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Análise do jogo "Axiom Verge" para PS4 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 9 de 10, enviado por inuyasha302,
Muitos desenvolvedores independentes têm seus gostos enraizados nos clássicos dos anos 80/90. Gente nostálgica, que não mede esforços em tentar replicar um pouco da sensação de divertimento que tinham quando jogavam algo. Nem sempre dá certo, o que não é o caso de Axiom Verge. O novo game de Tom Happ levou cerca de cinco anos para ficar pronto. E acho que nunca me senti tão de volta no passado como nas minhas horas de jogo em Axiom Verge. E não desmerecendo nada jogos como Shovel Knight e Rogue Legacy, mas foi uma sensação diferente, mais real. Talvez as cores, a ambientação, a trilha sonora, tudo funcionando em uníssono, em prol da experiência. Apesar de parecer antigo, tudo não passa de uma ilusão. Happ não chegou ao ponto de imitar os problemas da época, como aquele flickering que deixava os sprites invisíveis quando o limite dos mesmos havia sido alcançado na tela (como visto em Mega Man 9), mas a ambientação focada/inspirada em Metroid e todos os aspectos técnicos do jogo são fantásticos. É mais ou menos como o Hachi-Roku do Takumi, em Initial D, com aquela carcaça de carro velho escondendo um mortor de alta rotação para competição sob o seu capô. O gostinho do clássico não sai da boca, mesmo o game carregando suas próprias características. [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=6U04mprotZU[/youtube] O esquema é o mesmo já explorado por muitos no passado, mas aperfeiçoado por poucos. Explore tudo até não conseguir mais seguir em frente, volte, encontre um novo poder e quebre a barreira que lhe impedia de prosseguir. O consagrado estilo "Metroidvania" dá as caras em Axiom Verge, de forma impecável. Não por menos, visto que ele é praticamente uma grande homenagem ao clássico da Nintendo. A quantidade de armas, equipamentos e upgrades encontrados durante o jogo deixaria até mesmo um Mega Man com dificuldades de aceitação. Mas diferentemente do mascote (abandonado) da Capcom, elas funcionam de forma infinita, independentes de energias extras. Cada um com suas características próprias, que vamos descobrindo com o hábito de usá-las. O ideal é não se prender a uma única arma e experimentar. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzEuYWsuY3J1bmNoeXJvbGwuY29tL2kvc3BpcmUzL2U5OTMxZDVlYmE2NjE1YjQ4NDAzOWZhMjA4MDJlYjA5MTQyODUzOTE1M19mdWxsLnBuZw==[/img] Os acessórios especiais tem um papel fundamental na estruturação do jogo e descoberta de segredos. Tem um raio incrível por lá que transforma a matéria, seja uma parede, uma bolha de ar ou até mesmo um inimigo. Ele funciona mais ou menos como um dispositivo de hacking, reestruturando os sprites/moléculas das coisas, as transformando em algo completamente novo. Aí os inimigos passam a curar o jogador, ou quebrar paredes especiais, atingir outros inimigos, enfim, é preciso hackear tudo para descobrir. O mapa do jogo merece aplausos. Gigante, variado e com seus próprios desafios (muitas passagens secretas). Decorar caminhos será uma tarefa árdua mais para o meio do jogo, quando a maior parte dele estiver destravado. Confesso que não aproveitei muito a visualização do mapa através do menu do jogo, pois dificilmente entendia onde estava exatamente. Os pixels pintados não faziam muito sentido para mim na maioria das vezes, mas eu sou burrinho, me dêem um desconto. É um visualizador de mapa clássico, e na minha época, não precisava dessas coisas, heh. [img]hide:aHR0cDovL2ltZzEuYWsuY3J1bmNoeXJvbGwuY29tL2kvc3BpcmU0LzJkM2U3OWE3YmU5ZWE3MGQ0NTI4YjkyNzc1YWZiY2Q4MTQyODUzOTE5NV9mdWxsLnBuZw==[/img] A trama de Axiom Verge é mergulhada em mistério. Depois de um acidente fatal, um cientista fracassado acorda em um mundo misterioso em que as leis da física não são extamente as mesmas que as nossas. Sem saber se está morto, vivo ou "apenas" em outra dimensão, ele precisa explorar e descobrir o que aconteceu e uma forma de reverter o processo. Aos poucos somos introduzidos as linhas da história através do diálogo clássico dos jogos do passado. Nada de voz, apenas texto. E o melhor: todo o conteúdo está localizado para o português do Brasil, e de forma bastante competente, diga-se de passagem. Os chefes do game são gigantescos! Aquela ansiedade do corredor antes do chefe de Mega Man, por exemplo, funciona de forma parecida aqui também. A sala pré-confronto é sempre a mesma, com um tipo de esqueleto ao fundo e duas saídas. Uma delas liga a um ponto de salvamento. A outra ao seu destino. Porém, apesar de gigantes, todos os chefões possuem maneiras específicias de serem eliminados. E isso não tem muito a ver com a arma usada, mas sim com a rotina de ataque dele. Fique sempre de olho em detalhes no cenário, como coberturas e plataformas. E à medida que ele vai morrendo, a música vai mudando e o monstro vai se tornando mais eufórico, tudo muito digno de uma luta entre a vida e a morte. Axiom Verge nasceu dos clássicos e sem sombra de dúvidas, pode vir a se tornar um. O trabalho de Tom Happ merece ser visitado por todos que apreciam o gênero de plataforma dos anos passados, por enquanto, apenas no PlayStation 4.
Fonte: GameTV
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Enviado por inuyasha302
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