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Análise do jogo "Destiny" para PS4 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8 de 10, enviado por AlbertZero,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvZGVzdGlueS1pbnRlcm5hKDEpLmpwZw==[/img] Com um impressionante orçamento de 500 millhões de dólares, englobando todo o desenvolvimento e ações promocionais, [b]Destiny[/b] é considerado o video game mais caro já produzido na história. Apesar de alguns pequenos tropeços (resultado da ambição da desenvolvedora que mordeu mais do que conseguiu engolir), o primeiro jogo lançado pela [b]Bungie[/b] após se libertar da exclusividade com a Microsoft é inovador, audacioso e promessa certa de diversão nos próximos meses, ou até anos. [t2]Crie seu Guardião e lute contra as Trevas[/t2] A história de Destiny gira em torno do Viajante, um alienígena que usa uma esfera gigantesca como nave especial. Em um futuro distante, a humanidade se deparou com esse artefato logo após pousarmos em Marte. Uma curta época de avanço tecnológico teve início, mas que chegou ao fim quando as Trevas (que caçavam nosso aliado), encontraram o que procuravam e se alastraram por nosso sistema solar. Momentos antes de se isolar completamente em sua nave, o Viajante concede proteção à Torre, a última cidade livre da Terra. Além disso, ele cria Fantasmas, faíscas de luz que são parte de sua existência e cujo único objetivo é o de buscar Guardiões caídos em batalha, para continuar a incessante batalha contra o mal. As Trevas não param de avançar e cabe a você, com a ajuda de todos os outros Guardiões, mudarem o destino dessa batalha. As três classes disponíveis são [b]Titã[/b], [b]Caçador[/b] ou [b]Arcano[/b]. Além disso, ao chegar no level 15, a sub-classe é liberada, trazendo assim uma nova possibilidade de personalizar seu avatar, com novas habilidades e atualizações. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvZGVzdGlueS1ndWFyZGlvZXMtYWx0LmpwZw==[/img] Para os mais descuidados (ou preguiçosos), pode parecer que as três classes em Destiny não possuem diferença entre si. No entanto, isso [u]não[/u] é verdade; principalmente ao analisarmos as combinações possíveis, com cada sub-classe e seu respectivo Super-Charger, nome dado ao "especial" de cada guardião. Por exemplo, o Super-Charger de um Titã com a sub-classe de Combatente é um poderoso ataque que cria uma esfera de energia, dura alguns segundos e dá dano nos adversários. Já o especial de um Titã Defensor, é uma esfera protetora que serve como escudo e pode fornecer bônus de ataque ou defesa para seus aliados, além de ser uma ferramenta estratégica essencial nas missões mais desafiadoras. Esse é apenas um dos vários exemplos sobre as combinações possíveis e como as classes são diferentes entre si. Além das classes, é possível escolher entre três raças, [b]Exo[/b] (espécie de robôs humanoides), [b]Desperto[/b] (aliens roxos com pele translúcida e melhor raça) ou [b]Humano[/b] (meh...). Ao criar seu personagem você pode customizar sua aparência, cor do cabelo, pele, olhos, etc. Como cheguei a jogar o Alpha e o Beta, confesso que fiquei decepcionado pela quantidade de opções não aumentarem além de não incluírem uma opção para rotacionar o rosto do seu personagem. Cada uma delas possui uma origem no universo do jogo, que (apesar de ser interessante) não é apresentado da melhor forma. Conforme avança pela história, você libera cartas cujo conteúdo se aprofundam no extenso universo concebido pela Bungie. No entanto, a única possibilidade para ver o conteúdo dessas cartas é visitando seu grimório, disponível no aplicativo para tablets ou smartphones ou através do site oficial da empresa. [t2]Seria Destiny o precursor de um novo gênero?[/t2] A estrutura de Destiny é muito mais parecida com a de um MMO do que com a série protagonizada por Master Chief, trabalho prévio da Bungie e que a empresa tenta se desvencilhar com o lançamento de sua primeira propriedade intelectual original desde 2010. Inclusive, comparar Destiny com Halo é completamente injusto, mesmo que possa parecer óbvio em um primeiro momento. Ambos são jogos de tiro em primeira pessoa (FPS), possuem raças alienígenas, multiplayer divertido e seu personagem é um soldado com habilidades únicas. No entanto, as semelhanças param por aí. Halo não possui uma estrutura social como a que existe em Destiny. É possível se aventurar sozinho? Sim. Você irá se divertir fazendo isso? Muito provavelmente não. Normalmente, essa obrigatoriedade de jogar com outras pessoas seria algo falho, mas não é o caso aqui. A comparação mais apropriada a ser feita é com World of Warcraft e não com Halo. Quem já jogou o MMO da Blizzard sabe muito bem que você só consegue sentir a experiência completa do jogo após criar sua guilda, matar um chefe dificílimo acompanhado de outras pessoas, discutir estratégias de batalhas, etc. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvZGVzdGlueS1tYXBhLmpwZw==[/img] A própria evolução da história se assemelha mais com WoW do que com o título protagonizado por Master Chief. A aventura tem início em uma fase na Terra quando o Fantasma, dublado na versão em inglês por Peter Dinklage (Tyrion em Game of Thrones), lhe revive. Você começa sem arma alguma e precisa seguir em frente até pegar um rifle e conseguir se defender. Conforme seu progresso, outros corpos celestes serão liberados, áreas mais difíceis com inimigos mais fortes. Ao todo é possível viajar pela [b]Terra[/b], [b]Lua[/b], [b]Vênus[/b] e por último [b]Marte[/b]. Além disso, Destiny possui também diversos eventos públicos gerados aleatoriamente nos cenários além de [b]Strikes[/b], níveis para até três pessoas que provam sua habildade e [b]Raids[/b], missões extremamente desafiadores que são destinadas para grupos de até seis pessoas. De acordo com a Bungie, a [b]Câmara de Cristal[/b] (primeira Raid do jogo) "é a missão mais elaborada já criada pela Bungie e é um mistério, tanto quanto é um desafio, um quebra-cabeça e uma provação". Fazer com que seu personagem dance ao apertar um dos botões do direcional digital do controle é outro fato que comprova que Destiny é mais do que um FPS, é algo para ser compartilhado com outras pessoas. Arrisco dizer que jogar esse game foi a primeira vez que me senti em uma experiência da "nova geração", principalmente por ser diferente de tudo que já experimentei anteriormente. [t2]Experiência completa deve ser aproveitada com amigos[/t2] Quanto ao multiplayer, modo de jogo de extrema importância nos jogos da empresa, as opções disponíveis são [b]Crisol[/b] (PvP), [b]Assalto[/b], [b]Raids[/b] ou as missões de [b]História[/b], sendo que cada uma dessas apresenta uma boa variedade de escolhas. O Crisol possui quatro modos como controlar pontos de controle, matar o time adversário (cada equipe é composta por seis pessoas), cada um por si ou confrontos entre pequenos times (três jogadores) para aniquilar os inimigos e revivendo seus companheiros. Além dessas opções fixas, desde o lançamento do jogo, a Bungie tem adicionado novos modos, disponíveis normalmente em um final de semana, como resgate de relíquias espalhadas pelo mapa ou partidas em que veículos e armas pesadas aparecem mais frequentemente. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvZGVzdGlueS1pbmltaWdvcy5qcGc=[/img] Além do modo PvP, a história que te leva a explorar quatro corpos celestes (Terra, Lua, Vênus e Marte) é interessante, mas por mais de uma vez me vi perdido em um planeta sem saber qual era meu objetivo ali. E cabe aqui um elogio sobre as paisagens e os ambientes por onde você passa, impecavelmente produzidas e por mais de uma vez me deparei tirando screenshots dos cenários enquanto era alvejado por fogo inimigo. Ao longo da campanha principal, que dura cerca de oito horas, você irá encontrar quatro raças de alienígenas inimigos (Decaídos, Colmeia, Vex e Cabal), ilustradas na imagem acima. Esse tempo pode parecer pouco para a história de um jogo, ainda mais para uma super produção como é o caso aqui. Isso é verdade, principalmente porque o sentimento presente ao término da campanha não é o de satisfação por ter chegado ao fim, e sim uma angústia por esse ser só o começo, quando você está sedento por mais. O mistério acerca do [b]Viajante[/b] não é revelado, ponta soltas são deixadas sem conclusão, e o que fica é um vazio, mas isso necessariamente não é algo ruim contanto que a Bungie continue a entregar mais conteúdo desse rico universo que criou. A experiência com Destiny depende basicamente de três coisas, sua expectativa, sua dedicação e quem serão seus parceiros de equipe. Em uma missão da história, você ouve um urro gutural ecoando pelos túneis da caverna que está explorando. Se você esperava encontrar um chefe gigante naquele momento, irá se decepcionar (expectativa). A fonte desse som amedrontador só é revelada caso você faça uma missão do modo Assalto (dedicação), em que seu time deve lutar contra vários inimigos e um monstro gigante recém-liberto de suas correntes, que você deve derrotar ao lado de outros Guardiões (equipe). Caso ainda esteja em dúvida sobre jogar ou não Destiny, recomendo apenas que veja o vídeo abaixo antes de tomar sua decisão. E saiba que participar de Strikes ou Raid com seus amigos é tão divertido quanto o que é mostrado nesse trailer live-action. [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=Md63RVBUGjo[/youtube] [b]DO QUE GOSTAMOS[/b] + Direção de arte dos cenários e personagens + Interação com outros jogadores, danças, eventos públicos, missões co-ops, etc + Trilha sonora épica + Excelente valor de produção [b]DO QUE NÃO GOSTAMOS[/b] - Falta de ritmo na condução da história - Necessidade de visitar o site da Bungie para saber detalhes do enredo
Fonte: GameTV
AlbertZero
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