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7.1

Análise do jogo "Resident Evil: The Darkside Chronicles" para Wii escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 7.1 de 10, enviado por Giordano Trabach,
A primeira aventura real de Resident Evil para Nintendo Wii até que foi interessante. Umbrella Chronicles serviu para principalmente duas coisas: reviver o clássico gênero on rail shooter, tão difundido os arcades dos anos 90, assim como lembrar fãs antigos da franquia (ou introduzir novos) pelos capítulos iniciais de Resident Evil. Só que na época faltou mostrar o tão amado Resident Evil 2 e sua sequência não tão amada assim: Resident Evil: Code Veronica. "Por que será?" Alguns perguntaram na inocência, e eis a resposta: Resident Evil: The Darkside Chronicles. Sim, como sua famosa mega-corporação fictícia, a Capcom já tinha tudo planejado desde o início, trazendo os dois capítulos que faltaram como complementos de uma história "inédita", que tentar mergulhar os seguidores da franquia ainda mais fundo em seus mistérios. O enredo tem seu início com Leon S. Kennedy, protagonista de Resident Evil 2 e Resident Evil 4, trabalhando em uma missão ultra-secreta do governo americano ao lado de seu antigo companheiro, Jack Krauser. Bem no meio da selva sul-americana, as ordens eram para localizar e prender um ex-narco traficante, que parece ter ligações com a agora extinta Umbrella Corporation. Como de praxe, no meio da exploração surge um zumbi, para depois aparecerem centenas de criaturas bizarras e uma menina que parece exercer algum tipo de poder sobre os monstruosos. Assim, é estendido o pano para que Leon conte para Krauser seu passado, assim como o de sua amiga e parceira Claire Redfield. Muito mais pensado, alguém que chegou a jogar o primeiro nota mais vontade da Capcom em traduzir a experiência Resident Evil para o gênero que é tudo, menos tenso. Desta vez as coisas são mais pausadas, os personagens (geralmente você e seu parceiro) conversam muito mais, andam devagar em áreas suspeitas e correm quando se vêem cercado. Você não tem mais controle da câmera, mas a falta é compensada pelas viradas bruscas quando um zumbi subitamente se joga nas costas do herói, ou pelos tropeços nos corpos jogados pelo chão durante uma frenética perseguição contra o poderoso Mr. X. A nova perspectiva ajuda o jogador a entrar muito mais na narrativa. Você enxerga seu parceiro cuidando como pode dos mortos vivos, o ajuda nos momentos de pânico e o auxilia conforme ele abre com cuidado uma nova porta à frente. Quer dizer, pelo menos quando se está jogando sozinho, pois de dois jogadores a coisa volta a ser como em Umbrella Chronicles, com os dois interpretando a mesma visão. Não é o tipo de coisa que compromete a diversão, mas jogando sozinho se tem aquela sensação de que o visual é mais completo. Tamanha imersão, porém, vem ao custo da precisão. Seus personagens estão constantemente em movimento, surpresos a cada segundos, eufóricos para tentar sobreviver. Isso significa que estão quase sempre tremendo e, como resultado, é quase que impossível se disparar um tiro certeiro. Pior ainda, o jogo não é exatamente fácil e cada investida inimiga tira um dano considerável dos heróis. Além disso, por mais que você acostume, a frustração fica por cota da tela se virar apenas quando você já tem um inimigo na sua cara, ou quando tem que acertar um chefe em um ponto fraco para impedi-lo de te matar. Isso poderia ser menos agravante se pelo menos seu companheiro te ajudasse com vontade, como quando se está em dois jogadores, mas não. Se você esperar para que seu ajudante faça algo, é aí que a morte chega ainda mais rápida. O que pode sim resolver parte dos problemas é um sistema de trava de mira, que equilibra a balança pelo menos durante os chefes, mas este funciona estritamente no nível mais baixo de dificuldade. Visualmente o jogo surpreende em momentos que você não espera, bem como os "sustos" que ele tenta dar no jogador. Nem todos os cenários são belos, mas alguns se superam de forma que você nunca imagina, como o fatídico corredor da delegacia. ?? uma mistura de detalhamento, efeitos de luz e até trilha sonora que realmente te faz invocar as melhores memórias da franquia da Capcom... Isto é, contando que você já a tenha jogado em seu tempo, claro. Caso contrário, bom, é bonito de qualquer jeito. A dublagem fica no mesmo nível de Umbrella Chronicles, embora devemos ressaltar que a escrita da série melhorou em geral. Enquanto os diálogos ainda sejam típicos de filmes de zumbis (entenda-se por: "Oh, é um monstro!"), o dito esforço dos designers para tornar a experiência mais imersiva se refletiu também no script e na trilha sonora, com falas e arranjos que casam um pouco mais com a tensão do momento. A história sem fim continua: Mas pelo menos, Resident Evil: The Darkside Chronicles explora a milionária franquia da Capcom da forma certa. A idéia de conduzir a perspectiva como se esta realmente fosse a visão do personagem é excelente, mas podiam ter arrumado uma forma da câmera não tremer e balançar tanto. Quem odiou A Bruxa de Blair ou Cloverfield: O Monstro que o diga. Vale a compra, mas só se você for fã mesmo, senão, basta um fim de semana chuvoso para ver tudo que Darkside Chronicles tem a oferecer. [t2]Prós[/t2] [list]Modo campanha caprichado Multiplayer divertido Enredo divertido de se acompanhar Alguns sustos bem colocados[/list] [t2]Contras[/t2] [list]Câmera treme demais Alguns sustos mal colocados AI de seu companheiro é patética[/list]
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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