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8.5

Análise do jogo "Super Mario 3D Land" para 3DS escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8.5 de 10, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL2dhbWV0di5jb20uYnIvZm90b3MvZnRvX2Z0MV85NDkwOS5qcGc=[/img] O rei dos cogumelos 3D É complicado analisar qualquer jogo do Mario, já que os títulos que levam o bigodudo como herói costumam ser enxergados de maneira bem extrema. "Ô loco, mas a Nintendo só sabe viver de Mario, joguinho medíocre, só para crianças", diz um irônico fã de Call of Duty, pronto para o lançamento do próximo semestre. "Ai, que bonitinho! O Mario sempre é ótimo, né?" diz a sua mãe, ao ver você chegando com uma cópia de Super Mario 3D Land em casa. O primeiro título da série no Nintendo 3DS era para ter sido (ou, ao menos, foi planejado como) uma introdução ao mundo 3D de Mario. Esqueça Super Mario 64, pense em Super Mario Galaxy. Lembra aquela vertigem causada por uma desconfortável falta de senso gravitacional, dentro de um mundo que parecia ser grande demais? Tudo bem que isso só acontecia nos primeiros 5 minutos de jogatina, mas aqui, essa desvantagem inicial não tem vez. Super Mario 3D Land consegue ser confortável durante quase toda sua execução. Super Mario 3D Land chegou para mudar um pouco o negócio de "o 3D do 3DS é inútil". Sem 3D, o jogo fica um tanto mais sem graça. As animações e os detalhes dos ambientes ficam muito mais agradáveis ao serem vistos em 3D, que parece dar um senso mais especial ainda de profundindade, contrário a alguns 3D que só servem para dar dor de cabeça. É bem provável que o jogo seja o mais bonito, até agora, para o portátil. Acaba valendo uma olhadinha a mais, só por isso (e olha que Super Mario 3D Land vai bem além...). Dá para dividir o jogo em duas partes: uma para iniciantes, e uma mais desafiadora. De início, a ambientação, os poucos monstrinhos espalhados e as estrelas fáceis, passam a sensação de um jogo tranquilo e massante. Não que o objetivo fosse um Mario complicado e com a morte a espreita em cada plataforma, mas a facilidade, quando unida ao fato de que as fases são bem curtas (de 1 a 2 minutinhos, pegando todas as estrelas e uma bolacha no armário da cozinha, sem pausar), faz Super Mario 3D Land passar a ideia falsa de jogo bobinho e curtinho. Mario, esse safado, que sempre tem um número ridículo de tão grande nas vendas, me enganou direitinho. Já te aconselho agora: zere os oito mundo principais de Super Mario 3D Land, depois, vá para uma dessas salas acolchoadas de hospício, porque a vontade de jogar o 3DS na parede vai chegar, hora ou outra - mas não obrigatoriamente, para o bem dos fãs. [img]hide:aHR0cDovL2dhbWV0di5jb20uYnIvZm90b3MvZnRvX2Z0MV85NDkxMC5qcGc=[/img] Nintendo Mashup A divisão dos mundos segue o padrão New Super Mario. Oito mundos, quatro ou cinco fases em cada, distribuidas de maneira meio aleatória. Seria preferível quebrar a tradição e ter um número menor de mundos, mas com telas mais consistentes. Em um momento, Mario está lá, nadando em uma das odiadas fases aquáticas, no outro está olhando para fantasmas cheios de vergonhas em uma casa mal-assombrada. O problema não é bem a flexibilidade - existe muita. A repetição dos ambientes conhecidos da série, como fases de deserto, as já citadas fases na água ou no gelo, só é quebrada por algumas telas bizarras que focam em tipos específicos de obstáculos. Alguns tipos de plataformas especiais, que são ativadas por botões e ficam por ali só por um tempo, ganharam fases especialmente complicadas. Claro, a complicação fica por conta das três estrelas colecionáveis que existem em cada tela, também semelhante a New Super Mario, mas o espírito da coisa em si não é lá muito complexo. Não é um Mario normal que se corre para lá e para cá na tela inferior do 3DS, na hora de selecionar as fases. É o Mario da era NES. Como se não bastasse a homenagem, Super Mario 3D Land ainda tem uma fase com bloquinhos que formam as versões de NES de Mario, Luigi e Peach. Até a série Zelda, que completa 25, ganhou uma homenagem no jogo, tendo uma fase especial com uma música da franquia e com uma montagem bem semelhante as dungeons que Link frequenta. A tadinha da Samus ficou de fora, mesmo Metroid fazendo aniversário de 25 anos no mesmo ano de Zelda. Pelas telas, dá para encontrar os desafios das moedas vermelhas, de Super Mario Galaxy, e algumas caixinhas brancas, estampadas com uma nota musical, são originais de Super Mario Bros. 3. O método para eliminar os chefões é uma versão clássica da batalha de Super Mario Bros. original, mas adaptada para o 3D. Bowser tenta te atrapalhar enquanto você caminha nas escadas destruidas de seu castelo, até o final da ponte em que ele se encontra, para apertar o botão que ativa a