.
4.3

Análise do jogo "James Cameron's Avatar: The Game" para PC escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 4.3 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Se você parar e observar o novo e alardeado projeto de James Cameron, Avatar, não será um, mas muitos elementos que achará em comum com alguns dos melhores jogos do mercado. Temos um planeta sem lei, uma raça alienígena, o conflito de interesses, o descobrimento de uma nova habilidade e efeitos visuais deslumbrantes. Sério, dê essa receita na mão de, digamos, uma CryTek, que eles voltam com um novo Crysis. Nessa proximidade, os amigões lá da Ubisoft clamaram que vinha por aí aquele jogo mitológico de filme, sabe? Praticamente uma extensão do cinema e, em alguns aspectos, até melhor. A velha história do "estamos trabalhando com os produtores do filme para garantir esta qualidade". Balela! E das grandes, para não falar outra coisa, se é que você me entende. Então é assim: Você é apresentado ao jogo e tem uma vaga ideia de que existem os humanos e os Na'vi. Humanos, como sempre, buscam novos recursos. Eles chegam ao planeta natal dos Na'vi, chamado Pandora, e querem tudo. Contrário aos opressores, os Na'vi só querem ficar em paz, mas, obviamente não dá, e assim o pau quebra sem precedentes. Até que os humanos aprendem a criar o tal Avatar, um sistema que os possibilita controlar uma forma similar as do Na'vi. Você, como Ryder, que pode ser tanto um cara quanto uma garota, é quem domina o Avatar, mas ao invés de usar isso contra os azulados pacíficos, ele acaba os entendendo muito melhor. Meigo, não? Assim, você tem a oportunidade de viver o jogo pelos dois lados, que, na teoria, transforma o título em dois jogos em um. Só que na prática, ainda que o jogo seja sim bastante diferente de um lado para o outro (incluindo armas, inimigos e fases), eu duvido que alguém em sã consciência vá suportar as 15 horas que somam ambas as campanhas. ?? tedioso, previsível, repetitivo e você tem que aguentar em algumas fases os piores controles de veículos que pude ver nos últimos tempos. Nem mesmo pela história você persiste neste, pois, embora eu tenha dedicado boas linhas ao enredo, o jogo em si não faz nem metade. Ele deduz que você simplesmente saiu empolgado após uma alegre sessão de cinema e já sabe tudo sobre o universo. ?? triste e diminui ainda mais as suas chances de se divertir. A menos que, sim, você tenha saído da sessão em um surto de amor por tudo que seja chamado Avatar. Assim se instala a bagunça. Os cenários são até bonitos, a animação dos personagens também, mas o padrão que o jogo segue simplesmente te cansa. Você consegue novas armas, não importa com quem joga, mas elas não dão aquela sensação de que farão aquela diferença na ação. Isso chega ao ponto de, por exemplo, alguém que joga do lado dos Na'vi dificilmente trocará o básico arco e flecha por algo mais. E, bom, eu já comentei dos veículos, não? Ah, mas vou detalhar de novo, você tem que saber com detalhes o quão patéticos, ridículos, falidos... Ok, preciso me controlar. Certo, agora sim. Os veículos são a maior decepção do jogo. Sabe por quê? Porque quando eles surgem parece que vão salvar o jogador do tédio, mas contrariamente são justamente eles que o mergulham em trevas. Dos humanos eu nem falo, é o clássico repertório sci-fi, agora, do lado dos Na'vi, a coisa é ainda mais infeliz. Porque você descobre os banshee, as criaturas voadoras que injetam uma dose cavalar de esperança no jogo, só para descobrir a definição do que é controle ruim. A câmera gira, você sempre acerta tudo que tem pela frente, fazer uma curva exige um baita esforço e, o pior, a animação dos infelizes é feia para diabo. Que brincadeira é essa, Ubi? Frente a tanta nojeira, você provavelmente nem reparou que a dublagem é totalmente sem vida. A impressão que se dá é que o cara leu o texto enquanto estava no banheiro ou prestando atenção em um programa de televisão. O tipo de coisa que te faz agradecer por não haver tanta narrativa assim no jogo. Acredite, para chegar nesse ponto, a coisa é feia. O resquício de originalidade se mostra na forma do chamado Conquest Mode, um modo paralelo ao modo campanha no qual você vai através das Fast Travel Stations, uma espécie de waypoint entre as áreas do jogo. Tal modo injeta uma espécie de jogo de estratégia em turnos, no qual você pode comprar unidades e armamentos com o dinheiro conseguido no modo campanha. Depois os usa para literalmente conquistar territórios, que por si garantem bônus ao seu personagem quando ele for passar pela determinada área. Decidindo uma guerra: James Cameron's Avatar é a uma das piores formas de se passar seu final de ano. Sim, pior do que a programação da Globo. A ausência da boa e velha coesão só não se faz pior porque a jogabilidade complementa o desespero que é o jogo. Enquanto boas idéias (Conquest Mode) surgem no meio do turbilhão de excremento, nada justifica aguentar esta tortura por mais de duas horas. Se você saiu empolgado do filme ou conhece alguém que saiu, impeça-o de pegar este jogo. Acredite, é para o seu próprio bem. [t2]Prós[/t2] [list]Dois jogos em um? Gráficos até que prestam O modo Conquest é inteligente[/list] [t2]Contras[/t2] [list]Repetitivo. Repetitivo. Repetitivo História ridícula Qualidade da dublagem é abismal Nem me lembre dos veículos Citei que é repetitivo?[/list]
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
Membro desde
23 anos, Espírito Santo
label