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8.5

Análise do jogo "Code of Princess" para 3DS escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8.5 de 10, enviado por JoaoManoel15,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9wcmluY2Vzcy5qcGc=[/img] A primeira coisa que virá a sua cabeça ao jogar Code of Princess é "Já vi isso antes". Com razão, esse estilão beat'em up com planos de ação variados, uma porrada de inimigos ao mesmo tempo e combos cheios de golpes especiais nos remete a uma época de ouro da Treasure e do Sega Saturn. Guardian Heroes proporcionou a mescla de dois gêneros completamente distintos (na época) e transformou-se em referência dos jogos de ação com elementos de RPG. E o novo game dos desenvolvedores da Agatsuma Entertainment em parceria ao Bones Studios é um sucessor espiritual de GH para a nova geração. [t2]A guerreira seminua[/t2] Em um mundo medieval, onde a magia detém um papel de importância ímpar, Solange Blanchefleur de Lux carrega em seus pequenos e desnudos ombros a tarefa de salvá-lo das garras da maligna rainha Distiny. O problema é que para realizar tal feito é preciso que Solange decida entre o bem estar do seu mundo ou o do seu povo. Apesar de completamente linear, a história de Code of Princess é competente. Diálogos interessantes, mesmo os que apenas apresentam o jogador aos personagens da trama, e um roteiro sem pretensões, bastante honesto em relação a obras clássicas do gênero no Japão (citando Slayers, apenas por prazer). [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9zNS5qcGc=[/img] O trabalho de tradução da Atlus é competente, não deixou nada de fora, nem mesmo as piadinhas sem noção. O problema mesmo ficou com a escolha do elenco para dublar o jogo em inglês, de péssima qualidade. Aqui um gosto pessoal, mas senti falta do idioma japonês na voz dos personagens. O elenco escolhido no Japão traz nomes como Marina Inoue (Shu, de Blue Dragon, e a protagonista feminina de Persona 3) e Ryoko Shiraishi (Hayate, de Hayate the Combat Buttler, e Mila, de Dead or Alive 5). A escolha de infinitos caminhos e múltiplos finais faz falta, é óbvio. E não dá para entender também a sua ausência. Ok, não estamos falando explicitamente de uma continuação aqui, mas o diretor criativo e designer Tetsuhiko Kikuchi, assim como o lead programmer Masaki Ukyo são ex-membros da Treasure, e também foram responsáveis por Guardian Heroes, em 1996. Pelo menos existe uma escolha na hora de terminar o jogo, fica a dica (ou o spoiler, mas não foi a intenção). A arte dojogo, da embalagem, do manual e do mini-livro especial com ilustrações do game merecem um destaque também. Aos que se importam com tais coisas provavelmente repararam a semelhança do traço com toda uma biblioteca de jogos noventistas da Capcom. Kino Nishimura é responsável por Street Fighter II, Darkstalkers, Cyberbots, Rival Schools, Capcom vs. SNK e, claro, Code of Princess. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9hcnRlMi5qcGc=[/img] [t2]Você já viu isso antes[/t2] A ação dividida em três planos é uma constante e bastante fluida no 3DS. É preciso ficar atento aos seus arredores, mesmo quando os inimigos não compartilham da mesma linha de combate. Alguns deles, chefes principalmente, conseguem acertar mais de uma área por vez. O sistema de ataque consiste em dois botões para espadas (ou magias), um ataque para acionar o "lock-on" no inimigo e um quarto botão para o 'burst' de energia, que o deixa mais forte e recupera a energia em vermelho. Os botões superiores funcionam como defesa e, se pressionados juntamente com alguma direção, o fazem trocar de planos. Todos os personagens possuem golpes especiais acionados com comandos "secretos" (na tela debaixo) de alavanca. Esses comandos mantém-se os mesmos entre os personagens, mas o efeito na batalha é bastante variado. A quantidade de variações para combos só depende da sua imaginação. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=mGmRl5m2BMU[/youtube] O game vem com um sistema de evolução por atributos. Cada nível atingido lhe dá pontos para serem distribuídos entre força, vitalidade, piedade, mente, como em quase todo RPG. Além disso, você pode equipar o seu personagem com itens adquiridos ou comprados na lojinha do jogo. Um ponto negativo em relação a isso é que a armadura ou espada que for comprada não terá um design próprio dentro do jogo. Para o multiplayer, a ação pode acontecer em um modo cooperativo ou versus para até quatro jogadores. Duas coisas interessantes: a primeira é poder utilizar praticamente todo o elenco de personagens que você enfrenta durante a campanha, incluindo os inimigos sem sal também. A segunda é que também é possível jogar Code of Princess online, com modos ranqueados e tudo mais. No modo versus é como se fosse um jogo de luta, com gente te esmurrando de formas inimagináveis. A competição é boa, mas o delay não muito. Code of Princess é uma excelente forma de passar o dia. Diversão tranquila, um desafio mediano e aquela história simples e eficiente. Dá para matar a saudades de um clássico dos anos 90 e pensar no futuro do gênero. Tomara, tomara... [img]hide:aHR0cDovL2ltZzI1NC5pbWFnZXNoYWNrLnVzL2ltZzI1NC8zODk5L2FuYWxpc2Vjb2Rlb2ZwcmluY2Vzcy5wbmc=[/img]
Fonte: GameTV
JoaoManoel15
Enviado por JoaoManoel15
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