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Análise do jogo "Anarchy Reigns" para PS3 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8 de 10, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9KYWNrX1NjcmVlbnNob3RfMDAyX2xyZy5qcGc=[/img] Anarchy Reigns é um daqueles jogos perdidos que chegam no meio do turbilhão de grandes lançamentos do mercado. Deixado de lado até mesmo pela própria produtora, a Sega (cujo as mãos estão ocupadas com o novo Alien), seu lançamento tardio (e insosso) o colocou lado a lado com títulos como DmC e MGR (logo mais), e isso não foi uma escolha muito sábia. Contudo, Anarchy Reigns chega quase como um Power Stone bombado e cheio de estilo. E pelas mãos da Platinum, o que sempre é um bom negócio. Reinando na bagunça Se existe uma característica comum na maioria dos jogos da Platinum, é essa pegada 'anime' que é dada aos seus personagens. Anarchy Reigns conta a história do anti-herói Jack Cayman e sua luta interna por vingança ou um trabalho bem feito. As considerações referentes ao porquê de suas ações são passadas ao jogador durante a campanha para um jogador. Não existe uma reinvenção do gênero, apenas o puro bom gosto na hora de executar uma trama clichê sobre desvavenças pessoais. Logo de cara temos de escolher um dos lados da trama. No 'Black Side' somos apresentados a Jack Cayman, membro da Chaser Guild, contratado por Jeannie Caxton para encontrar seu pai desaparecido, Maximillian Caxton. Pelo "White Side", Leonhardt "Leo" Victorion, Sasha Ivanoff e Nikolai Dmitri Buligyn, membros do time de ação especial Bureau Strike One procuram pelo ex-líder da equipe, Maximillian Caxton, acusado pelo assassinato de sua própria mulher. Aos poucos, somos apresentados a todos os fatos envolvendos os protagonistas da trama, com a campanha dividindo-se entre Black, White e Red Side (quando a história se encontra). Se é possível destacar algo da campanha de Anarchy Reigns é o seu jeitão 'anime' de ser. Lutas insanas que acontecem durante as CGs entre as fases deixam tudo mais divertido e emocionante. É o jeito da Platinum consagrar-se como uma das últimas empresas produtoras de "jogos japoneses" - ao lado da CC2 - como uma verdadeira amante da arte oriental de fazer a pancadaria rolar com estilo. Piruetas, frases de efeito, balas sendo desviadas com o indicador, robôs gigantes e as famosas pedrinhas que levitam, indicando que agora a coisa ficou séria, está tudo lá, com a mesma excelência de sempre. O visual dos personagens também mantém-se à par com o que vem sendo desenvolvido pelo estúdio. Tudo parece contextualizado dentro de um mesmo universo, independentemente da franquia. Anarchy Reigns é construído sob a base do mundo de MadWorld, mas é impossível não notar semelhança tecnológica com Vanquish ou o próprio MGR, que está para sair. Não é que isso seja verdade ou não, mas a referência do design e funcionamento meio que se mantém a mesma, transformando-se em marca registrada. Um exemplo prático disso é o personagem Durga, nitidamente inspirado no universo de Bayonetta, tanto no nome como nos movimentos. Insert Coin Apesar de parecer o contrário, não existe um sistema de níveis no modo offline do jogo. Do começo ao fim, não há aumento de força ou novas habilidades para serem descobertas, o que pode frustar um pouco alguns. O jeitão 'arcade' de ser também é explorado em como a missão se desenrola. É preciso acumular uma certa quantidade de pontos para abrir a próxima fase, seja ela parte da história ou não. Cada capítulo de Anarchy Reigns conta com seis missões. Três delas fazem parte da história e outras três são missões paralelas que não interferem na trama, mas servem para acumular pontos e abrir novas fases (dentro de um mesmo arco). Ao término de cada fase, ganha-se uma medalha de acordo com a sua performance, e essa é a mecânica do jogo até o final. Extras como eliminar 100 inimigos durante o 'free roaming' também garantem o destravamento de 'perks' que podem ser