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6.5

Análise do jogo "Assassin's Creed: Rogue" para X360 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 6.5 de 10, enviado por Giordano Trabach,
[i]O Assassin's Creed que você não pediu e talvez nem mereça[/i] [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvYXNzYXNzaW5zLWNyZWVkLXJvZ3VlLXZhaS1wYXJhLXBjLTE4YXNzYXNzaW5zY3JlZWRyb2d1ZS5qcGc=[/img] Minha chamada para esta crítica de Assassin's Creed: Rogue seria "O adeus a uma série de bugs e glitches no PS3". Isso porque com Unity, ao meu ver, achei que a Ubisoft fosse concentrar todos os seus esforços em entregar uma experiência renovada ao jogador. Mas tive a oportunidade de experimentar AC: Unity no mesmo período e, para minha surpresa (ou não, sei lá), nada mudou. Isso não diminui o peso do sentimento de insatisfação que Rogue me proporcionou. E no meu caso ainda, que deixou de lado Assassin's Creed 3 e Black Flag, pude experimentar mais "novidades" a bordo do meu veleiro e também na exploração dentro de florestas densas cujas paredes invisíveis eram meus únicos grandes desafios. Rogue parece esquecido pelo pai em meio aos seus bugs. São tantos que chegam a ofender gerações anteriores do Assassino. Problemas na movimentação, travamentos ocasionais, quedas de framerate absurdas (e o povo aí comentando a mesma coisa do Unity, pelo que andei lendo, hein), nada incomoda tanto quanto as cutscenes que deveriam disparar novas partes da missão, mas que não disparam e nos fazem recomeçar do checkpoint forçadamente. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvYXNzYXNzaW5zX2NyZWVkX3JvZ3VlLmpwZw==[/img] Na falta de "conteúdo inteligente" para o jogador, AC: Rogue conta com uma infinidade de colecionáveis. São tantos que chegam a me irritar. Mas é algo muito pessoal isso, pois sei que existem pessoas que adoravam sair à caça daquelas penas e bandeiras templárias pelos cenários - sempre bem retratados, diga-se de passagem. Aqui continuam as infinidades de bobeirinhas para se fazer fora de uma missão, mas quase tudo extremamente genérico. Como o jogador controla um caçador de Assassinos, aqueles contratos tradicionais de assassinatos via pombo correio deixaram de existir. Agora precisamos interceptar as aves e evitar que os assassinos cumpram o seu objetivo. Tarefa nem sempre tão fácil quanto parece, pois eles nunca estão sozinhos em suas missões. Os assassinos, não os pombos. E ouso dizer que é a única parte que achei interessante do ponto de vista da história/sidequest em relação ao jogo propriamente dito. Shay Patrick Cormac, nascido em 1731, era uma excelente mão-de-obra ao credo dos Assassinos. Certo dia, movido por motivos que não me convém apresentá-los aqui por motivos de SPOILER, ele decide abandonar seus companheiros e procurar por uma forma de realizar justiça do jeito que ele acha que é a certa. Sem querer acaba caindo nas graças de alguns Templários, que aos poucos vão se mostrando dignos da sua confiança. Até que, enfim, ele também acaba se tornando um. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvYWNyb2d1ZS1naS0wMzE2MTI5NmpwZy0wZDI1ZWQuanBn[/img] Essa nova resolução de Shay, pondo em dúvida tudo que é feito pelos Assassinos, e assim, ficando sem aliados no mundo, é bem interessante. Uma nova perspectiva para a guerra de Assassinos contra Templários que assombra o jogo desde o seu início. A única certeza a partir daqui é a de que ninguém tem é 100% justo ou honesto. Mas aos poucos o jogo vai se enterrando, passando a predominar um lugar comum - no caso a visão "heroica" dos Templários -, vilões até então, descambando tudo de uma vez. Aí tudo volta a ser como antes, só que desta vez, caçamos os Assassinos, que são só um pouquinho mais difíceis de serem eliminados que os Templários dos outros jogos. É interessante ver Shay contra seus amigos, mas aos poucos suas ações vão se tornando banais e desprovidas de uma real motivação. É triste porque o jogo começa sua narrativa de forma bastante agradável, mas vai tornando-se tão repetitivo quanto os demais. Uma das coisas que mais me irritaram no jogo foram os insistentes sussurros que tendem a permanecer enquanto não achamos o assassino escondido na multidão. A música diminui, a tela fica com um tom rosado e a imagem torna-se embaçada até que encontremos o infeliz, mesmo que ele esteja a uma distância considerável e sem chances alguma de sucesso em sua investida. Felizmente, Rogue serve como um ponto final a mais uma trilogia da série, iniciada com Assassin's Creed 3 e Black Flag. Se é um final bom ou ruim fica ao seu critério. E em Unity, caso o jogador parta para "novos" horizontes, (mais) um recomeço de uma história aí que já deve ter dito tudo que tinha para dizer. [t2]DO QUE GOSTAMOS[/t2] [list]Um novo ponto de vista na história Mecânicas navais aperfeiçoadas (de acordo com a caixa do jogo)[/list] [t2]DO QUE NÃO GOSTAMOS[/t2] [list]Repetição Muitos bugs Muitos mesmo[/list] [i]ANÁLISE POR PLAYTV[/i]
Fonte: GameTV
Giordano Trabach
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