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Análise do jogo "Need for Speed: Undercover" para PC escrito por GameHall

Escrito por GameHall, nota 6 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Todo ano é a mesma coisa, mais um Need4Speed. Depois do desastroso ???NFS Pro Street??? que tentou colocar um pouco de simulação à série, perdendo o foco completamente, o jogo volta às origens, ou pelo menos tenta. NFS Undercover se fosse uma expansão para ???Need For Speed Most Wanted??? não causaria tanta revolta nos fãs que habitam nos fóruns virtuais agora mesmo protestando contra o jogo. Difícil agradar todo mundo, a EA sabe bem disso, mas verdade seja dita, apesar de estar com o "filme queimado" entre os hardcores, a franquia ainda chama a atenção. Em Undercover ocorreu uma simplificação total da série, se baseando em ???Most Wanted???, com um enredo "diferente". Por isso que eu digo, fosse uma expansão de ???Most Wanted??? ninguém estranharia. Cenários, carros, gráficos e até mesmo o lance de ???história??? com filminhos e atores reais, tudo remete ao antigo game. Ao colocar o game no drive e jogar duas partidas, o jogador vai se sentir enganado, pois a primeira impressão é que ???riparam??? o game original e embalaram como se fosse um jogo novo. Será que vale a pena experimentar mais esse NFS? [t1]Conheça seus inimigos[/t1] A história do game se baseia totalmente no primeiro filme da série "Velozes e Furiosos". Você é um agente disfarçado, e deve ganhar a confiança dos chefões das corridas ilegais, subindo de nível entre as gangues, provando seu valor, fazendo amizades, e até mesmo as esperadas reviravoltas na história. Ou seja, nada de novo, e o que parece é que a EA quer aos poucos justificar as corridas ilegais, possivelmente prevendo críticas ao sistema por parte de órgãos de classificação e congêneres. Em Pro Street tentaram ???legalizar??? as corridas e deu no que deu. Querendo ou não querida EA, vocês sabem que a história com ar canastrão de Most Wanted, apesar de ridícula, diverte à beça justamente por não se levar a sério. ?? o carinha querendo impressionar a namorada e vencer as corridas e pronto, não precisa mais do que isso. Aqui em ???Undercover??? essa tentativa de deixar o enredo mais pesado, envolvendo artistas de Hollywood como a bela Maggie Q. (de Duro de Matar 4.0) não colam muito, ainda mais reciclando enredo de filmes de quatro anos atrás. [t1]Pegas de tirar o fôlego[/t1] A cidade de Undercover é muito bonita, e enorme. Você vai se surpreender com o tamanho do mapa, e assim como em Most Wanted, você pode andar à vontade pelas ruas, e usar o GPS para pular diretamente para os ???eventos???. O problema é que apesar da grandeza, a cidade é completamente vazia. Se fosse na época do PS2, entenderíamos e o clima não seria quebrado, como foi nos antigos ???Undergrounds???. Mas em plena era de jogos com feelings tão próprios e com o trabalho primoroso que a Rockstar fez em ???Midnight Club: Los Angeles??? em tentar popular uma cidade virtual, vemos que ???Undercover??? peca em criar o clima na cidade de Tri-City Bay. Além das corridas normais, temos de volta as perseguições da polícia, e o evento que você deve criar o maior número possível de danos para o estado. Além deles há o ???Highway Battle??? em que você tem que ficar à frente do seu adversário durante certo tempo, geralmente pouco mais de trinta segundos, até menos, isso em uma rodovia lotada de carros (aqui sim há um número maior de veículos). Conquistando a confiança dos "chefões" das corridas ilegais você será escalado para certas ???missões??? que se resumem a levar um carro de um ponto a outro do mapa, só que a polícia vai estar ao seu encalço durante o tempo todo, e você não poderá deixar o carro ser danificado. ?? um pouco mala, mas com o tempo e prática, você consegue enganar a polícia. E os danos estão presentes, só que tirando essas missões especiais, na maioria do jogo são meramente cosméticos. O modo online se resume aos mesmos presentes no modo história, com uma pequena adição, o ???Cops and Robbers??? em que os jogadores são divididos em times de ???polícia e ladrão???, e a perseguição corre solta. ?? interessante mas cansa com o tempo. [t1]Customizando seu carro[/t1] Vamos nos concentrar no ???hardware???. O ???tunning??? está de volta, mas nada de novo, e as ferramentas para mexer no carro são as mesmas de ???Carbon???. Como disse antes, tudo foi simplificado, não existe aquela ramificação extensa de peças que tínhamos em outras versões, e dá pra subir o ???carro de nível??? comprando até 3 kits prontos. Até que dá pra mexer em uma coisinha aqui e outra alí, mas você não vai sentir diferença nenhuma nas pistas. Já a parte estética melhora um pouco, mas novamente é o mesmo sistema de ???Carbon???, você mexe nas partes com o ???autosculpt???, compra peças aqui e acolá até deixar o carro do jeito que você imaginava em seus sonhos. Dá pra colar vinis, inclusive até bandeira do Brasil, presente desde o ???Most Wanted???, entre outras coisas. Ou seja, aproveitaram tudo que tinha nos antigos, se é pra agradar aos fãs antigos da série, levaram isso à sério. São mais de quarenta carros disponíveis, e temos desde os possantes e belos carros europeus e japoneses, até aqueles ???american muscles??? da vida, que vieram diretamente (e novamente) de ???Carbon???. A jogabilidade é simples, é fácil de manusear os carros, além da sensação de velocidade típica da série. Fácil também deixar seus oponentes pra trás. A polícia então, só não é mais burra por falta de espaço. O problema é que não será difícil você estar vencendo uma corrida, deixando seus adversários bem atrás, e de repente por uma infelicidade ou cruzamento com algum carro (alguém se lembra das vans fantasmas de Underground?), de repente você vai ver seus adversários te passarem segundos antes da linha de chegada. ?? bizzaro, e aí que entra o sentimento de estar jogando um ???Need Mario Kart???. Ao invés de trabalhar na inteligência artificial, a EA deixa que a máquina vença roubando. Talvez seja uma maneira de compensar a péssima IA. Mas é uma bola fora. [t1]Nissan 370Z debuta no game[/t1] Os gráficos alternam entre belos momentos e serrilhados até falar chega. Se você jogar muito perto da TV (estou falando caso seja uma HDTV) vai ficar pasmo com o tanto de serrilhas e escadinhas que aparecem. Se afastando um pouco da TV tudo melhora. As texturas do asfalto estão em alta resolução, o céu tem um bonito efeito do sol (além do efeito das nuvens), e os reflexos nos bólidos são bonitos de se ver. Alguns carros tem modelagem perfeita, outros deixam a desejar, talvez até por causa das serrilhas. O problema maior é a taxa de quadros, muito inconstante para jogos do gênero. Existem também muitos pop-ups, aqueles defeitos de renderização que demoram a aparecer o cenário, e algumas vezes ocorreram travamentos quando tentei passar de um lado à outro da cidade. As músicas são menos inspiradas do que nas outras versões, com ritmos latinos, rock e o destaque aqui vai para a trilha eletrônica, que combinou bem com o estilo do jogo. O som dos carros é genérico, sem grandes destaques. Os filminhos foram bem editados, com qualidade razoável, e o fato de ser HD dá pra ver algumas coisas interessantes como o excesso de maquiagem na Maggie Q. (hehe, é engraçado senão fosse trágico). [t1]Conclusão:[/t1] Need For Speed Undercover marca o retorno da série às corridas ilegais. O problema é que a fórmula que usaram é velha, pois é basicamente a mesma coisa de Most Wanted, com história ainda menos interessante que não prende o jogador. A palavra de ordem é simplificação, o que pode irritar fãs antigos da franquia. A mecânica de jogo é até competente, e vai divertir até certo ponto, apesar da inteligência artifical terrível. No começo tudo é sofrível, e demora a engrenar, mas até que vale a pena dar uma chance ao game. Só não vá correndo esperando muita coisa, é a corrida arcade de sempre, sem nenhuma novidade.
Fonte: GameHall
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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