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Análise do jogo "The Legend of Zelda: A Link Between Worlds" para 3DS escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 9 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5nYW1ldHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvaW1nXzEucG5n[/img] Antes de começar, um lance bem pessoal aqui: não consigo visualizar Zelda como um RPG. Para mim, ele é muito mais um jogo de ação bem elaborado, e isso não é elogio ou muito menos uma ofensa, antes que pensem. E outra coisa, não sou do tipo que segue a franquia, se empolga com um lançamento ou mesmo conhece de cabo à rabo toda a história e personagens. Mas digo para você que A Link to the Past foi o primeiro Zelda (e único) que joguei e me diverti, e é por isso que me incumbi da tarefa de escrever sobre A Link Between Worlds. Mesmo mundo, só que mais legal Quem um dia iria imaginar que aquele jogo do SNES, depois de tanto tempo, ganharia uma continuação. Mesmo que passada em um outro tempo, com um outro herói. A Link Between Worlds faz sua boca se contorcer em um risinho de contentamento a cada trecho da Hyrule explorado e reconhecida do passado distante. E não só paisagens, mas inimigos e situações (algumas) também. Apesar disso, temos uma nova história, um novo vilão e novas possibilidades. A mesma intuitividade encontrada no jogo de SNES se faz presente e o jogo não fica limpando a sua baba e te dando comida na boquinha. Ele te solta, e você que se vire para aprender a jogar, o que, diga-se de passagem, é uma qualidade muito bem vinda nesse mundo atual cheio de tutoriais longos e chatos. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5nYW1ldHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvaW1nXzIuanBn[/img] Aqui podemos fazer o que quisermos, da forma como quisermos. Claro, existem restrições dadas pelos primeiros passos da trama, explicações e o desenvolvimento primário da trama, mas após tudo isso, a liberdade encontrada dentro do jogo é algo sensacional ao mesmo tempo que perigoso. Sim, temos uma história para seguir e desafios para serem realizados, mas não temos uma ordem propriamente dita. As limitações são feitas de acordo com suas próprias habilidades destravadas. Determinadas partes do game vão lhe exigir certas habilidades, só que isso é resolvido logo na primeira hora de jogo (ou menos). Já equipamentos não serão problema, e isso veremos logo mais. Poderes e habilidades A Link Between Worlds oferece uma dificuldade moderada, que não o deixa frustrado em momento algum. São muitas salas, corredores e idas e vindas em Hyrule, exigindo bastante paciência do jogador. Graças ao "fast travel" que você habilita logo no começo do game, andar pelo mapa mundi não é tão complicado (uma segunda ou terceira vez). Dentro das dungeons a exigência se faz devido à exploração e destravamento dos andares de cada lugar, mas nada fora do normal, apenas um pouco diferente do que os jogadores fãs da série estavam acostumados (foi o que me disseram). Como ferramentas de exploração, Link conta com arcos, lanternas, marretas e todas as parafernálias já previstas. A novidade ficou por conta de um recurso criado para desenvolver a própria história do game. Nela, Yuga está aprisionando todos descendentes dos grandes magos para reviver o Lorde dos Demônios Ganon. Para tal, ele se utiliza de uma magia que o transforma em pintura e também serve para aprisionar a quem ele desejar, incluindo a princesa Zelda. Para a sorte de Link, graças a proteção do bracelete dado a ele pela princesa, ao invés de perecer como uma pintura pela eternidade, o herói ganha a habilidade de transformar-se e explorar paredes e outras superfíceis na forma de um desenho, quando bem entender. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5nYW1ldHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvaW1nXzMuanBn[/img] Essa nova mecânica amplia as opções de exploração e cria uma nova camada para os quebra-cabeças do jogo. E é divertido pensar em 3D por completo, sabendo que, em determinados momentos, aquela plataforma sem destino algum, na verdade, é só metade do caminho, sendo o resto continuando pela parede até a próxima quina do castelo. Link se mexe de forma engraçada na parede. O desenho lembra um pouco aquele traço egípcio, já que ele fica chapado na parede e anda de lado, sem se mexer muito. As rúpias desenhadas pelo caminho podem ser pegas pelo herói quando está na forma de desenho, mas é preciso tomar cuidado, pois tudo gira em torno de uma barra de poder, que vai acabando à medida que você utiliza o poder. O timing precisa ser medido de forma precisa, caso não queira repetir tudo do começo. Para o equipamento, a ganância capitalista tomou conta de Hyrule. Ok, não é dinheiro de verdade (para a gente), mas tratam-se das nossas queridas rúpias, que devem ser gastas para adquirir os equipamentos. E o pior, são apenas alugados, se você morrer, já era, perde tudo e precisa voltar até a loja para alugar de novo o equipamento necessário. A parte boa disso é que basta querer e você terá todos os corações que encontrar no mapa, quebrando pedras com a marreta alugada no primeiro momento do jogo (que isso se torna possível). A ruim é que o aluguel dos itens fora de ordem são mais caros e sei lá, não é muito natural. O jogo não tem sistema de evolução, então não requer nenhum tipo de "grinding", por isso, não há a necessidade de se adiantar e pegar os corações antes, visto que a dificuldade do game não o força a isso. Mas vai de cada um. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5nYW1ldHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvaW1nXzQuanBn[/img] Um outro facilitador desse novo Zelda são os desenhos indicativos do item que precisa ser utilizado em determinada dungeon logo na sua entrada. É como se aquele abandono inicial bem quisto desse lugar a uma mãe coruja, que não larga a mão do seu filho. Ajuda bastante, mas não precisava ser tão didático, talvez um pouco mais escondidinho. Lembro que fiquei um tempão sem saber o que fazer para apagar uma vela em Phantom of Hourglass, e num surto de raiva, assoprei o DS. E deu certo. Senti falta dessas malemolências. Por fim, A Link Between Worlds tem um dos melhores 3Ds já vistos no 3DS. E por se tratar de um jogo mais tradicional, que não requer o uso de giroscópios e engenhocas que façam o portátil se mexer demasiadamente, jogar o game inteiro com 3D Full é uma experiência recompensadora. Não deixem de ver isso. Um excelente jogo, que mexeu um tantinho com a nostalgia referente ao clássico de SNES, no meu caso, um dos primeiros jogos do gênero que experimentei (era um cara de fliperamas, não jogava muito videogames na época), com uma liberdade satisfatória e um desafio na medida. Me diverti muito mais do que achei que fosse, e ainda estou jogando. Adoro me surpreender.
Fonte: GameTV
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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