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Análise do jogo "The Witcher 3: Wild Hunt" para XONE escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 10 de 10, enviado por AlbertZero,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5nYW1ldHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvaW1hZ2UuanBn[/img] Fazia tempo que não ficava com vontade de correr para casa e ligar o videogame. Não que os jogos fossem péssimos, mas faltava aquela vontade de começar algo novo, que exigisse mais da minha atenção além dos reflexos musculares adquiridos com as infinitas horas de lutinhas virtuais (acho que ainda é um dos poucos gêneros que jogo nas minhas horas de folga). E aí apareceu esse maldito bruxo. [b]The Witcher 3[/b] caiu no meu colo sem querer, pois sequer joguei os primeiros jogos da franquia -- um pouco do 2, mas não o suficiente. Fiquei receoso de início, mas aceitei meu destino. Agora posso dizer com tranquilidade: que bom que foi assim. E como esse jogo é bom. Não estou falando de nenhum tipo de ineditismo, mas do conjunto da obra em si. Seus personagens, trama e roteiros bem escritos (tão bons que dá vontade realmente de falar com todo mundo). Um combate bem definido, variedade de inimigos, violência na medida, bom sistema de exploração, criação de itens e evolução do personagem. E também aquele mapa gigantesco, tudo trabalha junto. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzEuYWsuY3J1bmNoeXJvbGwuY29tL2kvc3BpcmU0LzJhNjU2YjMzMDUzMjQzMmNhZjE3NDJjODU4NmY3ZmZmMTQzMjI1NzIzNV9mdWxsLmpwZw==[/img] Quando escutamos através de bons fones de ouvido o som do vento forte castigando as florestas, levantando poeira e atrapalhando a sua visão, típico vento de tempestade, que chega em seguida, ao mesmo tempo que lutamos por nossas vidas contra monstros comedores de carcaça humana dentro de um campo de batalha deserto, enfeitado apenas com cadáveres... "Aff" e esse é o termo técnico para a sensação sim. Novamente, não existem novidades nisso que acabei de dizer. Apenas que tudo fez um pouco mais de sentido para mim dentro do contexto de The Witcher. E já que estamos neste assunto, o game, assim como você deve suspeitar (ou ter a certeza, que também é óbvia), continua a trama protagonizada por Geralt de Rivia, que agora procura por sua protegida, Ciri (ou Cirilla Fiona Elen Riannon). O pano de fundo disso tudo é a impiedosa invasão do norte pelo império de Nilfgaard, enquanto Geralt vaga em busca de duas pessoas: Yennefer e Ciri. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzEuYWsuY3J1bmNoeXJvbGwuY29tL2kvc3BpcmUzLzc2ODZmZmE0NGVjYTMzY2VjZGUzOWNlNTRkMzJiMWQxMTQzMjI1NzI4MF9mdWxsLmpwZw==[/img] O jogo tem um ritmo bom. Missões paralelas que completam a trama como um todo e te colocam mais dentro do mundo (este que não joguei anteriormente). Os livros espalhados pelas cidades me deixam à par das peculiaridades do mundo, e aos poucos, vou me habituando com seus moradores. Tem até um joguinho de cartas -- o qual sou péssimo -- simples e eficiente. Mas não tive vontade de gastar muito dinheiro com isso, pois a grana dentro do jogo é escassa (ainda mais no começo da aventura). Prefiro gastar com itens de cura e a manutenção das minhas armas (elas precisam ser reparadas com o passar do tempo). [img]hide:aHR0cDovL2ltZzEuYWsuY3J1bmNoeXJvbGwuY29tL2kvc3BpcmUxLzE4OTRiYTllNjQ2ZTFjM2NiZmI3MDM5NjMzOTVlNTNmMTQzMjI1NzMxOF9mdWxsLmpwZw==[/img] Evoluir seu personagem durante o jogo requer um pouco de paciência. O nível de experiência demora um pouco para subir, mas é possível trabalhar, enquanto isso, nos seus pontos de habilidades, aumentando os status do seu personagem. Ataques, energia vital e magias aos poucos vão ficando mais fortes e facilitam a tarefa de sobreviver naquele continente sem nome. Missões paralelas e desafios aleatórios no mapa ajudam na tarefa de adquirir mais experiência e habilitar novas missões e contratos de bruxo que requerem um nível maior de experiência. O jogo é difícil, mas bem menos do que achei que fosse. Não se engane, é possível morrer a qualquer momento dentro do jogo, basta errar uma curva e encontrar um inimigo de nível mais alto. Todos devidamente marcados em seus medidores de vida, nada parecido com o que acontece nos insanos jogos da série Souls, por exemplo. Longe de mim compará-los. