.
9

Análise do jogo "Fire Emblem: Awakening" para 3DS escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 9 de 10, enviado por Anônimo,
[youtube]http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=n-BB3KbVUYI&list=PL334D7101ACBE3C39[/youtube] É difícil encontrar alguém que seja fã assumido da série Fire Emblem. A franquia de RPG tático começou a ganhar conhecimento no ocidente quando a Nintendo decidiu adicionar Marth e Roy a Super Smash Bros. Melee, estrendo no GBA em sua sétima edição, Fire Emblem: The Sword of Flame, pouco tempo depois. Não que o trabalho da Nintendo mudasse o cenário para muita gente: além de pertencer a um gênero de nicho, as histórias épicas sobre reinos e deuses em conjutura com a dificuldade que remete à época "Nintendo Hard", não eram atração para qualquer consumidor. O foco era em um público um tanto quanto específico e o lançamento de Fire Emblem: Awakening no Nintendo 3DS muda um pouco a cena e adiciona o fator acessibilidade a série, de maneira inédita no ocidente. Sobre reinados, guerras, dragões e batatas Com animações feitas pelo estúdio Madhouse (conhecido por Death Note, Trigun, Nana), a história de Awakening é contada de maneira grandiosa e mantêm a linha de enredo que se desdobra em séculos. A ambientação é em um mundo medieval e segue os passos de Chrom, guerreiro de cabelos azuis herdeiro do trono do reino de Ylisse - que, como de praxe, está passando por um período politicamente turbulento e mistura o tradicionalismo da guerra entre reinados com um certo moralismo religioso. A trupe dos bonzinhos comandada por Chrom apóia o dragão divino Naga, enquanto os habitantes de Plegia louvam o dragão caído Grima e decidem partir para a guerra, em reflexo a atitude nada pacífica adotada pelo reinado do já falecido pai de Chrom e Emmeryn, a atual regente com manias extremas de pacificação. Complexo, bem nos moldes da série. Awakening permite que os jogadores criem um avatar para participar das aventuras, personagem com grande peso na hora que o enredo foge de seus mares de clichês (não que o termo tenha sentido pejorativo neste caso, eles funcionam perfeitamente dentro da história). A manobra, já utilizada em Fire Emblem: Shin Monshou no Nazo ~Hikari to Kage no Eiyu~, exclusivo para Nintendo DS no Japão, exibe o esforço da Intelligent System na hora de desenvolver uma maneira de contar história que fuja um pouco do padrão da franquia, por mais que mantenha uma estrutura tradicional. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9mZWludGVybmExLmpwZw==[/img] A grande estrela do jogo é o elenco, composto por uma extensa lista de personagens ultra detalhados, com suas próprias manias e maneiras de agir. O perfil de cada um dos guerreiros que se aliam ao time de Chrom é um tanto quanto único: Sully, a moça durona com uma imagem mais "descolada" do que o resto dos homens do exército de Ylisse, não sabe como lidar com a quantidade de cartas de fãs que recebe e é a pior chefe de cozinha de todo batalhão. O excêntrico e quietão Lon'qu, nascido em Regna Fox, sofre de uma ginofobia terrível, mas, mesmo assim, insisti em colocar diversas moças no caminho do charmosão, que se intitula o melhor no "descascamento de batatas". A seleção segue nessas linhas, sem perder o ritmo - cada um deles possui suas próprias ambições. Casar nunca foi tão sangrento A interação entre seus personagens também é um elemento de suma importância dentro do jogo. Deixar um guerreiro ao lado do outro nos mapas permite que cada um forneça bônus únicos, como agilidade, força ou até mesmo a capacidade de defender seu parceiro na hora dos embates. Além de agir como suporte, o jogo permite que as unidades se unam com o Pair Up - a maior funcionalidade de juntar seus personagens é o transporte. Suas unidades montadas em cavalos ou outros animais poderão levar arqueiros, magos ou qualquer outra classe para uma