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6.5

Análise do jogo "Up THQ" para PSP escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 6.5 de 10, enviado por marped,
Disney e Pixar significa, geralmente, boa qualidade. A união das duas empresas, na grande maioria das vezes, é responsável pela criação de excelentes filmes animados, dos quais podemos citar o clássico máximo Toy Story, outros de grande sucesso como Procurando Nemo (a maior bilheteria da Pixar nos EUA), o divertido Monstros S.A., além de outras produções mais recentes, como o emocionante Wall-E, o robôzinho catador de lixo. Entretanto, a mais nova produção do estúdio difere da ficção científica, ou de brinquedos falantes, ou de simpáticos peixinhos. Up - Altas Aventuras conta a história de Carl Fredricksen um senhor de idade que está para ser despejado de onde mora por conta de obras da construção civil. Acontece que Carl viveu na mesma casa desde que casou com sua amada esposa, Ellie. Lá, quando criança, o Sr. Fredricksen brincava de "ser aventureiro" em meio a destroços e uma casa até então desarrumada. Por conta disso, a ligação emocional com o local é grande, e o atual morador não irá abandoná-la tão cedo. Acontece que, para piorar as coisas, Fredricksen é sozinho, pois Ellie faleceu há algum tempo. Com isso, ele tem a ideia de cumprir uma das promessas que fez à jovem senhora e levá-la em uma aventura, mesmo que ela não esteja presente pessoalmente. Assim, o senhor de idade tem a brilhante sacada de amarrar sua moradia em uma grande quantidade de balões de hélio. Realidade à parte, a casa levanta voo e parte em direção à aventura de Fredricksen. O que ele não esperava era carregar consigo uma presença inesperada. Russell, um escoteiro-mirim, adentrou em sua varanda antes da casa subir, e agora se vê obrigado a acompanhar seu novo amigo idoso na saga. Up estreou nos cinemas americanos há alguns meses e chegou ao Brasil recentemente. Como não poderia ser diferente, as salas lotaram e todo o público se emocionou novamente com mais um conto que só a Pixar poderia levar às telonas. A história, como sempre, é tocante e traz uma bela mensagem para pessoas de todas as idades. Entretanto, ainda que seja mais uma obra-prima do cinema animado, Up não deixa de ser um produto capitalista, feito para vender e arrecadar ganhos ao estúdio. Afinal, todo mundo precisa de uma grana para viver, né? Por conta disso, o filme já rendeu uma série de produtos de marketing, além da trilha sonora, livro de figuras, e os futuros DVD e blu-ray, repletos de extras para fazer a alegria dos fãs. E é isso, obrigado por ler mais esta análise... Ok, brincadeirinha, mas antes fosse verdade. Up também foi parar nos games, como um jogo oficial de filme, o que, geralmente, indica má qualidade. A aventura de Fredricksen gerou um título lançado para todas as plataformas da atualidade, mas vamos conhecer um pouco mais da versão de PSP. Afinal, o que mais combina com viagem ??? o mote do filme - do que um portátil, certo? No PSP, Up: The Videogame tem tudo o que existe nas outras versões. A aventura é a mesma, as fases são parecidíssimas, os personagens, dublagem e trilha sonora idem. A diferença fica por conta dos gráficos e da jogabilidade que, de certa forma, é o que importa em um game. Uma pena que não podemos elogiar este ponto. O primeiro problema está na completa ausência de multiplayer. Enquanto nos consoles é possível jogar com outra pessoa em um modo cooperativo, no PSP esta funcionalidade foi limada. Durante as fases, você controla Carl e Russell, alternando quando bem entender através do botão quadrado. Com multiplayer, a coisa ficaria mais ou menos como nos games Lego (Lego Star Wars, Lego Indiana Jones, e por aí vai), com cada jogador sendo um dos personagens da dupla. Acredite, teria sido bem melhor assim, pois a inteligência artificial é muito ruim. Você irá optar mais por controlar cada personagem separadamente do que esperar uma boa atitude do seu companheiro robótico. O multiplayer só esta presente mais para frente, em outro local do jogo, logo voltaremos neste ponto. Em geral, como falamos anteriormente, a jogabilidade se assemelha muito aos games Lego, ou seja, dois personagens constantes na tela, cada um com habilidades próprias que servirão para auxiliar o outro em determinadas