.
6.5

Análise do jogo "Killzone: Shadow Fall" para PS4 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 6.5 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9raWxsem9uZS1zaGFkb3ctZmFsbC13YWxscGFwZXItNS5qcGc=[/img] Sejamos breves: Killzone: Shadow Fall é ruim. Não parece nem de longe um jogo feito pela mesma equipe que passou por dois Killzones no PlayStation 3. Ele continua bonito, mas perdeu a mão na história e não evoluiu tanto em seu sistema de combate a ponto de se vangloriar como os anteriores. Parece feito às pressas, como se não fosse conseguir alcançar o último trem dos lançamentos de primeiro dia de venda do console. Aperte Start para pular Killzone nunca foi uma daquelas séries a mover multidões no seu lançamento, mas fazia muito bem o que se propunha. Com seu próprio ritmo, colocava o jogador na beirada do sofá de vez em quando, com embates tão intensos que chegavam a tirar toda a perspectiva de vitória da mente de quem segurava o controle. Logo de cara, Shadow Fall o deixa com o controle na mão sem realizar praticamente nenhum movimento que não seja colocar o direcional para frente por quase 30 minutos. Não bastasse isso, todo um legado de aventuras foi deixado de lado, com a história avançando mais ou menos 30 anos após os acontecimentos de Killzone 3 e inserindo um novo protagonista, o soldado Lucas Kellen, o garotinho que vimos no início do jogo, crescido e pronto para o combate. A destruição do planeta Helghan deixou os helghasts sobreviventes sem um lugar para viver. Por decisão da ISA (Interplanetary Strategic Alliance), os remanescentes da tragédia foram agraciados com metade do planeta Vekta, o qual nomearam Nova Helghan. Óbvio que a situação só poderia gerar conflitos com os já habitantes do local. A história tem um pouquinho de tudo. Terroristas, armas biológicas, cientistas malucos, políticos inescrupulosos e uma pequena dificuldade em discernir o certo do errado. Elementos poderosos, mas que não foram bem representados durante a campanha, seja pela pressa de apresentá-los, ou por uma real motivação que desse ao jogador a vontade de continuar conhecendo os personagens que fazem parte da trama. Pelo menos o jogo é bonito Visualmente, o novo Killzone é sensacional. Ele definitivamente acerta no visual, com uma iluminação de tirar o fôlego, mapas repletos de detalhes e partículas espalhadas pelo cenário. É tudo tão bonito que, se você não tirar cinco minutos (ou mais) para apreciar as paisagens do game, já está começando errado. Os mapas são bem espaçosos e dividem o ambiente entre áreas abertas e prédios claustrofóbicos. A variedade de localidades também é um ponto positivo, mesmo com uma certa falta de propósito em explorá-los de ponta a ponta. Temos lá nossos diários gravados de personagens - esses, aliás, usam a saída de som do controle para serem reproduzidos - e bobeirinhas do tipo, mas sem caminhos secundários ou coisas do tipo. Um dos novos cenários do game coloca o jogador do outro lado da muralha, a mesma erguida para separar os Helghans e excluí-los do resto das pessoas. Os refugiados são sempre vigiados, vivem em containers e não tem sequer um pingo de consideração. De vez em quando temos a oportunidade de presenciar o exagero de autoridade por parte da ISA em relação aos moradores locais, com execuções sumárias que você pode tentar evitar (mas que não fará diferença alguma no final). As cenas roteirizadas de perseguições até funcionam em determinados momentos. A perseguição no interior do campo de refugiados é bem intensa, com tiroteios contra a milícia de bônus. Durante o jogo encontramos momentos que até levantam a moral do game, mas não são suficientes para exaurí-lo de seus crimes. Robozinho à tira colo Apesar do nosso arsenal não ser lá essas coisas - são poucas as variações de equipamentos e, quando existem, são muitas as granadas que não precisam ser utilizadas, por exemplo - o seu companheiro robótico de aventuras faz por merecer. Nomeado OWL, seu drone é equipado com inúmeras funções. Utilizando o touch pad do seu DualShock 4, é possível dar quatro comandos a ele. OWL o ajuda a passar por obstáculos de terreno, basta que as superfícies sejam compatíveis com o seu gancho, pode servir-lhe com um escudo de plasma (de poder limitado, mas eficiente), mete bala nos inimigos (ele é bastante frágil, mas reaparece com o tempo), dispara uma descarga de energia e pode invadir outras máquinas e robôs. Essa última funcionalidade é a mais interessante, pelo menos a parte de invadir outros robôs. Durante a campanha, em determinado momento somos obrigados a hackear certos equipamentos para avançar. Em uma dessas vezes, fazemos com que os robôs trabalhadores de uma área liberem nosso acesso se auto destruindo. Mas para chegar até o equipamento, somos nós que os controlamos. Uma ideia bem legal, mas que não é usada fora dos momentos roteirizados do game. Sem dúvida seria de grande valia se pudéssemos invadir robôs durante os combates e usá-los para nos ajudar. O multiplayer segue a linha já consagrada dos demais jogos da série, mas por causa de Killzone: Mercenary (PS Vita) e sua mobilidade (estamos falando de um portátil) fica difícil de bajular qualquer outra característica dele. Isso principalmente devido aos seus adversários de peso (COD e BF) que já estão presentes na plataforma. Mas ainda é um atrativo se você é fã multiplayers do gênero. A única impressão que fica após jogar Killzone: Shadow Fall é: o que aconteceu com vocês, Guerrilla Games? Tudo alcançado com as duas últimas iterações praticamente esquecido no primogênito do PS4. É uma adição sem sal ao catálogo de exclusivos do PlayStation 4, e não vai fazer falta em sua prateleira, tenha certeza disso.
Fonte: GameTV
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
Membro desde
label