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Análise do jogo "Abyss Odyssey" para PC escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 7 de 10, enviado por AlbertZero,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2ltYWdlcy90bi5qcGc=[/img] [b]Abyss Odyssey[/b] é o último game lançado pelo ACE Team, estúdio independente também responsável pelos dois Zeno Clash e Rock of Ages. Desta vez, um jogo de ação sob plataformas que merece a sua atenção por seu visual fora do comum e por apresentar uma aventura simples e direta: uma viagem até os confins do abismo. O tutorial corrido, explica bem as funções principais do jogo e tenta nos deixar confortáveis com os controles, bem intuitivos. O resto é aprendido com prática, sangue, mana e suor, como nos velhos tempo. Há quem não goste, prefira aquele estilo "me dê sua mão, vamos passear pelas funcionalidades do game", mas é divertido descobrir também. Já somos apresentados também a peculiar física do jogo, com uma movimentação um tanto quanto pesada limitada em certos casos. É possível perceber nisso, uma espécie de "limitação proposital" do ACE Team, como uma forma de imposição e aviso "É assim que se deve jogar Abyss Odyssey", de modo a levar o jogador a concluir que não se trata de um simples hack'n slash. A estratégia, o golpe preciso, a defesa na hora certa, tudo é levado em consideração. Por isso, até os inimigos mais comuns em cada uma das fases podem se tornar adversários implacáveis e frustrantes ao jogador mais relaxado. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2ltYWdlcy9BYnlzczAyLmpwZw==[/img] Por causa disso, o ritmo da aventura é mais cadenciado e cada ação precisa ser pensada de forma completa. Os cenários, gerados aleatoriamente a cada uma das visitas, não se diferenciam tanto uns dos outros. Mas tenha a certeza que a cada início de jogo, novos desafios o aguardarão, por mais "iguais" que possam parecer. O combate inteligente proposto pelos desenvolvedores acaba se tornando uma árdua batalha entre continuar e desistir do game ali mesmo. Os upgrades que o jogo lhe fornece com o sistema de evolução melhoram um pouco a experiência, mas não favorecem o mais casual, que definitivamente vai continuar realizando as mesmas sequências até que a deusa da vitória lhe sorria de alguma maneira. O meio termo simplesmente não existe e o combate tende a manter um ritmo mais lento do que deveria, talvez. O desafio proposto pelo jogo é simples, chegar até a parte mais profunda do abismo que surgiu e vem causando pânico aos moradores de Santa Maria, em Santiago. Comandando esses heróis lendários imortais, é preciso vencer os obstáculos e resolver o mistério que envolve o surgimento deste abismo das trevas no meio da cidade dos humanos. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2ltYWdlcy9BYnlzcy1PZHlzc2V5LTEuanBn[/img] Cada uma das fases do game é como se fosse um alvéolo de um grande mapa vertical. É possível escolher caminhos (direita, esquerda e para baixo) com o intuito de encontrar cenários secretos ou especiais (mais ou menos como estágios bônus). O dinheiro é essencial para a compra de equipamentos e um save point extra, além do cume da descida. Esse lance dos save points deixam as coisas interessantes. É preciso comprar o seu avanço dentro do jogo se não quiser começar sempre da superfície. Esses locais também funcionam como altares especiais que podem ressuscitá-lo sempre que for derrubado em combate. Controlamos personagens imortais, ok. Mas esses heróis podem ser derrotados a qualquer momento. No entanto, quando isso acontece, se a alma desse guerreiro puder ser levada até o altar sagrado, o mesmo retorna à vida. Nessa hora, controlamos os soldados normais que acompanham os guerreiros em sua jornada. E eles são péssimos de serem controlados, muito mais travados que qualquer outro personagem do game, mas essenciais para trazê-lo de volta à vida. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2ltYWdlcy9BTy0yMDE0LTA3LTE0LTIwLTIxLTQ2LTU0LmpwZw==[/img] A parte da mecânica que realmente chamava a atenção durante a divulgação do game era a que dizia respeito à livre possessão dos seus inimigos para usá-los ao seu favor durante a campanha. Apesar de não existir uma explicação eficiente dentro do jogo, a funcionalidade é bacana e bastante útil, pois lhe dá uma "vida extra" que vale mais que ouro. Cada um dos personagens fica com a sua própria barra de energia e é possível o revezamento entre herói e monstro. O jogo ainda conta com um sistema de evolução coletiva, mas que pouco consegui explorar, pois ao que parece os jogadores da versão console ainda não conquistaram certos objetivos que os que jogam no Steam já alcançaram - do tipo vencer o último chefe uma quantidade X de vezes e destruir aos poucos o emblema do warlock (isso pode ser acompanhado via Facebook). Abyss Odyssey é divertido, mas falta um polimento, algo que chame a atenção do jogador em geral. É um bom jogo, mas combate e plataforma funcionam como opostos desbalanceados. Enquanto o primeiro é equilibrado, afinado e bem trabalhado, o segundo é cru, sem imaginação e com poucos desafios para o jogador. [b]DO QUE GOSTAMOS[/b] + Dificuldade + Visual bacana + Combate interessante [b]DO QUE NÃO GOSTAMOS[/b] - Repetição de cenários - Design de fase pouco inspirado
Fonte: GameTV
AlbertZero
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