partes do cenário. Fredricksen, por exemplo, pode subir em plataformas mais altas graças à sua bengala, e assim ajudar Russell a subir também. O escoteiro, por sua vez, pode jogar uma corda retirada de sua mochila para que Carl atravesse o paredão de um penhasco. Contra inimigos, cada um também é útil à sua maneira, como o espelho que reflete o sol em animais ou um aparelho de surdez que emite um fino ruído que espanta diversos bichos da floresta. Há alguns itens que só podem ser coletados por um ou por outro, como borboletas (Russell) e retratos de família (Fredricksen), cada um liberando um bônus no menu principal do título. Além disso, existe ainda um tipo de mini-competição, com insetos encontrados nos estágios. Enquanto o jovenzinho quer coletar todos e guardá-los, Carl pretende esmagá-los por serem repugnantes. Você sempre irá competir contra o computador para ver quem esmaga/coleta mais insetos, o que pode render mais extras, mas, novamente aqui, o multiplayer fez falta. A saga de Up: The Videogame, segue de perto a história do filme, com pequenas variações e mais ameaças do que as encontradas nos cinemas. No jogo, você irá encontrar praticamente toda a fauna do local para tentar atrapalhar sua viagem. Alguns deverão ser derrotados, outros evitados, e ainda outros presos em armadilhas. As ameaças são jogadas interessantes para adicionar mais desafio ao jogo, já que, se seguisse fielmente o que é visto nas telonas, não teria lá muita graça. Digamos que funcionou bem no cinema, por conta da profunda história e da relação entre os protagonistas, mas como produto de videogame não teria dado certo. Entretanto, ''morrer'' no jogo é impossível. Ao ser atacado por um animal ou cair de um penhasco, você perderá energia, mas seu personagem ficará ''fraco'', o que o deixa lento e sem forças para se agarrar em uma corda ou se pendurar na beirada de uma subida. Assim, é necessário coletar frutas para recuperar energia, e tal alimento está espalhado em praticamente todas as telas do jogo. Certo, o game é mais direcionado para crianças, mas não é por isso que deve ser extremamente facilitado, né? Estão subestimando nossos filhos?! Os estágios, ao menos, são criativos, e bem variados, o que não deixa a jogabilidade chata, apesar dos controles serem definitivamente truncados e sem resposta precisa. A principal aventura irá se desenrolar através do gênero plataforma 3D, onde você precisa avançar pela fase pulando de lá para cá, mas há outros tipos. Tem níveis de ''corrida'', onde os personagens sobem em um tronco de madeira para atravessar um rio remando; há um de fuga, onde você deve fugir de animais que te caçam; temos fases com a companhia da casa voadora, onde, amarrados à moradia, seus personagens poderão altar mais alto entre largos desfiladeiros; e, por fim, fases aéreas, onde você controlará um mini-avião, lutando contra inimigos no ar. Fora da aventura principal, o jogo traz uma boa quantidade de extras, como artes em alta resolução, espécies de borboleta coletadas por Russell, retratos da vida de Carl, e outros colecionáveis. Existem também mini-games que podem ser jogados com outro jogador, e só aqui está o multiplayer do jogo, totalmente sub-aproveitado. Os mini-games, na verdade, são partes da jornada principal reprisadas, como a corrida no rio ou a subida de paredão. Por fim, o jogo não chega a ser longo, mas também não apresenta uma aventura que pode ser fechada em cinco horas. São mais de 20 níveis relativamente demorados. Você vai levar um pouquinho de tempo para terminar este aqui. Os gráficos são simplificados, mas até demais. As cutscenes utilizam um estilo próprio, ao invés de aproveitar cenas retiradas do filme, em melhor qualidade. Deve ter algum motivo para isso, mas não conseguimos pensar em nada. O som, por outro lado, é totalmente inspirado na trilha sonora do longa-metragem, o que é gratificante. Toda a dublagem também é a mesma do filme, o que completa ainda mais o pacote em termos de qualidade sonora. Up faz bonito nos cinemas, mas cai do alto no PSP. A versão para o portátil da Sony é pouco inspirada e não traz o mesmo nível do fator épico do longa-metragem. Os pontos positivos ficam por conta de elementos cinematográficos, como a dublagem e a trilha sonora, exatamente o mesmo trabalho encontrado no filme. De