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8.5

Análise do jogo "Professor Layton and The Miracle Mask" para 3DS escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8.5 de 10, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9sYXl0b25pbnRlcm5hMy5qcGc=[/img] Cronologicamente, Professor Layton and the Miracle Mask é a segunda aventura da história. É meio complexo de entender, mas é só pensar nos moldes de Star Wars: os três primeiros jogos (Curious Village, Diabolical Box, Unwound Future) contam os eventos finais da saga, enquanto os três últimos (Last Specter e Miracle Mask, com o recém-anunciado Azran Legacies, marcado para 2013) atuam como prelúdios. Desde 2007, o título é lançando anualmente no Nintendo DS e o charme britânico de Hershel Layton cai na mesmice desde Last Specter. Unwound Future, que contou uma história sensacional sobre "viagens no tempo", trouxe de brinde London Life, RPG fantástico desenvolvido pela Brownie Brown, extra bom o bastante para segurar a jogabilidade já cansada da franquia. Em contrapartida, Last Specter veio recheado de defeitos: o enredo de Luke não empolga o bastante, os colecionáveis são superflúos, a história não termina de maneira convincente e as mecânicas soam datadas. Cabe a Miracle Mask, estreia da série no Nintendo 3DS, dar o sopro de ar fresco que faz tanta falta na franquia. De alguma maneira absurda, a Level-5 conseguiu adaptar todo o charme da arte e dos quebra-cabeças para o Nintendo 3DS, ao mesmo tempo em que mudou o jogo quase completamente. Os personagens foram modelados tridimensionalmente, a ação foi transferida para tela de cima, os cenários possuem profundidade e os puzzles estão mais dinâmicos. Mudanças bruscas e de difícil adaptação para os já acostumados. Até o segundo capítulo da história, o 3D fortíssimo do jogo e o novo sistema de exploração machucam um pouco a vista, mas após um tempo, as novidades soam agradáveis e deixarão os fãs com vontade de verem remakes dos jogos antigos para o novo portátil. Sentimentalismo a flor da pele O enredo leva Layton, Luke e a insossa Emmy a Monte d'Or, uma cidadezinha no meio do deserto, envolta por mistérios. É uma espécie de Las Vegas reimaginada no estilo artístico europeu da franquia, em uma mistura charmosa de cassinos com carnaval. A aventura tem início com uma carta recebida por Layton, de sua amiga de infância, Angela Ledore, que está preocupada com os acontecimentos estranhos que ocorrem em Monte d'Or. A cidade anda sendo aterrorizada por um cavalheiro mascarado, que transforma as pessoas em pedra, flutua e proporciona outros tipos de mistérios ao enredo. O foco é na suposta máscara mágica chamada Mask of Chaos, que também desponta para os acontecimentos da adolescência de Layton. Durante as noites passadas pelo trio no hotel de Monte d'Or, Layton conta um pouco sobre seu passado, quando o professor, Angela e Randall se aventuravam pela pequena cidade de Standbury. Além de ver um Layton jovem, descompromissado e menos metódico, o jogo também mostra o que está por baixo do chapéu usado pelo protagonista: um cabelo esquisito e uma história bem sentimental. O final das histórias contadas por Layton, que fazem os jogadores voltarem ao mundo quase místico de Monte d'Or, cria um ambiente de mistério que não dava a cara na série há tempos. A questão do 3D foi bem longe para a Level-5. Os personagens, modelados com uma qualidade não muito alta, mas ainda assim caprichada, traduzem bem o brilho do design esquisito que sempre marcou a franquia. Os puzzles também esticam as mecânicas tridimensionais e o jogo fará você virar e torcer imagens para resolver enigmas. As funcionalidades seriam perfeitamente adaptadas para imagens 2D, mas o uso do 3D dá uma mãozinha em alguns momentos e facilita a visualização. No lugar de ficar dando toquezinhos na touch screen para encontrar hit coins e puzzles escondidos, o jogo fornece uma lupa para os jogadores. É necessário passar a ferramenta pela tela inferior, enquanto os cenários mudam levemente de perspectiva na sessão superior. A lupa solta um aviso sonoro quando algum segredo é encontrado pelo cenário, alternativa mais prática aos bilhões de toques distribuídos pelos ambientes na hora de caçar moedinhas, colecionáveis e quebra-cabeças. Diferente dos outros títulos, esses extras não soam inúteis e obrigatórios para os jogadores mais exigentes. Graças ao capricho do 3D utilizado no jogo, os colecionáveis ficam mais palatáveis e perdem a cara de inutilidade. Os minigames conseguem segurar o nível já visto pela série e apresentam atividades que servem como variante ao jogo principal. Em um deles, os jogadores precisam guiar um robozinho até um ponto específico e no outro é necessário ajustar diversos tipos de itens em uma vitrine. O brilho fica por conta do coelho de Luke, que precisa interpretar em diversas peças e treinar seus movimentos. Quem acha babaquice todo o lance de Luke Doolitle e seu "dom" para conversar com animais pode passar longe, mas o carisma dos detalhes das peças é inegável. Sem medo de inovar Professor Layton and the Miracle Mask faz uma transição impressionante para o Nintendo 3DS. As mecânicas parecem ter nascido no portátil, no lugar de terem sido somente adaptadas. A direção do enredo brilha o bastante para não soar simplesmente como cenas entre os puzzles, que nunca foram tão gostosos de resolver. A história ainda oferece um capítulo especial, que muda completamente a perspectiva dos jogadores. Não vou estragar nada para ninguém, mas é bom ver que não falta coragem da parte da Level-5 na hora de reimaginar suas séries.
Fonte: GameTV
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