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Análise do jogo "Krush Kill 'n Destroy EXTREME" para PC escrito por GameVicio

Escrito por GameVicio, nota 8 de 10, enviado por Godoleo,
[b][i]Age of Empires? Não, o negócio é K.K.N.D![/i][/b] [title]Prólogo[/title] 1997 foi o palco para grandes renovações nos games, ID software tentava nos convencer de que Quake 3 Arena seria o melhor FPS já visto, enquanto uma empresa pouco conhecida chamada Valve lançava a demo de um jogo curioso chamado Half Life. Doom 3 era mito entre os fãs, Age of Empires havia recentemente entrado no campo de batalha declarando guerra comercial ao até então o dominante Civilization e Max Payne era um rumor forte (e claro, a promessa de Duken Nukem Forever). O mistério do novo console da SONY. [title]História[/title] Imagine que a terceira guerra mundial aconteceu, o mundo foi praticamente devastado, pouco original não? Mas imagine que ao invés de todos serem mortos, grupos de sobreviventes organizavam facções para dominar a terra (eles não aprendem), dividos em 2 times com ideais diferentes, o "novo mundo" se vê em um novo combate, mas dessa vez sem bombas. O combate é por terra, de um lado os que gostam de ser chamados de "Sobreviventes", com um modo de vida e uma tecnologia até então avançada, utilizando máquinas de guerra e armas futuristas; do outro lado estão os que se intitulam "Evoluídos" (notou como são humildes?), eles ignoraram boa parte da tecnologia e começaram a domar os animais mutantes pela radiação. Por fim, os 2 grupos entram em uma luta pela dominação mundial. [title]Jogabilidade[/title] Krush Kill 'n Destroy EXTREME se baseia na clássica estratégia em tempo real, cada um com o seu lado construindo seu "império" e militarizando para conter algum ataque surpresa ou chegada a grande hora da invasão no território inimigo. Possui uma jogabilidade não muito diferente do clássico Age of Empires (a comparação é inevitável), mas com alguma novidades. Não é simplesmente contruir e produzir bixos destruidores, existe uma construção específica que é utilizada para fazer "upgrades" em suas construções e a cada upgrade aparece uma unidade nova para se produzir, começando por coisas simples como soldados com rifle até as mais bizarras como um caranguejo mutante que lança mísseis, destaque para a vespa, a unidade voadora dos Evoluídos. Outro ponto interessante da jogabilidade é o fato de que um veículo realmente atropela, mas isso também vale para o adversário, caso você use soldados a pé e não mate as unidades a tempo, verá seu exército ser praticamente dizimado. Os modos de jogos consistem em o modo clássico de construção de bases, passando pelo modo das missões (que contam a história inteira do jogo a cada episódio). Uma coisa curiosa é um modo de jogo em que você começa com algumas unidades e deve "caçar" o inimigo pelo mapa, e finalmente conforme uma unidade vai matando os inimigos, ela ganha uma coloração vermelha ao redor da barra de vida tornando-se uma unidade veterana, com um pouco mais de poder a IA é muito desafiadora. Jogar no EASY não quer dizer que não será atacado, mas com menos agressividade. [title]Multiplayer[/title] Por modem, o clássico modo de estratégia. [title]Áudio[/title] Os sons condizem com a unidade. Unidades veteranas ganham um tom de voz diferente, o que contribui para a diversão do jogo. Os sons das criaturas também condizem, desde ruídos de escorpiões até barulhos de elefantes. Enfim, o som é uma parte muito equilibrada do jogo. [title]Gráficos[/title] Não são o ponto forte do jogo, mas também não são feios, pecam pela falta de mais detalhes, algumas unidades não possuem sombra, o que dá a entender que foram feitas às pressas, porém a variedade de unidades e construções torna o jogo muito agradável, passando por centros principais até verdadeiras torres e "bunkers" que destroem tudo o que se mover em sua direção. Os efeitos de destruição e fumaçam são bem definidos, possui até um efeito de "tremor" na tela quando uma construção é destruída. Quanto maior o poder de fogo utilizado, maior o dano na área podendo provocar esses tremores. Contudo, o mapa do jogo é simples, mas eficaz, e a possibilidade de se trocar de cor antes da partida começar é ótima. [title]Contras[/title] Como não existe jogo perfeito, é claro que K.K.N.D possui pontos fracos, alguns são confusos e outros irritantes, como por exemplo não ser possível usar auto-destruição, nem de unidades, nem de construções, o que acaba frustrando um jogador que construiu algo errado. Algumas unidades são tão precárias que parecem ter saído diretamente do Paint para o jogo. O sistema de seleção de unidades é muito, mas muito precário, não é possível colocar um ponto fixo para o soldado ir após sair da construção e o sistema de selação de várias unidades se mistura com o do aliado, o que vira uma verdadeira salada se for atacar em conjunto. O soldado não possui nenhum comportamento, apenas anda e atira, algumas unidades são muito lentas. A I.A é agressiva demais, mesmo na dificuldade "Fácil" o jogo é difícil, o que pode ser frustrante para quem joga nela para poder curtir o que o game tem a oferecer antes de sair para a guerra. [title]Dificuldade[/title] Nota 8 (Para quem nunca jogou KKND na vida, vai demorar um pouco para se acostumar ao ritmo do game e descobrir como se faz as unidades pesadas). [title]Notas[/title] [b]Jogabilidade:[/b] 8 (Comande verdadeiras máquinas de guerra ou criaturas bizarras); [b]Áudio:[/b] 7 (Efeitos convincentes); [b]Gráficos:[/b] 7 (Encontre restos de ruas, viadutos, cidades e veja o que restou da explosão nuclear); [b]Enredo:[/b] 7 (Inova por criar duas facções totalmente diferentes); [b]Diversão:[/b] 7 (Pode ser confuso no começo, mas ao se adaptar descobrirá um ótimo jogo); [title]Conclusão[/title] Krush Kill 'n Destroy EXTREME conquistou uma legião de fãs, que até hoje trocam experiências, e sua seqüência Krush Kill 'n Destroy EXTREME 2: Krossfire é outro ótimo título. ?? o jogo que fica na memória de todos os saudosistas que sabem que nesse tempo existiu vida além de Age of Empires e Civilization.
Fonte: GameVicio
Godoleo
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