resto, pouco se aproveita. Os gráficos não são exatamente bonitos, mesmo para o PSP, enquanto a jogabilidade é truncada e com algumas respostas imprecisas, que te atrapalharão em momentos cruciais de sua jogatina. Se quer vivenciar a saga de Fredricksen, o menino Russell e a casa voadora, vá ao cinema mais próximo e, se possível, veja em 3D com aqueles óculos bacanas. A imersão é maior do que a do jogo e a experiência muito mais recompensadora. Nota: Imagens da versão Wii Disney e Pixar significa, geralmente, boa qualidade. A união das duas empresas, na grande maioria das vezes, é responsável pela criação de excelentes filmes animados, dos quais podemos citar o clássico máximo Toy Story, outros de grande sucesso como Procurando Nemo (a maior bilheteria da Pixar nos EUA), o divertido Monstros S.A., além de outras produções mais recentes, como o emocionante Wall-E, o robôzinho catador de lixo. Entretanto, a mais nova produção do estúdio difere da ficção científica, ou de brinquedos falantes, ou de simpáticos peixinhos. Up - Altas Aventuras conta a história de Carl Fredricksen um senhor de idade que está para ser despejado de onde mora por conta de obras da construção civil. Acontece que Carl viveu na mesma casa desde que casou com sua amada esposa, Ellie. Lá, quando criança, o Sr. Fredricksen brincava de "ser aventureiro" em meio a destroços e uma casa até então desarrumada. Por conta disso, a ligação emocional com o local é grande, e o atual morador não irá abandoná-la tão cedo. Acontece que, para piorar as coisas, Fredricksen é sozinho, pois Ellie faleceu há algum tempo. Com isso, ele tem a ideia de cumprir uma das promessas que fez à jovem senhora e levá-la em uma aventura, mesmo que ela não esteja presente pessoalmente. Assim, o senhor de idade tem a brilhante sacada de amarrar sua moradia em uma grande quantidade de balões de hélio. Realidade à parte, a casa levanta voo e parte em direção à aventura de Fredricksen. O que ele não esperava era carregar consigo uma presença inesperada. Russell, um escoteiro-mirim, adentrou em sua varanda antes da casa subir, e agora se vê obrigado a acompanhar seu novo amigo idoso na saga. Up estreou nos cinemas americanos há alguns meses e chegou ao Brasil recentemente. Como não poderia ser diferente, as salas lotaram e todo o público se emocionou novamente com mais um conto que só a Pixar poderia levar às telonas. A história, como sempre, é tocante e traz uma bela mensagem para pessoas de todas as idades. Entretanto, ainda que seja mais uma obra-prima do cinema animado, Up não deixa de ser um produto capitalista, feito para vender e arrecadar ganhos ao estúdio. Afinal, todo mundo precisa de uma grana para viver, né? Por conta disso, o filme já rendeu uma série de produtos de marketing, além da trilha sonora, livro de figuras, e os futuros DVD e blu-ray, repletos de extras para fazer a alegria dos fãs. E é isso, obrigado por ler mais esta análise... Ok, brincadeirinha, mas antes fosse verdade. Up também foi parar nos games, como um jogo oficial de filme, o que, geralmente, indica má qualidade. A aventura de Fredricksen gerou um título lançado para todas as plataformas da atualidade, mas vamos conhecer um pouco mais da versão de PSP. Afinal, o que mais combina com viagem ??? o mote do filme - do que um portátil, certo? No PSP, Up: The Videogame tem tudo o que existe nas outras versões. A aventura é a mesma, as fases são parecidíssimas, os personagens, dublagem e trilha sonora idem. A diferença fica por conta dos gráficos e da jogabilidade que, de certa forma, é o que importa em um game. Uma pena que não podemos elogiar este ponto. O primeiro problema está na completa ausência de multiplayer. Enquanto nos consoles é possível jogar com outra pessoa em um modo cooperativo, no PSP esta funcionalidade foi limada. Durante as fases, você controla Carl e Russell, alternando quando bem entender através do botão quadrado. Com multiplayer, a coisa ficaria mais ou menos como nos games Lego (Lego Star Wars, Lego Indiana Jones, e por aí vai), com cada jogador sendo um dos personagens da dupla. Acredite, teria sido bem melhor assim, pois a inteligência artificial é muito ruim. Você irá optar mais por controlar cada personagem separadamente do que esperar uma boa atitude do seu companheiro robótico. O multiplayer só