distância maior. Quando se deixa os guerreiros próximos uns dos outros de maneira constante, o relacionamento entre eles aumenta gradativamente na tela Support, por meio de níveis. Ao chegar ao nível S com um personagem do sexo oposto, é possível casar, e, para os avatares masculinos criados em Awakening, é possível ter filhos com as diversas personagens mulheres do jogo. Seu descendente terá um papel intrínseco no enredo: os filhos voltarão do futuro caótico presenciado pelo misterioso Marth (personagem mascarado, presente no vídeo que abre esta análise), para auxiliar nas batalhas e reverter os fatos já predestinados. A manobra é outra das manias da Intelligent System de modernizar as mecânicas da série. Além de falar sobre a seleção de carinhas inéditas de Awakening, também é necessário discorrer sobre a possibilidade de recrutar personagens dos antigos títulos da série. Lyn, Eliwood e Florina de Fire Emblem: The Sword of Flame, ou até, para quem está a fim de ainda mais nostalgia, Marth, Shiida e Minerva, de Fire Emblem: Shadow Dragon, estão todos presentes como jogáveis. A lista não é nada modesta e cobre 10 dos jogos da franquia, sendo possível ter um aliado dos jogos antigos por meio da funcionalidade wireless. Não é possível relacionar os personagens das antigas com os novos, o que faz com que eles funcionem mais como suporte na hora das batalhas - mas a adição agrada bastante. A inteligência artificial mais cruel de todas Pode parecer esquisito dizer que o que se destaca em um jogo como Awakening são os personagens, já que os combates da série continuam bem estruturados e com uma variedade gigante de caminhos e estratégias a serem seguidos em cada um dos mapas. E, algo que vale lembrar, o padrão se inicia do começo. A inteligência artificial do jogo vai matar seus personagens frágeis e, caso um de seus Pegasus Knight dê bola, um arqueiro, maior fraqueza da classe, não vai hesitar em partir para cima quando você não prestar atenção. Na época em que o sétimo título deu as caras por aqui, os jogadores deram inícios as suas missões de colocar seus personagens prediletos nos combates táticos e assistir, com dor no coração, cada um deles morrer - de vez. A maneira de se jogar tendo que lidar com o fim definitivo de seus guerreiros é chamada de Permadeath e adiciona um nível de dimensão extra ao jogo. O medo de perder seus aliados, construidos na base de muita estratégia, produz uma sensação de segurança maior, que impede a tática de por alguém muito forte no mapa e não ligar para o resto do ambiente, o que é possível quando se joga no modo Casual, que traz suas unidades de volta a vida ao final das batalhas. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5yZXNvd2Fsa3Rocm91Z2hzLmNvbS93cC1jb250ZW50L3VwbG9hZHMvMjAxMy8wMi9maXJlLWVtYmxlbS1hd2FrZW5pbmctM2RzLXNjcmVlbnNob3RzLTIwLmpwZw==[/img] As falhas do trabalho primoroso da Intelligent System são poucas: a dublagem vem com a opção de ouvir as vozes em japonês e em inglês, mas apenas as cut-scenes são dubladas. É entendível, pela quantidade de diálogos do jogo, mas as conversas de suporte poderiam ganhar mais atenção, não serem apenas exclamações padrões dos personagens. A opção de reiniciar alguma batalha ao cometer algum erro (o que, com muita certeza, vai acontecer), não está disponível. É necessário ligar e desligar o título (por meio da combinação L+R+Start do console, ou pressionando o botão Home e fechando a aplicação manualmente) cada vez que você matar alguém sem querer ou cometer algum deslize. Para os fãs de RPGs em geral, sejam eles táticos ou mais focados em ação, Awakening é um dos maiores must-plays do Nintendo 3DS. O detalhamento dos personagens e do roteiro, junto da profundidade das batalhas e da personalização de cada guerreiro, fazem com que o novo Fire Emblem da Nintendo mostre um nível inédito de qualidade ao portátil.
Fonte: GameTV
label