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Análise do jogo "Iji" para PC escrito por GameVicio

Escrito por GameVicio, nota 7 de 10, enviado por Anônimo,
Um "Duro de Matar" em um complexo militar repleto de alienígenas. Assim pode ser resumido a ambientação de Iji, um jogo indie criado por Daniel Remar lançado em 2008. O jogo conta a história da personagem título que visita o centro de pesquisas de seu pai junto com sua irmã e irmão. Ao olhar para a cidade em uma janela, a garota percebe um estranho fenômeno nos céus e repentinamente várias colunas de luz bombardeiam a cidade. Após isso, Iji acorda em uma cama e descobre que seis meses se passaram desde o acontecimento e seu irmão, Dan, explica atráves de alto-falantes que o complexo foi invadido por alienígenas chamados de Tasen, praticamente todos os funcionários do centro de pesquisas foram mortos e ela foi submetida a uma operação envolvendo nano-tecnologia dando a garota habilidades sobre-humanas e a capacidade de usar uma arma dos aliens. Com isso ela é instruída pelo seu irmão a tentar encontrar o líder deles, Krotera, e tentar solucionar o problema de forma pacífica. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5pbmRpZWdhbWVzLmNvbS9pbWFnZXMvdGltdy9pamkyYS5wbmc=[/img] O jogo consiste em 10 longas fases, cada uma representando um setor do centro de pesquisas. Embora o design das fases sugira uma abordagem Metroidvania dada a vastidão delas e o fato de haver backtracking principalmente após encontrar um upgrade para a garota, tal elemento é limitado apenas para a fase atual. Durante o percurso do jogo, Iji encontrará vários orbs azulados chamados Nanofields que atuam como o 'XP' do jogo. A cada nível completado de Nanofield, Iji ganha um ponto que poderá ser usado para aprimorar um de seus 7 atributos envolvendo vitalidade, habilidade de destravar portas e baús eletrônicos, usar armamento alienígena mais avançado entre outros. Não apenas isso, mas satisfazendo certos requerimentos, Iji poderá combinar duas armas diferentes para criar uma terceira mais poderosa (como mesclar as características de uma escopeta e metralhadora para obtermos uma escopeta automática, por exemplo). Entretanto, em cada modo de dificuldade existe um limite de quantos pontos de Nanofield você poderá juntar por fase prevenindo que a personagem fique poderosa demais na primeira metade do jogo. Quando o assunto é combate, Iji não depende apenas de poder de fogo para sobreviver mas também de sua força física. Com seus chutes, se eles forem fortes o bastante, ela poderá arrebentar portas e lançar inimigos voando pela sala (literalmente) além de poder chutar turretas automáticas e acertando em cheio um alienígena logo adiante. Entretanto suas ações são limitadas já que você só pode atacar enquanto estiver em pé o que pode ser um pouco irritante para alguns. Outro fator negativo é a movimentação da garota. Embora ironicamente o jogo afirme no começo que a operação de nano-tecnologia favorecesse mais mobilidade do que vigor, Iji caminha lentamente pelo cenário o que pode ser tedioso demais quando estiver revisitando uma determinada área daquela longa fase. O jogo também oferece um bom valor de replay ao incluir conteúdos destraváveis que são adquiridos ao terminar o jogo em um determinado nível de dificuldade ou juntar 10 posters ou fitas de cabelo durante a partida além de conter duas fases secretas. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzIwMi5pbWFnZXNoYWNrLnVzL2ltZzIwMi80NDMxL2lqaTI4ODcucG5n[/img] Iji nos apresenta gráficos simples. Os personagens usam cores chapadas sem texturas ou detalhes assim como as cutscenes estáticas que aperecem no jogo raramente usando algum efeito de sombra. Entretanto os cenários e certas armas que Iji adquire ao longo do jogo tem um certo detalhismo mas ainda assim mantendo fiel ao design usado. Esta diferença de detalhismo entre personagens e cenários certamente nos remetem a jogos como Another World/Out of this World (uma das fontes de inspiração de Daniel) ou ainda Flashback ambos da produtora Delphine Software. Embora os gráficos sejam simples, o jogo apresenta slowdown em certos momentos até mesmo em computadores potentes. Porém é notório o cuidado de Daniel em deixar a ação constante principalmente nos momentos finais do jogo: Se o jogo perceber que existe slowdown na batalha contra o último chefe, ele irá automaticamente remover os detalhes gráficos para que a ação permaneça rápida. A história é contada não apenas através de cutscenes mas também atráves de inúmeros diários encontrados nas fases que contam coisas como a história da raça invasora, propagandas bobas que ocasionalmente nos dão dicas de como melhorar nosso armamento e os pensamentos de cada soldado de acordo com a situação que estão passando e até mesmo em relação a garota e suas ações. Aliás, dependendo da maneira como você joga e de certas decisões tomadas em pontos chaves do jogo você irá presenciar um dos 3 finais diferentes ao fim das quase 4 horas de duração na sua primeira partida. O grupo Hyperduck SoundWorks, que futuramente seria encarregada da trilha sonora de Dust: An Elysian Tail, foi responsável pela trilha sonora de Iji e a mesma é composta principalmente de rock e heavy metal. Todas elas são bem feitas e combinam perfeitamente com a temática da fase como por exemplo a música da primeira fase "Kinda Green" que tem um rítmo lento e mais melódico em contastre com a música da segunda fase "3 Cans Later" onde a ação finalmente começa. É uma pena que embora a trilha sonora seja excelente, ela não é muito extensa. [img]hide:aHR0cDovL2VvY29tbXVuaXR5Lm5ldC9pbWFnZXMvZ2FtZV9pbWFnZXMvNjAvMC5naWY=[/img] Apesar de alguns pequenos problemas, Iji é um jogo bem sólido e é reforçado por sua história, temática e valor de replay. Uma vez que o jogo é totalmente grátis e tem uma trilha sonora que permite que você ouça ela em qualquer mp3 player, este é um jogo que merece um espaço reservado do disco rígido de seu computador.
Fonte: GameVicio
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