utilizados somente no multiplayer. Apenas alguns deles são conquistados durante a campanha offline, a maioria é adquirida durante o ganho de experiências no modo online e ranqueado do jogo. Mas não pense que matar 100 inimigos entre cada uma das missões é uma tarefa fácil, como nos jogos da série Sengoku Basara ou Dynasty Warrors. O jogo fará de tudo para destruí-lo depois de um tempo. Bombardeios, caminhões em chamas, mutantes e todo o tipo de inimigo overpower vai dando as caras à medida que você não desiste. A parte boa disso é que a dificuldade dá um reset após o início de uma missão, e seu número de inimigos derrotados mantém-se o mesmo até que você seja derrotado no free roaming. Todos os personagens contam com o mesmo arsenal de combate. Ataques fracos, fortes, agarrões e um armamento especial que marca a característica individual de cada personagem. Chamadas de Killer Weapons, cada lutador pode utilizá-la de acordo com uma barra limitadora de movimentos. Ao todo, quatro ataques fracos ou dois ataques fortes, que geram uma animação especial, caso conectados. Apesar dos combos limitados, é possível criar uma quantidade bastante confortável de variações, principalmente no modo online, contra adversários humanos, suscetíveis à física do jogo e todos os seus juggles (eles não funcionam muito bem contra o CPU). Dos mais lentões, porém, causadores de um dano mais elevado, aos mais esguios, a quantidade de personagens de Anarchy Reigns é aprazível. Cinco deles derivados diretamente de MadWorld, além da participação especial - via DLC ou pré-compra - de Bayonetta, os 17 personagens não fazem feio perante uns aos outros. A parte chata é que só é possível utilizá-los no multiplayer - ou caso queira refazer alguma missão após terminar o game ao menos uma vez. Here comes a new challenger E por falar no multiplayer, prepare-se para um misto de emoções. Primeiramente, não há a opção de jogar Anarchy Reigns com um amigo offline. Talvez devido à proposta de manter a câmera sempre às costas do personagem, vai saber. Mas fica difícil não imaginar algo com uma visão mais distanciada e aberta, seguindo a linha 'Power Stone'. A única opção para encarar a pancadaria coletiva é via PSN/Xbox Live e para nós, os problemas começam aqui. Não há muitos jogadores locais se dedicando ao game. O próprio Anarchy Reigns não fornece opções de pesquisa de jogadores além de América do Norte, Europa e Asia. E o lag encontrado nas partidas com estrangeiros é daquele tipo que cada um dos jogadores vê uma coisa. Quando acha que está numa boa, levando vantagem da situação, você já morreu. Mas a quantidade de modos de jogo a serem explorados é reconfortante. Das Cage Matches para dois lutadores apenas, assemelhando-se em muito com a famosa Cúpula do Trovão, até o Battle Royale para 16 jogadores, encontramos todos aqueles modos tradicionais dos jogos de tiro - Deathmatches, Capture the Flag e até uma espécie de futebol americano um tanto quanto mais violento. Os modos de jogo não são completamente regrados também. A qualquer momento, durante um Team Deathmatch, por exemplo, os bombardeios podem começar ou, do nada, aparecerem cinco mutantes dispostos a investir contra qualquer um que estiver no seu caminho. E uma morte, seja pelas mãos de um oponente humano ou via CPU, será contada como desvantagem para o seu time. Anarchy Reigns não tem cara de jogo de ano, mas entrega o que promete, que é uma pancadaria com estilo. Aliás, tudo fica mais estiloso graças a trilha sonora repleta daquele tipo de rap que faz a gente se sentir o cara mais barra pesada do rolê. O estilão arcade dele deveria prolongar sua vida, se não fossem os pequenos problemas com o seu multiplayer online. Problema para nós, brasileiros, que talvez tenhamos um pouco de dificuldade em encontrar adversários sem que a latência atrapalhe suas habilidades. Ainda sim, um grande lançamento, sem dúvida alguma.
Fonte: GameTV
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