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Análise do jogo "Madworld" para Wii escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 8 de 10, enviado por GameVicio,
[b]Cinco horas de muita violência e pouco caso pela vida humana[/b] Violência gratuita? Piadas infames envolvendo sexo? Carnificina animada? Explosões sanguíneas exageradas? Sim, é tudo o que você não espera de um jogo para Nintendo Wii. Mesmo assim, contrariando todas as regras, MadWorld chega como um verdadeiro prego nos pés dos puritanos. Porém, não adianta só fazer diferente, o jogo tem que ser legal de se jogar - e será que isso, o projeto de Atsushi Inaba (Okami, Viewtiful Joe), leva a sério? Continue lendo. Em um mundo distorcido, existe uma cidade chamada Varrigan. Esta não é qualquer uma, é lá que ocorre o chamado "Death Watch", um programa de televisão insano no qual os integrantes querem se matar a todo custo. Ao contrário do Big Brother, lá o animosidade é aberta, e quando sobra apenas um, é porque os outros foram literalmente eliminados, ou seja, mortos. ?? aí que entra Jack - o silencioso anti-herói tem um problema com o dito Black Baron, manda chuva do local, e pretende resolver isto como no velho oeste. A primeira impressão de MadWorld é definitivamente única. Você não sabe o que assimila primeiro: os gráficos inteiramente renderizados em preto e branco; a banalidade com que cabeças, braços e até genitálias são arrancadas; o nível de sangue que jorra de seus alvos; os comentários sempre maldosos dos narradores (Greg Proops e John DiMaggio); a trilha sonora mista de Hip Hop com eletrônico, sempre contrastando a ambientação; ou mesmo a postura diferenciada do protagonista. Jack é um cara legal e você não vai se arrepender de tomar as rédeas dele, mas em alguns momentos ele força a barra demais na crueldade. Essa dualidade toda é interessante. E o próprio visual do jogo reflete um tipo de dualidade também. Sendo um jogo inteiramente em preto e branco, não há como não enxergar as coisas de uma forma nova, coisas que antes pareciam menos relevantes ganham agora mais forma, e vice versa. O ponto fraco disso é que, como especulado, muitos ficarão com a vista cansada, ao ponto de, após algumas horas, começar até a deixar de perceber itens e outros objetos importantes dos cenários. Talvez é justamente por isso que o jogo não exige muito tempo de seus jogadores. As missões são todas cronometradas (não queria saber o que acontece se o tempo acaba) e você sempre tem a chance de salvar após tais. De fato, MadWorld torna-se mais divertido quando jogado pausadamente, pois, embora altamente inventiva e original, a jogabilidade não é variada. Você se impressiona na realidade pelo nível da violência, ainda mais que o jogo recompensa você quanto maior a crueldade dos golpes. Embora as missões se resumem a atravessar os cenários dando cabo de todos no caminho, as muitas formas - seja arremessar um camarada em um muro de espinhos ou impalar um poste de transito pela boca do infeliz - acabam sempre mantendo o sentimento de novidade. Então, sabendo que a jogabilidade funciona, resta-nos saber dos controles, afinal, não precisa ser um especialista para reconhecer que o Wii não foi feito para este tipo de ação. Direcionar seu ataque, assim como o personagem, é tarefa simples, os comandos mesmos só irritam um pouco durante as finalizações. O jogo, como outros antes, obriga você a fazer movimentos com o controle para ter sucesso em suas investidas, ou seja, esteja você retorcendo uma serra elétrica pelo intestino de um inimigo ou esmagando seus braços com um enorme barril, você terá que chacoalhar ou fazer algum gesto com o Wiimote para validar o movimento. Aí você já sabe: Poucas coisas são tão divertidas na trigésima vez como na primeira. Se tivesse que apontar a maior sensação do jogo, sem dúvida estarei falando da seqüência contra os chefes de fase. Elas são diferenciadas, no clássico "ache o ponto fraco e destrua", mas a irreverência e o ambiente dão um toque todo único à experiência. A parte triste é que a herança hardcore de MadWorld pode acabar irritando os menos experientes no gênero beat'em up. Pois basta morrer uma vida para você começar a fase inteira novamente e, enquanto elas em si não sejam compridas, repetir o mesmo processo diversas vezes naturalmente desencoraja os menos ávidos. Após o banho de sangue: MadWorld abertamente não é mais um jogo para a família feliz que se diverte com o Wii. O selo "17+", assim como a capa sanguinária, fazem questão de deixar isto bem claro. São cinco horas (sim, o jogo é curto) de muita violência e pouco caso pela vida humana, que compensa a compra (supondo que você tenha idade suficiente) justamente por não haver nada igual no console da Nintendo. O jogo se justifica com uma jogabilidade progressiva que inspira o jogador a tentar sempre algo diferente (e mais sádico) contra seus inimigos, garantindo um replay bastante natural. Aproveite este bem, pois sabe-se lá quando surgirá outro. [t2]Prós[/t2] [list]Design inovador Sistema de combate divertidíssimo Violência chega a ser cômica Comentários hilários[/list] [t2]Contras[/t2] [list]Só cinco horas? Chacoalhar o Wiimote cansa com o tempo Refazer as fases caso morra em um chefe[/list]
Fonte: GameStart
GameVicio
Enviado por GameVicio
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