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8.5

Análise do jogo "Spec Ops: The Line" para PC escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8.5 de 10, enviado por KevinsonDemon_,
KevinsonXD: Mais um jogo de tiro em terceira pessoa, daqueles bem genéricos e que não fazem frente aos grandes blockbusters. Ok, ele não faz frente aos grandes jogos do gênero (por uma questão de preferência do público apenas), mas, definitivamente, não é só "mais um". Spec Ops: The Line chegou de mansinho e foi uma surpresa agradável, principalmente por sua estética e trama, que foge um pouco do padrão, colocando o jogador em uma posição de reflexão bastante bem vinda nos dias de hoje - não que o lugar comum em que os games de tiro estacionaram não agradem mais, mas é bom ter escolhas. O que mais chamou a atenção em Spec Ops foi, sem dúvida, sua trama. Aqui ela realmente faz o jogador se importar com ela, não figura nas entrelinhas como nos demais jogos. Cutscenes inseridas em momentos chaves, não deixam a história do 33º Batalhão dos Condenados naquele limbo descontinuado repleto de pulos temporais. E a equipe de desenvolvimento conseguiu até inserir um bom rock'n roll de fundo com um contexto absolutamente plausível à realidade dos moradores de uma Dubai engolida pelas areias do deserto. A campanha para um jogador de Spec Ops: The Line dá um baile no modo multiplayer do jogo, que cai no mesmo lugar comum de todos os outros. Não é um mal negócio, mas fica muito difícil competir com um MW3 e atrair uma quantidade mínima de jogadores para tirar as disputas do 1x1. E convenhamos, não é culpa do jogo, mas das grandes franquias e a aposta certeira de um bom investimento financeiro - não é todo mundo que pode sair comprando qualquer lançamento sem um mínimo de credibilidade. Nota-se, no entanto, a falta grave de um modo cooperativo. Jogar Spec Ops: The Line é focar-se em três soldados das forças especias Delta, do exército norteamericano: o Capitão Walker, o Tenente Adams e o Sargento Lugo. Assim como SOCOM 4 e Ghost Recon Future Soldier, você precisa encarar seus inimigos ao mesmo tempo que ordena seu time da melhor forma possível. A mesma mecânica de dar ordens aos demais representantes do seu time encontrada nesses jogos, só que mais diminuta, sem muitas opções. Fica difícil,às vezes, mantê-los vivos até o próximo checkpoint. Mas de acordo com a 2K, no mês de agosto (sem uma data precisa), um DLC com o modo cooperativo estará disponível aos jogadores, sem nenhum acréscimo ao valor pago pelo game. O combate em Spec Ops é intenso. Seja pela quantidade limitadíssima de balas que você possui no decorrer da campanha, pelo drama moral de ser obrigado a enfrentar justamente as pessoas que você está ali para salvar, as tempestades de areia que, vez ou outra acometem a região e também a quantidade de soldados inimigos que virão atrás de você. Esse combate é muito bem feito, e um tiro (dependendo do lugar, e não necessariamente sempre na cabeça), dá conta de um soldado, igual na vida real. Um ou outro problema fica por conta da interação em tempo real dos soldados com certos objetos de cenário. Às vezes, quando estamos prestes a descer de rapel algum prédio destruído, os personagens interagem de formas 'interessantes' com a corda necessária para tal. E armas autocolantes ficaram fora de moda depois de Max Payne 3. A reclamação fica por conta do sistema de dano do jogo, que segue uma linha mais casual, a clássica 'geleia na tela' dos Call of Duty modernos. Recuperar vida apenas se escondendo dos tiros, em um ambiente que lhe obriga a poupar balas e pensar estrategicamente na melhor aproximação possível, com o intuito simples de evitar lutas desnecessárias, deixa tudo meio conflituoso. Talvez um capricho pessoal da minha parte, mas com um sistema de marcação de vida, sem auto preenchimento, daria uma sensação mais real de desespero por parte dos jogadores, aumentando a catarse com os personagens do jogo, da mesma forma que aconteceu com Resistance 3, por exemplo. Cheio de conflitos morais - mas que não intereferem na mecânica de jogo, infelizmente -, Spec Ops: The Line chega como uma grande opção aos fãs do gênero, colocando o jogador no meio de um roteiro cinematográfico escrito por Walt Williams, focado, principalmente, em não exaltar nenhum lado do combate. DO QUE GOSTAMOS Gráficos História e desenvolvimento Dublagem DO QUE NÃO GOSTAMOS Falta de multiplayer cooperativo Sistema de dano
Fonte: GameTV
KevinsonDemon_
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