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Análise do jogo "Disgaea 4: A Promise Unforgotten" para PS3 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8 de 10, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9mdG9fZnQxXzkzNzkwLmpwZw==[/img] Já joguei Final Fantasy Tactics, Tactics Ogre, Suikoden Tactics e vários outros títulos de RPGs com focos no combate estratégico. Disgaea segue a mesma linha que esses clássicos, só que de uma maneira bem mais hardcore. É seguro dizer que Disgaea, dentro do gênero do qual faz parte, é o que faz mais bonito. Ao lado de Valkyria Chronicles, Disgaea encabeça a lista de RPGs mais divertidos do Playstation 3. Sardinhas e falta de vergonha na cara O enredo de Disgaea 4 continua tão difícil de acompanhar quanto todos os outros da série: o vampiro Lord Valvatorez, que desistiu de seus poderes após fazer uma misteriosa promessa a uma garota, busca eliminar a corrupção do governo de Netherworld, lugar conhecido na franquia. O problema é que por não possuir poderes, Valvatorez acabou fadado a treinar os Prinnies, que são a reencarnação dos humanos que precisam pagar seus pecados, em forma de seres que parecem uns "pinguins roxos". Junte um pouco desse non-sense com um chefão final que não é final, uma anjinha com feições doces que gosta de roubar dinheiro, uma garota que morreu e acha que está em um sonho, um rockstar falido que quer se tornar governador...e voilá, tenha um Disgaea. Imaginar como tudo isso acaba se encaixando é bem difícil e, no fundo, não é nada importante. O enredo de continua como todos os outros da série: narração bem humorada, sem sentido nenhum, com piadas que ficam tão saturadas que chegam a ser engraçadas, quebrando a quarta parede de vez em quando. Claro, não agrada quem nunca foi fã de animes e mangás, já que acaba ficando com um ar meio cretino e canastrão lá para tantas horas de jogo, com o número absurdo de piadas saturadas. Parece que o enredo, porém, anda em uma linha bem menos colegial que os outros jogos da série. As premissas bobinhas foram postas de lado, tendo um clima mais político. Para ter itens mais caros disponíveis, por exemplo, é preciso abrir uma proposta para uma espécie de senado, subornando quem não quiser oferecer apoio. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9mdG9fZnQxXzkzNzg5LmpwZw==[/img] Sardinhas, Age of Empires e Final Fantasy Tactics O coração e a alma de Disgaea são as batalhas. O plano 3D em que elas ocorrem acaba colocando um toque de Real Time Strategy no jogo, tirando apenas a parte tática. O posicionamento dos seus personagens é importante, não apenas pelos Geo Blocks, mas pela estratégia, levando em conta, por exemplo, o alcance de skills de ataque ou o fato de que atacar um inimigo por trás aumenta as chances de dano crítico. Os desníveis que existem nos terrenos também precisam ser levados em conta, já que, de vez em quando, você vai precisar escalar um muro para chegar do outro lado, o que pode gastar alguns turnos de maneira boba. Tendo tudo isso em mente na hora das batalhas, ainda é preciso pensar no desenvolvimento dos personanges, que pode ser favorecido dentro do modo Cam-Pain. Basicamente, toda vez que você passar de algum mapa, um espaço fica vago dentro desse Cam-Pain, permitindo a criação de um novo personagem, seja ele humano ou monstro. Você ainda pode colocar os chamados Evil Symbol dentro desses espaços, dando bônus para os personagens que fiquem posicionados por perto. É aqui o ponto em que Disgaea fica brutal. Tudo isso que você pode usar a seu favor, como posicionamento, Disgaea cospe de volta na sua cara, com Geo Blocks absurdos que fazem um ataque causar dano positivo nos inimigos e o atingir de maneira 50% mais forte. Em pouquíssimos mapas você tem a opção de apenas ir para frente, sem pensar em nada. O que Disgaea 4 traz de novo é a habilidade de fundir dois monstros, criando um bichão ainda maior e mais durável. Além disso, você ainda pode usar esses bichões como arma, ou usar duas armas de monstro de uma só vez, sistema chamado de Magichange. Infelizmente, todas essas novidades são mostradas só lá para o fim do jogo, mesmo que alguns chefões já usem tais habilidades e o jogo demore bastante para explicar tudo o que tem a oferecer para os iniciantes. Não dá para inventar de fazer um speedrun e terminar Disgaea sem gastar um bom tempo repetindo cenários para aumentar o nível de seus personagens. Mas também não é nada impossível fugir da repetição dos mapas, o sistema de criação deles facilita bem a vida dos jogadores mais criativos, que podem usar sua própria força para aumentar a de seus personagens de nível mais baixo. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9mdG9fZnQxXzkzNzg4LmpwZw==[/img] Sardinhas em alta definição Ao contrário de seu antecessor, Disgaea 4 surgiu com sprites em alta definição, perdendo a cara de jogo para Playstation 2 que Disgaea 3 tinha. Mesmo assim, os gráficos e os sprites ainda tem alguns problemas. Em momentos de close nos sprites ou durante algumas cenas que precedem combos ou ataques em grupo, os personagens acabam ficando pixelados demais. A câmera também tornou-se um problema, já que Disgaea 4 veio com tantos mapas complexos. De vez em quando, em mapas com muitos declives, a câmera pode ficar travada em uma parede. Continua tudo a mesma coisa: os Geo Blocks, o Item World, o enredo bizarro que agrada os fãs de animes e mangás. Disgaea 4 surgiu mais como uma melhoria gigante na série, em questão de fluidez e sistemas, juntando isso em centenas de horas de jogatinas. Prepare-se para pagar seus pecados no mundo político e governado por sardinhas de Disgaea 4.
Fonte: GameTV
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