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4.6

Análise do jogo "Ju-on: The Grudge" para Wii escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 4.6 de 10, enviado por Giordano Trabach,
[t2]Ju-On: The Grudge é o clássico caso "idéia boa, aplicação péssima"[/t2] Você já deve ter ouvido falar de The Grudge antes, ou O Grito, como é conhecido por aqui. O filme, como muitos outros, surgiu na onda criada após a versão americanizada de The Ring (O Chamado) marcar nos cinemas como o "medo" do momento. Independente de você ter visto o filme ou não, deixe-me dizer, ele tem sim seus méritos, sobretudo, quando seus seres sobrenaturais decidem dar o ar da graça. Como a história trata da força sobrenatural criada pelo ódio de alguém assassinado injustamente, assim que o jogo foi anunciado me veio à cabeça que o que viríamos seria um survival horror nos moldes do cultuado Fatal Frame, porém, que respeitasse o universo do filme. Só que não, não é isto que acontece. Ju-On: The Grudge é, na verdade, um simulador de casa mal assombrada. Não, você não leu errado. Esqueça quebra-cabeças, esqueça sistema de combate e até enredo, o jogo é literalmente um passeio. O que não quer dizer que você não levará sustos, claro, mas com o tempo tudo vai ficando manjado até que não sobra nada, nem mesmo diversão. Para você ter uma idéia, esse tempo que eu citei não é muito mais que 40 minutos, porque, caso ainda não tenha suspeitado, o jogo não dura nem duas horas direito. E então você deve estar se perguntando: "Mas o que eu faço especificamente?" Bom, você anda, e só. O desafio de Ju-On é sobreviver por uma série de corredores e salas escuras. O desafio real é impedir que a bateria de sua lanterna acabe, caso contrário, aí que os espíritos e aparições fazem a festa. Vê só que ridículo? Um ser sobrenatural super poderoso fica lá, parado, sem fazer nada, só esperando a pilha de sua infeliz lanterna acabar, aí sim ele ataca. Sendo assim, você tem que ficar na busca constante de novas baterias para sua lanterna, enquanto encontra chaves que permitem a você passar para novas salas e consequentemente escapar. Sem palavras para isso, eu sei. Quem foi o animal que pensou em uma idéia tão... tão sem sal? Para não dizer outra coisa. A salvação são os momentos que o jogo resolve dar sustos em você, são mãos que te agarram do nada, imagens que piscam forte na sua cara, sons assustadores que ecoam por corredores e marcas de sangue que vão ficando mais forte com seu aproximar. Apesar de o jogo ser um festival de serrilhado, o visual escuro (que ajuda a maquiar a texturização falida) em conjunto com a excelente modelagem de alguns inimigos sabe convencer. O único problema é aquilo que eu já citei: na segunda fase você já viu tudo, até que se torna manjado e consequentemente tedioso. E estou contando que você não ligue para a jogabilidade imprecisa, porque o ato de direcionar a câmera em The Grudge em si já é duvidoso. Você faz isso simplesmente direcionando o Wiimote para onde quer, mas uma vez a câmera se movimenta rápido demais, outra lento demais, e noutras nem chegar a se movimentar ela chega. Pelo menos ela funciona nos momentos cruciais, que são os ditos no parágrafo acima, quando você tem que chacoalhar o controle com toda sua força para que as aparições não levem sua vida. São nesses momentos de tensão que a trilha sonora brilha, tanto nos que precedem o susto, quanto durante. São trechos que misturam efeitos e músicas diretamente vindas do filme, que só não merecem uma nota maior lá em cima porque, como o jogo todo, se repetem tanto que na sexta vez já não tem mais aquele efeito esperado. Bem longe de tirar gritos do jogador: Ju-On: The Grudge é o clássico caso "idéia boa, aplicação ruim". Embora eu não tenha demonstrado, o conceito de simular uma casa mal assombrada realmente soa como algo interessante para mim, ainda mais se utilizando das mecânicas interativas do Nintendo Wii. O problema é que o título da Feel Plus passa longe de sequer simular algo, descendo goela abaixo como uma experiência breve, repetitiva e, pior de tudo, sem propósito. Geralmente comento que por pior dos casos, há sempre aquele fã que irá gostar do jogo em questão, mas deste não posso dizer nem isso. Que sabe da próxima? Ou não. [t2]Prós[/t2] [list]Fantasmas até que bem modelados Todo o clima criado pelo jogo[/list] [t2]Contras[/t2] [list]Jogabilidade fraca Sem objetivos Visual datado Repetitivo Termina em menos de duas horas[/list]
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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