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Análise do jogo "Wolfenstein" para PC escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 7 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Sejamos sinceros, o primeiro Wolfenstein marcou não por sua jogabilidade brilhante, sacadas únicas e momentos de pura adrenalina, marcou por praticamente inaugurar uma tecnologia que viria a ser utilizada por algumas das franquias mais famosas dos anos noventa, como Doom, Quake e Duke Nukem. Em outras palavras, ficou famosa por ter definido o FPS, por ser o que tinha de mais avançado em sua época. Curiosamente, com este jogo que leva o mesmo nome, a simples e sucinta palavra Wolfenstein, sequência do excelente Return to Castle Wolfenstein de 2001, acontece justamente o contrário do que aconteceu com a primeira inspiração da franquia. O primeiro contato com o título da Raven tem que ser de expectativa bem dosada, pois o jogo, apesar de se infiltrar no campo minado que é o mercado atual de FPS, não pode ser o que chamamos de mais moderno quando o quesito é visual. Animação grossa, modelagem (em alguns momentos) barata e até mesmo a compressão descarada durante as cenas fazem você se sentir como se tivesse acabado de abrir a caixa de algum jogo que supostamente deveria ter sido lançado anos atrás, mas conseguiu ficar escondido, de alguma forma. Combine isso então com a dublagem desastrosa e as coisas começam a ir pelo ralo. Só que desanimar neste ponto é um engano, não um dos grandes, mas um engano sim. Apesar de se mostrar desleixado em visual e estética, e até em outros fatores que comentarei mais adiante, o jogo se preocupa em dar algo ao jogador o que muitos outros grandes títulos esquecem: adrenalina, empolgação, momentos que você realmente para e comenta: "Puxa, essa última cena foi realmente impressionante". Sobretudo combates com chefes, uma tendência que cada vez se mostra mais enterrada no gênero, mas mesmo assim se mostra mais forte do que nunca em Wolfenstein, a ponto do último chefe ser de fato o epítome da ação, quando você tem que pensar em tudo que já fez antes para derrotar o chefão final. E não, não vamos contar, ou o que seria dos nossos leitores que querem uma boa surpresa? Assim, o parágrafo acima representa literalmente o que poderíamos chamar de "fator redenção" do título, porque a ação em si não é mais do que mediana. Estamos falando de um shooter de corredor clássico sem nenhuma das evoluções contemporâneas aplicadas. Isso significa que você ficará sem sistema de cobertura, ou sem escorar-se em esquinas durante as trocas de balas. A única coisa que realmente foge do convencional é a habilidade de se entrar em um modo paranormal chamado Veil, que permite a nosso protagonista reduzir a velocidade do tempo, criar escudos, rebater tiros e interagir com seres de energia para que estes explodam os inimigos. Bem legal, mas no caso, essas habilidades de alguma forma me incomodam por se parecerem demais com as do FPS não tão famoso Ubersoldier, da Burut Software. Será que faltou criatividade ou identidade mesmo? Seja como for, o jogo aposta certo em suas armas, nas quais metade são as típicas armas de fogo da Segunda Guerra Mundial, enquanto outras parecem ter saído de uma mistura de Homens de Preto com Hellboy. Não precisa dizer qual lado diverte mais, ainda que, graça ao sistema de upgrade, que também se estende aos poderes do personagem, nunca uma arma se torna inútil, deixando a cargo do jogador escolher qual lhe cai melhor. Enquanto isso, os inimigos não são do tipo que dão trabalho por suas espertezas, mas pelo grande número que surge. Dos clássicos soldados aos mais perigosos magos, que se movem mais como ninjas e compensam sua fraca constituição com a capacidade de te matar em apenas dois golpes. Colocando um fim (mais uma vez) na ameaça nazista: Wolfenstein, embora falhe em diversos aspectos que jogo em primeira pessoa algum deveria se esquecer, mostra que há muito espaço para inovação e, mais importante, diversão, utilizando o bom e velho método convencional, com suas empolgantes batalhas contra os chefes de fase. Não vou dizer que a Raven mereça totalmente os parabéns, mas este é um jogo que pode fazer feliz a tarde chuvosa daquele que não busca apenas gráficos. [t1]Prós[/t1] Armas sobrenaturais são divertidas Batalhas incríveis contra os chefes Combate não inova, mas diverte [t1]Contras[/t1] História nula Jogabilidade repetitiva Gráficos deixam a desejar [b]Jogabilidade:[/b] 8.0 [b]Gráficos:[/b] 6.0 [b]Diversão: [/b] 8.0 [b]Som: [/b] 6.0 [b]Nota Final: [/b] 7.0
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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23 anos, Espírito Santo
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