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7.7

Análise do jogo "Overlord II" para PS3 escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 7.7 de 10, enviado por Giordano Trabach,
[t1]Apesar de tropeçar bastante, Overlord II diverte com seu humor[/t1] Há dois anos, quando Overlord apareceu pela primeira vez e os consoles atuais ainda engatinhavam, contemplamos uma idéia original e divertida, mas que se perdia um pouco na aplicação. O primeiro jogo do maldoso vilão estilo Sauron para Xbox 360 e PC (posteriormente ganhando uma versão melhorada para PS3) caiu diferente de todos os jogos da época, combinando estratégica, contos de fadas e aquele humor negro mais leve, do tipo que não ofende quase ninguém. Se fez sucesso, não deu para saber, pois nunca vi a Codemaster soltar números da franquia, mas o que importa é que o mal sobreviveu. Overlord II traz um novo Senhor do Mal como protagonista, mas você não notará muita diferença. Após uma derrota humilhante para os heróis e seus exércitos, os cômicos Minions, capangas que parecem uma mistura de goblins com os Gremlins do cinema, aguardaram por muitos anos até que pudessem encontrar um novo ser maligno digno de ser chamado de Overlord - você. Sendo assim, você parte em uma jornada para reconquistar tudo que seu antecessor perdeu, leia-se, o mundo. Dá introdução ao tutorial, e um pouquinho mais para frente, seu contato com o jogo é bem simplório, a ponto de você pensar que o título mereceria mais o nome de Overlord 1.5 do que Overlord II. Veja bem: correr por aí comandando criaturinhas de forma estratégica, enquanto elas pilham casas e destroem seus inimigos, é algo divertido, mas você já fazia isso no primeiro, aliás, só fazia isso praticamente. Mas não se preocupe, embora este continue sendo o núcleo da ação, as coisas mudam, muda tanto que arrisco dizer que a variação é um dos pontos fortes de Overlord II. Conforme você restabelece seus poderes, mais problemas e inimigos vão surgindo, como os elfos, retratados no jogo como hippies naturalistas; ou o glorioso Império, um híbrido entre Romanos e Gauleses que dominam o mundo e guardam sua paz. Assim, novos tipos de missões caem na mão do Sr. Overlord, conforme você completa seu exército com os quatro tipos de minions existentes. São eles: os marrons, especializados na batalha corpo a corpo; os vermelhos, que controlam chamas; ou azuis, que dominam a magia; e, por fim, os verdes, sorrateiros do grupo. Alguns objetivos mais memoráveis, outros nem tanto. Desta vez você pode arrumar montarias para seus engraçados capangas, cada qual com seu tipo único. Por exemplo: os marrons montam lobos selvagens, enquanto que os vermelhos salamandras de fogo, elementos que mudam a estratégia totalmente, tornando ataques, antes considerados suicidas, possíveis, como jogar todos seus minions em meio ao campo inimigo. Você também chega a controlar máquinas de destruição em missões que envolvem demolições de bases inimigas e até mesmo coordena uma infiltração furtiva, numa das melhores cenas, quando o Overlord entra no corpo de um minion verde, para invadir um forte do Império, se esgueirando por muros no melhor estilo Metal Gear. Em meio a tantas boas idéias, é difícil crer que mesmo assim o time responsável pelo desenvolvimento tenha tropeçado nos mesmos problemas do passado, coisas como o fato do Overlord ser um total zero a esquerda se não fosse por seus capangas, algo literalmente frustrante, já que você controla o Senhor do Mal. Habilidades super-poderosas, nesse caso, seriam bem vindas, não em todos os momentos, para não estragar a estratégia do jogo, mas em determinadas seqüências. Outra controvérsia é o próprio sistema de câmera. Olha só, o jogo é até que bem bonito, cenários brilhantes, verde abundante e construções que fazem aquele mesmo estilo "conto de fadas macabro" de Fable, mas do que adianta tudo isso se metade dos detalhes você não pode ver? Ajustar os ângulos de visão é algo impossível em Overlord II, é mais fácil aceitar que o jogo decide para onde você deve olhar e pronto. A coisa só piora quando tal atrapalha nos combates, não é sempre, mas acontece. Ainda mais porque o sistema de mira do jogo também é falho, tanto que muitas vezes você acaba atacando algum cidadão que não gostaria quando tudo que queria era dar uma espada em um barril. Mas, voltando ao que é bom, a parte sonora do jogo é definitivamente inspirada, sobre tudo na dublagem. Embora o protagonista seja totalmente silencioso, qualquer outro personagem, principalmente os minions e seus urros esganiçados, são divertidos de se ouvir e ajudam a estabelecer o clima todo ácido do jogo. O único ponto fraco mesmo é que há poucas faixas de diálogo, no que resulta você ouvindo a mesma frase várias vezes, mas por incrível que pareça, não chega a irritar. Tentando dominar o mundo mais uma vez: Overlord II melhora bastante em relação ao primeira tentativa da Codemasters, mas também engasga com as mesmas armadilhas do passado. Não muda o fato de que o humor e a ação do jogo ainda agradam, mas deixa a compra recomendada apenas aos que realmente são fãs desse gênero híbrido entre ação e estratégia. Aos demais, o aluguel do jogo (se é que isso ainda existe) facilmente divertirá seu fim de semana chuvoso. [t1]Prós[/t1] Variedade de missões Cenários bem construídos Humor na medida certa [t1]Contras[/t1] Sistema de câmera travado Mira tende a falhar bastante Poucas falas para seus minions
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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