esta presente mais para frente, em outro local do jogo, logo voltaremos neste ponto. Em geral, como falamos anteriormente, a jogabilidade se assemelha muito aos games Lego, ou seja, dois personagens constantes na tela, cada um com habilidades próprias que servirão para auxiliar o outro em determinadas partes do cenário. Fredricksen, por exemplo, pode subir em plataformas mais altas graças à sua bengala, e assim ajudar Russell a subir também. O escoteiro, por sua vez, pode jogar uma corda retirada de sua mochila para que Carl atravesse o paredão de um penhasco. Contra inimigos, cada um também é útil à sua maneira, como o espelho que reflete o sol em animais ou um aparelho de surdez que emite um fino ruído que espanta diversos bichos da floresta. Há alguns itens que só podem ser coletados por um ou por outro, como borboletas (Russell) e retratos de família (Fredricksen), cada um liberando um bônus no menu principal do título. Além disso, existe ainda um tipo de mini-competição, com insetos encontrados nos estágios. Enquanto o jovenzinho quer coletar todos e guardá-los, Carl pretende esmagá-los por serem repugnantes. Você sempre irá competir contra o computador para ver quem esmaga/coleta mais insetos, o que pode render mais extras, mas, novamente aqui, o multiplayer fez falta. A saga de Up: The Videogame, segue de perto a história do filme, com pequenas variações e mais ameaças do que as encontradas nos cinemas. No jogo, você irá encontrar praticamente toda a fauna do local para tentar atrapalhar sua viagem. Alguns deverão ser derrotados, outros evitados, e ainda outros presos em armadilhas. As ameaças são jogadas interessantes para adicionar mais desafio ao jogo, já que, se seguisse fielmente o que é visto nas telonas, não teria lá muita graça. Digamos que funcionou bem no cinema, por conta da profunda história e da relação entre os protagonistas, mas como produto de videogame não teria dado certo. Entretanto, ''morrer'' no jogo é impossível. Ao ser atacado por um animal ou cair de um penhasco, você perderá energia, mas seu personagem ficará ''fraco'', o que o deixa lento e sem forças para se agarrar em uma corda ou se pendurar na beirada de uma subida. Assim, é necessário coletar frutas para recuperar energia, e tal alimento está espalhado em praticamente todas as telas do jogo. Certo, o game é mais direcionado para crianças, mas não é por isso que deve ser extremamente facilitado, né? Estão subestimando nossos filhos?! Os estágios, ao menos, são criativos, e bem variados, o que não deixa a jogabilidade chata, apesar dos controles serem definitivamente truncados e sem resposta precisa. A principal aventura irá se desenrolar através do gênero plataforma 3D, onde você precisa avançar pela fase pulando de lá para cá, mas há outros tipos. Tem níveis de ''corrida'', onde os personagens sobem em um tronco de madeira para atravessar um rio remando; há um de fuga, onde você deve fugir de animais que te caçam; temos fases com a companhia da casa voadora, onde, amarrados à moradia, seus personagens poderão altar mais alto entre largos desfiladeiros; e, por fim, fases aéreas, onde você controlará um mini-avião, lutando contra inimigos no ar. Fora da aventura principal, o jogo traz uma boa quantidade de extras, como artes em alta resolução, espécies de borboleta coletadas por Russell, retratos da vida de Carl, e outros colecionáveis. Existem também mini-games que podem ser jogados com outro jogador, e só aqui está o multiplayer do jogo, totalmente sub-aproveitado. Os mini-games, na verdade, são partes da jornada principal reprisadas, como a corrida no rio ou a subida de paredão. Por fim, o jogo não chega a ser longo, mas também não apresenta uma aventura que pode ser fechada em cinco horas. São mais de 20 níveis relativamente demorados. Você vai levar um pouquinho de tempo para terminar este aqui. Os gráficos são simplificados, mas até demais. As cutscenes utilizam um estilo próprio, ao invés de aproveitar cenas retiradas do filme, em melhor qualidade. Deve ter algum motivo para isso, mas não conseguimos pensar em nada. O som, por outro lado, é totalmente inspirado na trilha sonora do longa-metragem, o que é gratificante. Toda a dublagem também é a mesma do filme, o que completa ainda mais o pacote em termos de qualidade sonora. Up faz bonito nos