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Análise do jogo "Lords of the Fallen" para XONE escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 7 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvTG9yZHMtb2YtdGhlLUZhbGxlbi1HYW1lLUNvbmNlcHQtV2FsbHBhcGVyLmpwZw==[/img] Tô fora dessa vibe louca que é gostar de sofrer. Por isso não me atrevi a jogar essas coisas de Demon Souls e Dark Souls, etc. Passaria batido, se não fosse a minha profissão, de Lords of the Fallen. E adivinha para quem sobrou a tarefa de desbravar o mundo perverso daquele careca cheio de tatuagem no rosto? Veja bem, gosto de jogos difíceis. Acho que estamos muito mal acostumados com esse monte de autosaves e dificuldades "café-com-leite" dentro dos jogos de ação. Mas eu não gosto de tortura. O que Lords of the Fallen entrega ao jogador é um personagem pouco habilidoso em um mundo hostil repleto de criaturas mais fortes que você e que vão lhe dar trabalho, sempre. Acho que essa sempre foi a proposta. Não sei da série 'Souls', mas imagino que haja um balanceamento entre utilidade (do personagem), habilidade (do jogador) e dificuldade (do jogo em si). Neste novo game da Bandai, por inexperiência da minha parte - e também devido ao fato de ter acabado de sair de algo mais acelerado, tipo Bayonetta 2 - não consegui me divertir. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvTG9yZHMtb2YtdGhlLUZhbGxlbi0zLmpwZw==[/img] Harkyn, o herói do jogo tem um visual bacana. Suas tatuagens representam seus 'pecados', e para se redimir, embarca em uma jornada traiçoeira em busca da cabeça dos seres recém-despertos de um sono profundo e que almejam a destruição de tudo. A história não vem muito mastigada para o jogador, aliás, o jogo não se esforça em nada nessa parte. O negócio aqui é sentir na pele a dificuldade da jornada de Harkyn com inimigos infinitamente chatos de serem enfrentados. São três classes a serem escolhidas. Cada uma delas com seus atributos, vantagens e problemas. Obviamente fui com um guerreiro, por se tratar de uma classe universalmente "mais fácil". Agora dou risada, mas da primeira vez que eu pus de lado meu escudo e não sabia o botão para trazê-lo de volta, quase chorei. O jogo parece ter pressa. Meia hora depois de começar, lhe apresenta o primeiro chefe. Quase escuto ele sussurar em meus ouvidos "Tó, se vira aí". Cacete, não bastassem os problemas do cotidiano ainda precisava enfrentar esse monstro com pouco mais de meia hora de treino. E nenhuma vocação para um combate paciente. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvTG9yZHMtb2YtVGhlLUZhbGxlbi1TY3JlZW5zaG90LTAyKDIpLmpwZw==[/img] É preciso de muita parcimônia se quiser conquistar Lords of the Fallen. A primeira coisa que me veio à mente foi aquele esquema de jogar arcades antigos no shopping. Pegar um The Simpsons ou The Avengers, "dar" pouquíssima tela e enfrentar chefes dando um golpe por vez. Um mísero golpe. Até entendo a prática num arcade, já que fazer a ficha render mais era o meu norte. Mas depois que cresci, perdi a paciência. Negócio é bater mais rápido que o chefe e tá valendo. Tsc, tsc... Pobre de mim. E como as lutas cansam, física e emocionalmente. A cambalhota não serve para muita coisa (desculpe o meu noobismo) e sua virtude será testada a cada vontade de permanecer mais um segundo batendo naqueles desgraçados. No final das contas, alguns confrontos me deixaram com tontura, de tanto que eu girava ao redor dos chefes. O sistema de punição em relação ao game over é até que bem tranquilo. Claro, a partir do momento que adentramos certa região do mapa (ou mesmo uma batalha contra chefe) e morremos durante o percurso, a menos que o desapego faça parte da sua vida, voltaremos quantas vezes for necessário para recuperarmos nossos pontos de experiência [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvc3NfMGFiOWU3YWZjNTY1NjY4ODdjZjZiMTQwMjU2MTRjODI1YzdmMDRjYl8xOTIweDEwODAuanBn[/img] Quando morremos, nossa alma permanece no local da morte. Até que ela desapareça por completo (o tempo limite é bem servido, não se preocupe), se chegarmos pertinho, recuperamos toda a experiência perdida. A pegadinha é a seguinte: quanto mais tempo demoramos para utilizá-la e aumentar nossas habilidades, melhores serão as recompensas. E maior será o desafio também. Lords of the Fallen não faz o meu estilo. Gosto de batalhas mais corridas, estilosas, com combos e esquivas mil. Se é para ser difícil, pelo menos que me dêem um personagem que se mova decentemente (saudades, Ryu Hayabusa). Por outro lado, em determinado momento, cansado e querendo desligar o console de uma vez, me senti compelido a vencer aquele chefão, caso contrário minhas outras horas de jogo teriam sido em vão. Olhando por esse lado, acho que o game cumpriu seu objetivo, não? Mas nunca mais. NUNCA MAIS.
Fonte: GameTV
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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