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7.5

Análise do jogo "Dragon Ball Z: Battle of Z" para PS3 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 7.5 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9EcmFnb24tQmFsbC1aLUJhdHRsZS1vZi1aLTAyLmpwZw==[/img] Uma das tarefas mais difíceis é entrar num consenso a respeito do melhor jogo inspirado na franquia de Dragon Ball. Jogos de ação, luta, cartas e até RPGs clássicos entrariam nessa disputa. E praticamente espalhados por gerações e plataformas, do antigo NES até os arcades só lançados no Japão. DBZ Battle of Z provavelmente não entrará na lista dos melhores, mas reinventa a forma de jogar com os Guerreiros Z. Talvez não do jeito que você gostaria, mas aí já é outra história. Tem um Dragon Ball novo na praça À primeira vista, fácil, limitado e repetitivo. Dragon Ball Z: Battle of Z, último game dos heróis japoneses lançado para PS3, PS Vita e Xbox 360 chega com uma nova proposta: um multiplayer cooperativo e competitivo, dividindo os heróis em classes e forçando o jogador a participar de times com quatro personagens, seja sozinho ou online. A batalha começa um pouco antes, já no funcionamento do menu do jogo. "Inventivo", é complicado sacar o local que precisamos clicar para entrar na história, nos menus do game (escondidos atrás de um botão "não tradicional"), na loja de cards ou até mesmo para escolher personagens. Uma zona que vai sendo compreendida aos poucos. Diferente nos menus, muito mais diferente em relação ao que conhecíamos dos heróis. Entre as mudanças mais drásticas estão a impossibilidade de se transformar durante as partidas e de reenergizar o seu Ki, ferramentas fundamentais de basicamente todos os games da série. No entanto, as versões mais poderosas dos personagens são destravadas durante a campanha, mas como novos lutadores, com habilidades e características diferentes entre si. Em Battle of Z é possível criar um time com as múltiplas formas de Freeza, Cell, Majin Buu ou Goku, mas pense bem antes de fazê-lo. Isso porque, os personagens são divididos em "classes", assim como nos jogos cooperativos de tiro ou num bom RPG. Fica assim: corpo-a-corpo, suporte, disparadores de Ki e interferência , e precisam ser levadas em consideração, principalmente nas batalhas contra inimigos mais poderosos. Cada um deles, bem colocados dentro de sua equipe podem fazer a diferença de uma partida, visto que as vidas são limitadas e a inteligência artificial é muito problemática na maioria dos casos. Ele é diferente Logo nos primeiros trailers, o game me lembrava um pouco o DBZ: Legends (Saturn/PSO), mas as semelhanças se deram apenas no formato de combate, com (até) oito ao mesmo tempo (quatro contra quatro). Durante as partidas, as coisas são bem simplifcadas, com um botão para socos e chutes, outros dois para voar, mais dois para ataques especiais da sua classe específica e um botão para dispardos simples de Ki. O fundamental é administrar a sua energia de combate. Ela funciona como um pente de uma arma de fogo, mas sem botão para recarregar. Caso a energia acabe durante um combo, seu personagem fica imóvel e à mercê do adversário. A barra de Ki é preenchida automaticamente com o tempo, ou de acordo com o andamento da partida e do preenchimento da sua barra de energia (no topo da tela). A cada nova vitória o jogador recebe cartas que podem ser equipadas para elevar o status do personagem utilizado. Essas cartas servem para aumentar alguns atributos do seu personagem, como força, velocidade, Ki, além de equipar itens especiais que curam e aumentam certos status dos heróis. Dá um trabalho infernal ficar equipando cada um dos personagens, mas o resultado é compensador. Nessa lista de itens equipáveis estão os famosos Ultimate Attacks. Nem todos os personagens do game possuem um - mais uma diferença em relação aos demais jogos da franquia -, e para usá-los, é preciso equipar um item especial (mostrado no tutorial, mas demora um pouco). Aí, a barra "Energy" do topo da tala passa a ter uma real utilidade. Aquela é a energia necessária para realizar os ataques destruidores que acabam com o round, não importa a situação. É possível ganhar as cartas ou comprá-las, gastando os pontos adquiridos no término de cada uma das fases. São dois tipos, um mais comum (BP) e outro mais raro e difícil de ser acumulado (PP). A pegadinha é que para acumular PP é necessário completar a barra de Energia no topo da tela e não utilizá-la para o Ultimate Attack. E nessa loja especial existem cartas raras que ficam na vitrine por uma semana e depois são repostas por outras. Todas absurdamente caras. Multiplayer com amigos ou sozinho, a decisão é sua Como a inteligência artificial dos personagens controlados pelo computador é ruim! Se não estiverem evoluídos até o nível 10, esqueça qualquer tipo de ajuda que valha a pena. Battle of Z tem um sistema de vidas que diminuem a cada knockdown e o computador fará muito pouco para ajudá-lo (a menos que seja alguém do tipo suporte e BOM nisso). Não demora para que Battle of Z se torne a experiência mais entediante da sua vida. NO SINGLE PLAYER. O multiplayer cooperativo gera uma nova luz de esperança, funciona como aquele último resquício de energia do universo a ajudar Goku a salvar a galáxia. E o seu jogo. Comandar um time no campo de batalha, deixando os disparadores de Ki dando cobertura de longe, enquanto os suportes ficam auxiliando a distribuição de Ki e curando os mais necessitados, deixando a tarefa do espancamento para os combatentes corpo-a-corpo. A estratégia recompensa os mais pacientes e faz algumas batalhas serem mais curtas do que deveriam. Mesmo assim, prepare-se para bons desafios do modo história, como Perfect Cell, Broly ou uma investida contra todos os saiyajins da série. Além da trama principal, alguns cenários especiais estão presentes no game, envolvendo vilões de quase todos os capítulos extras de DBZ. Um outro destaque de Battle of Z fica por conta das batalhas contra monstros gigantes. Os famosos Oozarus estão de volta e, dependendo de qual você for enfrentar, prepare-se para encrenca (ops). Além dos clássicos Vegeta, Gohan, Bardock transformados em macacos gigantes, temos também alguns vilões de longas-metragens e especiais para televisão - Cooler, por exemplo. O multiplayer competitivo já não é tão divertido. As batalhas parecem desbalanceadas e o constante lag (na versão cooperativa também acontece com frequência, mas é menos problemático) impossibilitam um melhor aproveitamento da coisa toda. E mesmo comemorando asburdamente os mais de 70 personagens (transformações tidas como personagens separados), quem em sã consciência usaria alguém que não fosse um Super Saiyajin? Dragon Ball Z: Battle of Z é diferente e vale uma passada. Com sorte, encontrará bons companheiros de jogo para o co-op e prolongará um pouco a vida útil do game. Senti muito a falta de interlúdios que deixassem as batalhas mais emocionantes - os que existem não são lá essas coisas. E a edição de colecionador vem com uma estátua do Goku SSJ sensacional.
Fonte: GameTV
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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