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Análise do jogo "Castlevania: Lords of Shadow" para PS3 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 3 de 10, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9mdG9fZnQxXzkwNDg2LmpwZw==[/img] Antes de começar, devo ressaltar que essas linhas que seguem tratam do conteúdo via donwload do último game da série Castlevania, lançado em outubro de 2010. Se, por qualquer que seja o motivo, você ainda não tiver terminado o jogo – e o quê, diga-se de passagem, deve ser considerado uma grandissíssima vergonha para você como jogador e pessoa do mundo –, pare de ler agora. O conteúdo aqui apresentado contém enorme quantidade de spoilers e irá estragar um dos finais (melhor dizendo, epílogos) mais incríveis da atual geração de consoles e, porque não dizer, de todos os tempos (sim, é algo no nível do final de Red Dead Redemption, então pense). Humanidade zero Resurrection (e esse nome não tem relação nenhuma com aquele Castlevania cancelado para Dreamcast) começa exatamente do ponto onde Reverie termina. Gabriel Belmont, em sua busca ensandecida por ressuscitar sua amada morta e, por conseqüência, livrar o mundo da existência dos senhores das sombras, acaba se deparando com verdades que não pôde encarar de frente. Não como humano, ao menos. Após destruir Satã (sim, o senhor do inferno e ex-capanga celestial), Gabriel volta para o castelo de Carmilla, a vampira lorde das trevas, onde sente a presença de um novo mal. Lá, ele cruza caminhos mais uma vez com Laura, a garota vampira jogadora de xadrez - e aspirante a Claudia de Entrevista com o Vampiro. Gabriel então descobre o verdadeiro responsável pelas atrocidades que vêm devastando o mundo nos últimos tempos. Não há relação, como antes suspeitava-se, com o fato de Deus ter desistido da humanidade, mas sim com uma criatura com poder incomensurável querer de qualquer forma adentrar este mundo. Tal criatura foi expurgada para uma outra realidade pelos três fundadores da Irmandade da Luz: Zobek, Carmilla e Cornell. E agora ele está enfurecido e quer voltar de qualquer forma. Laura instrui Gabriel e o ajuda a encontrar o portal que o levará para o local de repouso do "The Forgotten One", ou "Aquele que foi Esquecido". Mas, para poder ter uma forma física nesse conglomerado de espaço-tempo, ele precisa de mais poder, pois um mero mortal não conseguiria sobreviver em condições tão adversas. Após abrir mão de sua humanidade – o que, honestamente, Gabriel já o havia feito há tempos – o cavaleiro da Irmandade da Luz bebe do sangue de Laura e se torna um vampiro. E este é o final de Reverie, o primeiro DLC de Lords of Shadows. Se a história até aqui o empolgou, então trate de conceber emoções contrárias, pois Resurrection é, no mínimo, decepcionante (essa palavra será muito usada daqui pra frente). [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9mdG9fZnQxXzkwNDg3LmpwZw==[/img] não é aquilo que prometeram Diferentemente do que havia sido prometido originalmente pela Mercury Steam, este DLC final não é uma continuação direta ao incrível epílogo de LoS. Desde bem antes de Reverie, já estava pré-programado no jogo em si estes dois capítulos adicionais. O primeiro seria sim uma continuação direta do final, enquanto o segundo – o qual diziam ser ainda mais grandioso que o primeiro – seria uma continuação ao epílogo do game. E, sem dúvida alguma, todo e qualquer ser que terminou esse jogo foi de mandíbula ao chão ao descobrir que Gabriel se tornou ninguém mais ninguém menos que Drácula. Por conseqüência disso, o que era de se esperar nesse novo DLC? Das duas uma: ou controlaríamos Drácula nos dias atuais, como nos foi revelado, ou então encarnaríamos Zobek, na tentativa de acabar com a vida do monstro imortal. "Mas Resurrection não é nada disso?", você, ávido leitor-jogador, me pergunta. Não, não é. Resurrection amarra as pontas de Reverie para este mesmo tão amado e idolatrado epílogo, e só. Ressuscitou ao terceiro dia... Resurrection é curto. É possível terminá-lo em 40 minutos, ou até menos, Além de ser curto, tem muitos momentos frustrante na jogabilidade. Além de ser frustrante na jogabilidade, traz mais uma vez cenas de desenvolvimento de enredo porcamente construídas no estilo graphic novel animadas (como no primeiro DLC e como em MGS Portable Ops e Peace Walker). Mas só a cena final, pois as outras poucas são feitas como no game original, ou seja, com o próprio gráfico do jogo. Uma bagunça. Ao chegar a essa outra realidade, Gabriel não é mais o mesmo. Em teoria, porque os controles e os poderes do personagem são exatamente iguais. Considerando que o cara acabou de se tornar um vampiro, isso é, no mínimo, decepcionante. Deixando isso de lado, vamos olhar ao nosso redor. Esse lugar tão maldito e mítico também só o é em teoria, porque tudo parece com outras localidades de LoS (os cenários que antecedem a batalha com Satã ou com a Wyvern morta-viva, por exemplo). "The Forgotten One" acaba de se livrar de sua clausura e, em meio a uma caldeira de magma derretido, escala pelos muros do lugar para fugir. "The Forgotten One" é enorme e mal. Muito mal. E isso significa que se ele avistar Gabriel é fim de jogo automaticamente. As mortes instantâneas povoam este maldito DLC. Um saco. Resurrection se divide em duas partes: lutas e elementos de plataforma. Por mais que tenha gostado de LoS como um todo, devo admitir que os momentos de pular de cá para lá não são o melhor do jogo. Numa tentativa débil de resgatar a jogabilidade de jogos mais clássicos da série Castlevania, o que temos aqui são sequências repetitivas (é possível ser repetitivo em tão pouco tempo?), frustrantes e, em um caso em específico, hilária de tão ridícula. Fora isso, o próprio design das áreas a serem explorados é preguiçoso. Péssimo. São apenas duas batalhas contra uma horda respeitável de inimigos. Cuspidas aqui e ali e, em um dos casos, você pode simplesmente ignorar as criaturas. Os confrontos com o monstrengo de armadura cinza são bons e salvam esse capítulo da total ineficiência. Nas duas dificuldades mais avançadas é realmente complicado derrotá-lo, logo, decorar seus movimentos é um pré-requisito. Mas quando as coisas parecem estar melhorando, ou partindo do insuportável para o deplorável, o jogo termina. E é isso. Ao menos em Reverie havia os dedos de Frankenstein para colecionarmos, mas aqui não há nada [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9mdG9fZnQxXzkwNDg4KDEpLmpwZw==[/img] Não há muito mais o que se dizer de um capítulo tão curto e mal programado quanto esse. Resurrection não é péssimo porque não é o que foi prometido, e nem porque é curto. É péssimo porque não faz jus às inúmeras qualidades de LoS, muito menos a sua estupenda conclusão. Os produtores simplesmente perderam uma das maiores oportunidades que tinham em mãos, que era dar ao jogador a sensação de poder ao controlar Gabriel totalmente tomado pelo poder das trevas. Mas essa é apenas uma das inúmeras possibilidades descartadas. Espero, do fundo do âmago, que Resurrection tenha saído horroroso assim por conta do pessoal da Mercury Steam estar ocupado demais com mais um Castlevania, porque não seria justo se os momentos finais nos controles de Gabriel Belmont se resumissem a tal mediocridade.
Fonte: GameTV
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