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Análise do jogo "Bio-Hazard Battle" para GEN escrito por GameVicio

Escrito por GameVicio, nota 7 de 10, enviado por Anônimo,
O Mega Drive possui vários jogos de nave memoráveis. Qualquer gamer da velha guarda pode lembrar perfeitamente de boa parte deles: Raiden Trad, Gaiares, Aero Blaster, Hellfire, Thunder Force, Zero Wing... Mas um destes jogos certamente passou meio despercebido. Criado pela SEGA, Bio-Hazard Battle (Crying: Aseimei Sensou) não era um jogo que marcava por sua mecânica R-Type'ista tão pouco por um sistema de pontuação (que na verdade era raro ver um jogo de nave com um sistema de pontuação definido como nós estamos acostumados a ver atualmente). E sim por sua ambientação e temática. [img]hide:aHR0cDovL3M0LnBvc3RpbWFnZS5vcmcvZmczanhudDh0L2FzZWltZWkwLmpwZw==[/img] [i]Americanos... Sempre alterando a arte original do jogo ou ainda incluindo elementos que nada tem a ver com o jogo. Quem disse que a gente jogaria com uma típica nave?[/i] No planeta Avalon, foi deflagrada a Primeira Guerra Biológica Mundial. Durante tal guerra, uma nação lançou um ataque na forma de um retro-virus em represália. O problema disso é que tal retro-virus liberou uma força biológica que acabou criando novas e bizarras formas de vida deixando o planeta totalmente inabitável. Os poucos sobreviventes conseguiram escapar em uma estação espacial e foram induzidos a um sono criogênico por centenas de anos. Ao acordarem, foi confirmado que embora Avalon ainda esteja hostil ela pelo menos se tornou habitável por humanos novamente. Com isso, eles desenvolveram 4 naves biológicas (bionave) para explorar a área menos hostil do planeta e eliminar suas ameaças para que assim a humanidade possa ao menos criar uma colônia. [t2]Jogabilidade[/t2] Bio-Hazard Battle é bastante simples em sua jogabilidade. Você poderá escolher uma das 4 bionaves com características distintas não apenas na aparência mas também em sua velocidade e os tipos de armas que elas poderão usar. Como havia dito anteriormente, o jogo tem uma mecânica similar a R-Type. A sua bionave é acompanhada por um pequeno satélite que é responsável pelo poder de fogo principal e também serve como escudo contra tiros inimigos. Além disso, você poderá manter pressionado o único botão de tiro usado no jogo para acumular energia e lançar uma onda de tiros poderosa. Mas ao contrário da franquida da IREM, você não poderá lançar seu satélite contra os inimigos. Durante o jogo, você irá coletar itens de power up que darão uma nova arma para sua bionave. Os tiros que estes powerups oferecem variam de acordo com a nave usada além de você poder encontrar itens de vida-extra escondidas em certas fases. O jogo oferece 7 fases com dificuldade progressiva (e apenas 4 se você usar um nível mais fácil de dificuldade). [img]hide:aHR0cDovL3MxNC5wb3N0aW1hZ2Uub3JnLzZhanprOGU1ZC9hc2VpbWVpMS5qcGc=[/img] [t2]Gráficos[/t2] Os gráficos de BHB são decentes embora algumas fases não são tão bem trabalhadas (como o cenário da segunda fase que não chega a ser mal-feito mas também não é algo digno de nota) e seus inimigos criativos e bem detalhados. Neste jogo, você irá enfrentar várias criaturas que foram modificadas pelo retrovirus como vespas gigantes, moluscos, vermes, águas-vivas de tamanho colossal, "centopéias aladas" que aliás tem as melhores animações do jogo e todo tipo de criatura bizarra que os designers imaginaram. Os cenários do jogo são bons e mostram um mundo devastado pela guerra: cidades desertas, selvas com plantas hiper-desenvolvidas, áreas industriais, cavernas e até mesmo um jato que foi tomado pelas criaturas. [t2]Música[/t2] Esta é a parte onde o jogo realmente brilha: O jogo usa uma trilha sonora que capta sua atmosfera desolada e bizarra e fazendo uso dos tons mais graves em percursão embora todas as músicas do jogo sejam variações do tema da primeira fase. A música de bio-Hazard Battle é extremamente esquisita para quem está habituado demais com músicas mais alegres dos outros jogos do gênero mas ela se encaixa perfeitamente para sua temática sendo impossível você ver este jogo imaginando um outro estilo musical para ele. A música durante o confronto com os chefões de fase é bem "pesada" mas é uma daquelas músicas que você certamente iria ouvir em um filme de invasão de alienígenas ou de monstros gigantes da década de 70. Imagine a cena clássica de Godzilla destruindo Tóquio com uma música dessas: [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=wwUnZHCSJ2A[/youtube] [t2]Conclusão[/t2] Não consigo considerar Bio-Hazard Battle um jogo com falhas a não ser pelo esquema simples demais de sua jogabilidade comparado a outros jogos do gênero. Ainda assim, o jogo tem um bom nível de desafio e é indicado para todo fã dos jogos de nave existente até agora. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=8eSuJGiRys8[/youtube]
Fonte: GameVicio
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