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzEuYWsuY3J1bmNoeXJvbGwuY29tL2kvc3BpcmUyL2RhOTllMTNjMDM5YjU0NjEyMzdjODQ0OWQzYTBkN2UxMTQzMjI1NzM2NV9mdWxsLmpwZw==[/img] Às vezes bate uma preguiça de ir de um canto para o outro no mapa, montado em seu corcel. Vez ou outra (SEMPRE) desvio minha rota para colher itens -- belas flores nos campos e pradarias, um lance meio Noviça Rebelde... -- e vou parar mais longe ainda do meu objetivo inicial. Isso quando não dou de cara com um bando de cães sarnentos que só atacam em bando e servem apenas para tirar o fio da minha lâmina. Aí sinto falta daqueles táxis do GTA, que me levavam direto à missão, facilitando a vida de todo mundo. Em [b]The Witcher 3[/b] temos o famigerado fast travel. O mundo é grande, bem maior que o jogo anterior. Maior que Skyrim. Maior até mesmo que países que existem no mundo real (vi numa matéria da interwebs). O fast travel dos lugares conhecidos é uma boa pedida para não desvirtuar o seu jogo e perder a noção do seu caminho. Uso-os sem dó, me ajuda a manter a organização dos pensamentos. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzEuYWsuY3J1bmNoeXJvbGwuY29tL2kvc3BpcmU0L2FkMGZkZGE4M2ExNjVlZDg4MWVmNjQxNGI2OWVmYzk2MTQzMjI1NzQxNF9mdWxsLmpwZw==[/img] Combater no jogo é divertido e não é um simples exercício de apertar botões repetidamente. "Um bom profissional se prepara para o combate" é o que diz uma das regras do manual do Bruxo. Dá para estudar o inimigo em questão, preparar poções e óleos especiais que transformam a experiência do combate de uma forma que você, que gosta de apertar o mesmo botão sempre, nem imagina. Defesa normal e esquivas funcionam bem, mas os feitiços não são apenas glamour. Mesclá-los durante os combates é uma das melhores ideias que você terá durante o jogo. E eles não servem só para os combates. Níveis mais altos do poder de dominar a mente pode lhe salvar muitos dinheiros, por exemplo. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzEuYWsuY3J1bmNoeXJvbGwuY29tL2kvc3BpcmUxL2M4YzQyOGMyZWI5ODc3MWFiNzA5NjNiMDJlZjg0MjNlMTQzMjI1NzU5MF9mdWxsLmpwZw==[/img] O sistema de criação de itens é um prato cheio e demanda uma certa calma no seu aprendizado. É possível aprimorar ou criar itens com a ajuda de plantas de referência encontradas durante a aventura. E todo o material coletado, sejam armas ou matérias-primas podem ser transformadas em um novo tipo de utensílio. Junte pedaços de aço e crie um lingote. Desfaça um lingote e o transforme em pedaços de metal. É possível fazer ambas as transformações, de acordo com a sua necessidade. O jogo tem um foco também nos diálogos. Muitas conversas farão a trama alternar entre a ação brucutu pura e o raciocínio lógico do cara que joga encarnando o personagem. Às vezes engolimos um sapo aqui e outro ali e depois, mais para frente, somos recompensados de alguma maneira. Veja só: fui tirar satisfação com um trio de soldados de Nilfgaard que me chamaram de traste e disseram que eu fedia cadáver, aí dei um coro neles e só depois percebi que não eram três, mais cinco soldados. E o dono da estalagem sequer me ajudou depois disso. [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=ehjJ614QfeM[/youtube] [b]The Witcher 3[/b] é desses que as pessoas vão falar. Elogios, xingamentos, reclamações apostas de jogo do ano, enfim. Da sua parte, vale ao menos a curiosidade de olhá-lo com seus próprios olhos, sem preconceito ou idea formada. Não se deixe levar pelos extremos e, de qualquer maneira, dê uma chance. Aqui a experiência foi incrível (e continua sendo). [b]DO QUE GOSTAMOS[/b] + Combate agradável e variado + História envolvente + Boa dificuldade + Visual incrível [b]DO QUE NÃO GOSTAMOS[/b] - Equipamentos visualmente menos feios poderiam aparecer mais cedo no jogo
Fonte: GameTV
AlbertZero
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