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7.5

Análise do jogo "LEGO Batman 2: DC Super Heroes" para PC escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 7.5 de 10, enviado por j.victorjohnson,
Difícil encontrar uma série com mais appeal que essa temática da LEGO. Colocar heróis distintos no formato de bloquinhos foi uma sacada genial. Indiana Jones, Piratas do Caribe, Guerra nas Estrelas, Harry Potter, e claro, Batman, todos repletos de carisma, com suas peculiaridades caricaturizadas de uma forma que agrada crianças e adultos. LEGO Batman 2: DC Super Heroes inova e sobe mais um degrau na escala evolutiva da franquia, agora fazendo com que os personagens deixem os murmúrios tradicionais da série LEGO e conversem de verdade. Ah, tem também essa coisinha de mundo aberto, cheguei a comentar? O Cavaleiro das Trevas Ressurge O mais legal de LEGO Batman 2 é esse contraste da atmosfera tradicional das histórias do morcegão, sombrio, cheio de vilões assustadores, mas todos como peças de LEGO, adoráveis. O Batman ranzinza, sempre irritado com o jeito 'amigão' do Superman é hilário. Por falar nisso, o subtítulo DC Super Heroes adiciona toda a Liga da Justiça ao jogo. Lógico que eles não estão disponíveis desde o começo do game, mas à medida que vão aparecendo, as coisas só vão ficando mais divertidas. Na trama atual, durante uma investida do Coringa, Arlequina, Duas Caras, Charada e outros vilões icônicos do Batman em um evento que escolheria o Homem do Ano de Gotham City. Na disputa, o bilionário Bruce Wayne e o candidato a presidência do país, Lex Luthor - é, o próprio. Depois de prender todo mundo - e do Coringa roubando o relógio do Lex -, é que as coisas realmente vão esquentar. Lex Luthor criou uma arma que consegue desmontar, sem esforço, qualquer bloco preto que apareça em seu caminho. Para o nosso super herói, que aderiu a cor como a sua preferida, é caixão na certa. O problema, no entanto, é a fonte de energia usada por essa arma: kryptonita. Como o meliante não possui tal material em fartura, ele pede ajuda à única pessoa faria sentido à trama, o Coringa. Juntos, e com um robô gigante abastecido dos restos de Kripton, os vilões vão desencadear a loucura na cidade. Os diálogos falados, ao invés de murmurados como de costume, dão um charme extra ao game. É claro que a sensação de uma obra universal, que conseguia fazer a criança e o adulto entenderem algo da mesma forma - e no caso de pessoas que não possuem a língua inglesa como nativa - seja eficiente e condizente com a proposta da série, as vozes e os diálogos do jogo ficaram muito bem feitos. Provavelmente a faixa etária do jogo subiu alguns anos, mas da mesma forma que pode ser uma barreira para os mais novos (acreditem, não é tanto assim), também é um chamariz aos mais velhos. Quando o bicho pega, chame a Liga da Justiça Um dos pontos altos do game é a chance de podermos jogar com alguns dos principais integrantes da Liga da Justiça. Lanterna Verde, Mulher Maravilha, Flash, Ciborgue e Superman - além dos personagens secretos, é claro (Mulher Gavião, Gavião, Caçadora, Batgirl, Poderosa, etc) - são muito bem vindos ao elenco de personagens jogáveis e fazem jus aos seus superpoderes. Fica tudo mais fácil, por exemplo, voar por todo o cenário com o Superman, consertar caminhos (com peças verdes) com o Lanterna Verde e esmurrar inimigos com a Mulher Maravilha. É lógico que o jogo funciona de tal maneira, que precisamos estar com o Batman para vestir aquela roupa à prova de eletricidade, ou o Robin e sua vestimenta anti-tóxica para misturar fluídos em algum quebra-cabeça mais elaborado. Para a exploração livre, o esquema de jogo acaba ficando parecido com o tradicional, econtrado nas fases do game. Desafios que exigem o trabalho em equipe, roupas especiais e o puxar de alavancas na hora certa, mas como prêmio apenas os blocos dourados, colecionáveis. Dá para desencanar de tudo e ficar só passeando com o seu Batmóvel também, o que pode comprometer o andamento da sua missão de alcançar os 100% do game. Se não bastasse tudo isso, e você, bilionário e dono de inúmeros super veículos, quiser dirigir um simples carro de passeio, uma ambulância, um camburão de polícia ou até mesmo um caminhão de lixo, basta exercer aquele comando básico aprendido em GTA e pegar um desses carros, perdidos pela cidade. Dá para encontrar outros veículos, tão impressionantes quanto os seus, mas é preciso gastar umas moedinhas de LEGO para habilitá-los na sua garagem. No caso dos personagens extras, também adquiridos durante a exploração livre, você só precisa encontrá-los na cidade, derrotá-los e comprá-los com suas moedinhas de LEGO. Alguns, como Brainiac, são tão invencíveis que exigirão um herói tão apelão quanto (Superman dá conta do recado, fácil). O esquema funciona com base nos computadores secretos espalhados por Gotham. Eles são uma espécie de radar, e vão desanuviando a cidade à medida que encontrados e acionados. LEGO Batman 2: DC Super Heroes é uma experiência bacana. Serve como um novo início à série LEGO - com outros jogos chegando com vozes e mundo aberto -, não esquecendo a parte que mais lhe é característica. Piadas 'fofinhas', qualidade gráfica superior aos demais jogos do gênero, uma quantidade aprazível de personagens e participações especiais e uma exploração pós-game que o deixará entretido por muitas horas. Se ainda não experimentou nenhum, LEGO Batman 2 é uma excelente escolha.
Fonte: GameTV
j.victorjohnson
Enviado por j.victorjohnson
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