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Análise do jogo "Ori and the Blind Forest" para XONE escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 9 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvMjYyNjAxMS1zcGlyaXR0cmVlLWJnLWt1cm8tbGFuZGluZy0wMW1lcmdlZC1wb2xpc2guanBn[/img] Exclusivo para o Xbox One, Ori and the Blind Forest é um daqueles jogos que te fazem verter lágrimas, tanto por sua história, simples e impecável, quanto por suas mecânicas de jogo, alinhadas e perfeitamente funcionais. Um desses possíveis clássicos instantâneos. Sorte a nossa. O mais interessante de tudo isso é que o estúdio por trás de Ori and the Blind Forest meio que não existe. Acontece que o Moon Studios é, na verdade, um colaborativo mundial de designers, alguns famosos, outros nem tanto, que trabalham espalhados pelo mundo. Em desenvolvimento há pelo menos quatro anos, a Microsoft resolveu adquirir os seus direitos um ano depois do início dos trabalhos. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvMjYyNjAwNy1naW5zby10cmVlNC5qcGc=[/img] O game é um apaixonante jogo de plataforma que segue muito de perto o estilo clássico "Metroidvania", com um mapa repleto de exploração, backtracking e passagens secretas. A ambientação fantástica, coloca como protagonista o guardião da floresta Ori, perdido em seu caminho e adotado por um bicho meio urso e muito simpático, que nem desconfia do verdadeiro e importantíssimo destino da criaturinha de luz que carrega em seus braços. Provavelmente Ori vai te fazer chorar. Isso é um fato que vem desde o primeiro trailer apresentado durante a E3 2014. Só não sabemos direito quando isso vai acontecer. Quer dizer, eu sei, mas não vou te contar. O que importa é que a história segue uma linha branda, fugindo do básico bem contra o mal, indo por áreas mais nebulosas e menos julgadoras. É como se fosse um daqueles documentários do National Geographic, em que o filhote que acompanhamos por quase uma hora se envolve em uma disputa de vida ou morte com outro de sua espécie, e ambos estão lá apenas para cumprir o seu papel na natureza. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvb3JpLWFuZC10aGUtYmxpbmQtZm9yZXN0LXNjcmVlbi02KDEpLmpwZw==[/img] Apesar de localizado para o nosso português, o game não tem falas. Os murmúrios narrativos e do seu acompanhante de luz (mais ou menos como Navi, em Zelda) são muito bem legendados em nosso idioma, assim como todo o resto do jogo. E tudo isso sem a necessidade de alterar a região do console. O deleite visual vem de todos os lados. Toda a floresta em que o jogo se desenrola mantém-se aprazível e cheia de desafios. Da iluminação dos cenários, panorâmicas incríveis, à movimentação de tudo que é vivo na floresta, a sobreposição de planos, com um deles "escondido", o colocando como personagem dentro do jogo ao melhor estilo "a floresta tem olhos" e o próprio Ori, com animações que agradariam até os mais chatos. O backtracking do game não o torna cansativo, pelo contrário, tudo vai se tornando cada vez mais fácil de acordo com a evolução da figurinha. Algo muito semelhante com o que acontecia em Guacamelee!,o que é muito bom. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvMTAxNzEyNTQ2NDQ2MjEuanBn[/img] Há um certo problema, em determinadas passagens do jogo, cuja taxa de frames cai drasticamente. Não é algo que comprometa a diversão, mas seria digno das maiores condecorações caso isto não acontecesse, dada a complexidade das cenas em questão. Ori pode salvar o jogo em qualquer momento. Não é obrigatório, o que torna a aventura mais hardcore, se preferir. Existem pontos fixos no mapa para o salvamento do jogo, mas precisam ser encontrados. Os "Elos de Almas", como são chamados os savepoints criados por Ori, servem também para o manuseio das suas habilidades extras, adquiridas através de pontos de experiência. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvMDMyOTQ0KDEpLmpwZw==[/img] Ori possui alguns poderes especiais que vão sendo destravados ao decorrer da trama. Cada um deles gera novas possibilidades de movimentação e ataques, além é claro, da sua árvore de habilidades citada acima, dividida em três aspectos básicos: movimentação, ataque e exploração. Para esta árvore de habilidades há uma necessidade do uso de pontos de experiência, facilmente obtidos quando derrotamos os inimigos espalhados pelo cenário. E por falar neles, talvez os dois únicos grandes problemas de Ori and the Blind Forest são uma maior variedade nos inimigos e a falta de combates contra chefes de área. A maioria deles sem muita personalidade, estão lá apenas para complicar a sua vida. No caso dos chefões de fase, apesar de fazerem falta, eles foram substituídos por uma espécie de "área-chefe", que aumentam a adrenalina do jogo em 100% e impressionam bastante. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvb3JpX2FuZF90aGVfYmxpbmRfZm9yZXN0X2J5X3RoZWNoaWxkaW50aGVjb3JuZXItZDdtMWlsNS5qcGc=[/img] A trilha sonora se encaixa perfeitamente com tudo que o game apresenta. Triste de fazer chorar quando necessária, emocionante que faz pular o coração da boca em outros momentos. Nada super chique, apenas o necessário para manter o clima e não tirar a sua atenção do que realmente importa: o conjunto. Ori and the Blind Forest é daqueles para se ter perto. Uma belíssima homenagem aos clássicos do passado, nostálgico na medida para uns (principalmente aqueles que passaram batido por Guacamelee!), recomendadíssimo para iniciantes, que terão a oportunidade de experimentar um gênero clássico da ação sobre plataformas completamente repaginado, e uma obrigação aos donos de um Xbox One. [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=Pbo7F2PcJr8[/youtube]
Fonte: GameTV
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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