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Análise do jogo "Quantum Theory" para PS3 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 4 de 10, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL2dhbWV0di5jb20uYnIvZm90b3MvZnRvX2Z0MV84MzQ0OC5qcGc=[/img] Quantum Theory 04/10/2010 17:15 - Por Jefferson Kayo Imagine-se indo à locadora buscar seu VHS de Titanic, aquele com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Na empolgação do momento, o atendente lhe dá o primeiro exemplar da prateleira. Ao chegar em casa, a bomba estampada na televisão: a versão alugada era uma daquelas "exclusiva para a TV" (não sei porque acham que esse é um adjetivo qualitativo para obras audiovisuais), estrelada por Catherine Zeta Jones. A mesma reação podemos ter ao jogarmos Quantum of Theory, o recém nascido da Tecmo para PS3 e X360, que caracteriza-se, principalmente, pela "inspiração" do sistema de combate vinda diretamente do blockbuster exclusivo da Microsoft, Gears of War. A linha tênue entre o plágio e a homenagem Quão inspirador pode ser um jogo? Ou simplesmente sua mecânica? Quantum Theory foi além dos limites cabidos pelo bom senso, criando algo semelhante a um daqueles mods de jogos para pc, implementando uma roupagem nova (quase sempre amadora em seus detalhes) a um jogo velho. Do mapeamento dos botões, as características físicas do personagem principal (e seus companheiros de armas), os movimentos e até mesmo certos efeitos especiais, tudo é uma menção direta a Marcus Fenix e seu pelotão brucutu. A única coisa que não existe são as muito úteis granadas de mão. O mundo caótico, desolado e infestado de seres bizarros que faltaram na aula de diversidade e criatividade, se repete por mais de 10 cenários completamente iguais. A textura utilizada para a criação dos seres chamados de Nosferatu, assim como os Diablos e também as armaduras e armas dos herois, mescla-se perfeitamente com a falta de imaginação para a construção dos cenários, diminutos em espaço utilizável, também feitos com o mesmo "material". O modo cooperativo, o qual dois jogadores dividem o controle dos personagens para enfrentar as missões (um tanto quanto chatas -e aqui fui absolutamente bem educado), não foi incorporado em Quantum of Theory. No seu lugar, o modo online oferece dois modos genéricos de mata-mata e pronto. Nada 'Chainsaw Gun' para você. Duplinha da pesada O jogo mantém o mistério da trama até seus momentos derradeiros. Fica difícil entender as motivações de Syd, guerreiro bombado, com cicatriz na testa em forma de cruz e pronto para quebrar geral, diante do "tenho que destruir todas as torres do mal!", e sua aliada quase ninja e misteriosa, Filena, com seu discurso "Não destrua isso. Eles não são o verdadeiro mal!". A garota, por sua vez, tenta criar um ineditismo ao jogo, com seu corpo esguio e estilo mais veloz de combate. Além de sua inteligência artificial, é possível arremessá-la em direção ao inimigo e causar um dano quase sempre, fatal. Da precisão no apertar de botões durante essa ação, nascem combos bastante úteis (e repetitivos), essenciais para um cumprimento do dever. Mesmo a ação conjunta de Syd e Filena não salva o jogo de uma diversão medíocre, sem surpresas ou reviravoltas. Nem mesmo a perseguição alucinada de um monstro gigantesco por túneis apertadíssimos, a munição contada e o timing preciso para cada um dos disparos executados por Syd, aliviam a desgraça. Quantum Theory é um jogo ruim, criado sem inspiração. E ao contrário do que alguns possam achar, que não dá para um jogo clonado de Gears of War ser ruim (dentro de seu gênero, claro), peço que reconsiderem. De verdade.
Fonte: GameTV
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