eles irão tentar fugir (e eventualmente serão grudados) se a Katamari for maior do que eles. Nesta versão, você não joga as fases lineareamente e sim atendendo os pedidos dos fãs que aparecem ao redor de sua casa. Cada fã faz um pedido diferente: Alguns pedem uma Katamari de um determinado tamanho, outros pedem para que você use a Katamari para limpar o quarto dos filhos no menor tempo possível, há ainda um lutador de sumô que pede para que você ajude ele em seu treino... Usando o próprio lutador como Katamari e passando por cima de tudo o que for comestível antes de tentar derrubar seu adversário e por aí vai. Cumpra os objetivos determinados e o Rei irá avaliar seu desempenho, falhe e você levará uma bronca ósmica do Rei enquanto foge em vão dos raios que ele lança em você. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzcwOC5pbWFnZXNoYWNrLnVzL2ltZzcwOC82NDQ4L3dlbG92ZWthdGFtYXJpMjA4MTczLmpwZw==[/img] Durante as fases, você pode ainda esbarrar nos primos ou ainda coletar vários presentes deixados pelos fãs que são na verdade aessórios para personalizar a aparência do Príncipe ou seus primos. Estes dois fatores não alteram muito a jogabilidade entretanto, ao conseguir pegar todos os primos, o jogo presenteia você com um desafio extra. E é incrível que com tanta coisa que gruda em sua Katamari, o jogo mantém uma taxa de FPS constante e quase sem slowdown (isto é raro de acontecer). Isso se deve certamente a seus gráficos simples sem muita textura e com poucos polígonos. O jogo conta também com modos para 2 jogadores: Um modo versus e um modo colaborativo em que ambos os jogadores controlam a mesma Katamari. Aliás, as cores usadas no jogo são bem suaves e claras e o HUD, cheio de animações como o diâmetro de sua Katamari e as animações do príncipe, não chega a atrapalhar... Ao contrário, a impressão é que eles se "fundem" perfeitamente com a ação do jogo. [t1]Música e Sons[/t1] Outro ponto de destaque é a sua trilha sonora com músicas cantadas. Todas elas são extremamente agradáveis de ouvir e muitas delas combinam perfeitamente com a temática da fase. Desde uma bossa nova (Houston) passando por um J-Pop grudento e enérgico (Everlasting Love), uma 'música dance (DISCO*PRINCE) até mesmo a um medley de todas as músicas de Katamari Damacy... Cantada unicamente por animais (Sunbaked Savana). Quanto aos efeitos sonoros, não dá para ficar indiferente ao ouvir o grito de pessoas e animais ao serem grudados em sua Katamari. [t1]Pontos Negativos[/t1] A única coisa que eu posso considerar como um ponto negativo do jogo é sua câmera. Algumas vezes sua visão será bloqueada pelos objetos presentes no cenário. Embora você poderá ver o Príncipe através de um "Buraco estilizado" de acordo com o tema da fase, nem sempre ela surge e em alguns casos isso pode atrapalhar muito especialmente em fases onde você pode perder ao cair na água ou ao encostar em um determinado animal em uma outra fase. [t1]Conclusão[/t1] O jogo é esquisito e bizarro. Isso não há dúvidas. Mas se você conseguir vencer seus possíveis preconceitos a respeito da ecxentricidade do jogo e jogar algumas partidas, é provável que você se interesse pelo mundo louco (e paradoxalmente relaxante) de We Love Katamari e comece a dar risadas ao ver o Príncipe grudando em pequenos objetos, sapos, pássaros, vídeo cassetes, ratos, bolas, livros, latas de lixo, cachorros, gatos, tricilos, pessoas, carros, casas, prédios, arranha-céus, montanhas e continentes, apenas para que esta massa de objetos e seres atinja o tamanho ideal para ser lançado no espaço e se transfomar em um corpo celeste... Ou em pó de estrela caso o tamanho não seja do seu agrado. Engraçado como um jogo, com uma temática tão simples e aparentemente boba, seja tão mórbido assim como vários contos infantis, não? :P [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Q-B0oIyP1LM[/youtube]
Fonte: GameVicio
label