destruição da vida do malvadão, da maneira mais prática possível - afinal, se é para ser chefão de um jogo, ative um botão que te mata de uma vez, para que ficar sofrendo? A roupinha Tanooki do Mario, também clássica de Super Mario Bros. 3, tem um papel grande aqui e até alguns inimigos ficaram com um rabinho implantado, incluindo o Bullet Bill, que nem bunda tem. A roupa não dá a habilidade de voar, como antigamente, apenas faz com que Mario dê uns chutinhos no ar e caia devagar, meio flutando. A adaptação foi bem adequada para a mudança de 2D/3D, sendo útil até demais em um jogo recheado de plataformas que mudam de níveis. Muitas vezes, ao não estar usando a Tanooki Suit, eu acabava jogando como se estivesse usando, tamanho foi o costume. O resultado foram alguns pulos que me custaram uma vida e a vontade de procurar por alguma folhinha perdida por aí para obter o power-up novamente. Fica muito mais fácil procurar por estrelas ou passar de fases de maneira mais rápida e o ataque com o rabinho da roupa que Mario usa também acaba sendo a principal arma melee do jogo, por não possuir os combinhos do Mario 64. Na hora de pisotear alguns inimigos e mirar direitinho o local da queda, faz muita diferença. Além desse power-up apelão, Mario pode usar um bumerangue, útil para caçar estrelas e ativar algumas alavancas que estiverem mais distantes. A habilidade também é bem legal na hora de encarar as fases finais, que são mais cheias de inimigos. O poderzinho do boomerang é novidade na série, mas não é tão versátil quanto a Tanooki, o que acaba deixando a habilidade em segundo plano. A florzinha que permite que infinitas bolinhas de fogo sejam lançadas pelo nosso herói é o power-up clássico do game, ao lado da folhinha que permite a transformação para Tanooki. Caixas especiais, como uma que permite que Mario fique dentro de uma caixinha de interrogação, discretamente, para não ser visto pelos seus inimigos, ajudam um pouco na hora de mudar os ares da jogabilidade. Além desses power-ups, que são encontrados pelas telas, normalmente, existe algo um tanto quanto especial nessa aventura de Mario, que eu descobri da pior maneira possível. Como eu falei, o jogo não é difícil, nem complicado. Caso você esteja em busca de todas as estrelas, é bem provável que gaste umas 5 vidas durante alguma fase, seja em um pulo complicado ou em um monstrinho lançador de bumerangue que te pega desprevinido. Super Mario 3D Land tomou uma decisão bem complicada, e adicionou um power-up um tanto contraditório para ajudar os jogadores. Uma folhinha Tanooki, dourada e branca, surgirá, após essas mortes desastrosas. Ao ser usada, Mario ficará com uma roupinha de Tanooki branca e cheia de brilho (veja bem, brilho, não purpurina ou semelhantes). Nada mais pode te machucar (mas você ainda pode cair em um buraco). Nenhum Bowser feroz cuspindo fogo, nenhuma Pokey que se mexer na hora errada. Você morre só se cair. O power-up não é obrigatório, mas só a opção de estar lá... toda a dificuldade, que já era quase nula, comparada com os títulos da série, desaparece. E tem mais: caso você morra 10 vezes na mesma tela, um power-up com uma asa aparece, próximo ao do Tanooki dourado, dando a opção de ir para a bandeira do final da fase de uma vez só. Ninja Gaiden, ao me perguntar se eu queria ou não trocar a dificuldade, de maneira direta, foi mais honesto. [img]hide:aHR0cDovL2dhbWV0di5jb20uYnIvZm90b3MvZnRvX2Z0MV85NDkxMS5qcGc=[/img] Mario só para hardcores Após zerar os 8 mundos e enfretar o feroz Bowser, Mario, ganha mais 8 mundos, chamados de Secret Worlds. Aqui, tudo fica complicado, é a tal parte desafiadora que eu citei lá em cima. As telas trazem bastante novidades para o jogo, como fases com um "fantasminha" seu, que imita todos os seus movimentos, com um pequeno delay de diferença. Até o tempo vira inimigo, em chefes que te dão apenas 30 segundos para chegar até o fim da fase. Luigi entra como personagem jogável nos Secrets Worlds e, como de praxe, tem pulos mais altos, mas é um pouquinho menos obediente na hora de parar, mas pode usar todos os power-ups do jogo. Algumas fases são recicladas das telas especiais do mundo normal, em que elas são opcionais. Não é preciso passar por todas, porém: caso você tenha um número certo de moedas, dá para ir direto para o chefe final dos mundos. Super Mario 3D Land pode te enganar com esse Mario todo fofo e cheio de facilidades na vida, mas não se engane: o jogo pode ficar incrivelmente hardcore em alguns trechos, como nesse mundo extra. Adicione isso as homenagens que a Nintendo se deu o trabalho de colocar pelo título, e voilá, é bem provável que Super Mario 3D Land ganhe o título de melhor jogo do 3DS e se mantenha no topo por muito tempo.
Fonte: GameTV
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