cinemas, mas cai do alto no PSP. A versão para o portátil da Sony é pouco inspirada e não traz o mesmo nível do fator épico do longa-metragem. Os pontos positivos ficam por conta de elementos cinematográficos, como a dublagem e a trilha sonora, exatamente o mesmo trabalho encontrado no filme. De resto, pouco se aproveita. Os gráficos não são exatamente bonitos, mesmo para o PSP, enquanto a jogabilidade é truncada e com algumas respostas imprecisas, que te atrapalharão em momentos cruciais de sua jogatina. Se quer vivenciar a saga de Fredricksen, o menino Russell e a casa voadora, vá ao cinema mais próximo e, se possível, veja em 3D com aqueles óculos bacanas. A imersão é maior do que a do jogo e a experiência muito mais recompensadora. Nota: Imagens da versão Wii Disney e Pixar significa, geralmente, boa qualidade. A união das duas empresas, na grande maioria das vezes, é responsável pela criação de excelentes filmes animados, dos quais podemos citar o clássico máximo Toy Story, outros de grande sucesso como Procurando Nemo (a maior bilheteria da Pixar nos EUA), o divertido Monstros S.A., além de outras produções mais recentes, como o emocionante Wall-E, o robôzinho catador de lixo. Entretanto, a mais nova produção do estúdio difere da ficção científica, ou de brinquedos falantes, ou de simpáticos peixinhos. Up - Altas Aventuras conta a história de Carl Fredricksen um senhor de idade que está para ser despejado de onde mora por conta de obras da construção civil. Acontece que Carl viveu na mesma casa desde que casou com sua amada esposa, Ellie. Lá, quando criança, o Sr. Fredricksen brincava de "ser aventureiro" em meio a destroços e uma casa até então desarrumada. Por conta disso, a ligação emocional com o local é grande, e o atual morador não irá abandoná-la tão cedo. Acontece que, para piorar as coisas, Fredricksen é sozinho, pois Ellie faleceu há algum tempo. Com isso, ele tem a ideia de cumprir uma das promessas que fez à jovem senhora e levá-la em uma aventura, mesmo que ela não esteja presente pessoalmente. Assim, o senhor de idade tem a brilhante sacada de amarrar sua moradia em uma grande quantidade de balões de hélio. Realidade à parte, a casa levanta voo e parte em direção à aventura de Fredricksen. O que ele não esperava era carregar consigo uma presença inesperada. Russell, um escoteiro-mirim, adentrou em sua varanda antes da casa subir, e agora se vê obrigado a acompanhar seu novo amigo idoso na saga. Up estreou nos cinemas americanos há alguns meses e chegou ao Brasil recentemente. Como não poderia ser diferente, as salas lotaram e todo o público se emocionou novamente com mais um conto que só a Pixar poderia levar às telonas. A história, como sempre, é tocante e traz uma bela mensagem para pessoas de todas as idades. Entretanto, ainda que seja mais uma obra-prima do cinema animado, Up não deixa de ser um produto capitalista, feito para vender e arrecadar ganhos ao estúdio. Afinal, todo mundo precisa de uma grana para viver, né? Por conta disso, o filme já rendeu uma série de produtos de marketing, além da trilha sonora, livro de figuras, e os futuros DVD e blu-ray, repletos de extras para fazer a alegria dos fãs. E é isso, obrigado por ler mais esta análise... Ok, brincadeirinha, mas antes fosse verdade. Up também foi parar nos games, como um jogo oficial de filme, o que, geralmente, indica má qualidade. A aventura de Fredricksen gerou um título lançado para todas as plataformas da atualidade, mas vamos conhecer um pouco mais da versão de PSP. Afinal, o que mais combina com viagem ??? o mote do filme - do que um portátil, certo? No PSP, Up: The Videogame tem tudo o que existe nas outras versões. A aventura é a mesma, as fases são parecidíssimas, os personagens, dublagem e trilha sonora idem. A diferença fica por conta dos gráficos e da jogabilidade que, de certa forma, é o que importa em um game. Uma pena que não podemos elogiar este ponto. O primeiro problema está na completa ausência de multiplayer. Enquanto nos consoles é possível jogar com outra pessoa em um modo cooperativo, no PSP esta funcionalidade foi limada. Durante as fases, você controla Carl e Russell, alternando quando bem entender através do botão quadrado. Com multiplayer, a coisa ficaria mais ou menos como nos games Lego (Lego Star Wars, Lego Indiana Jones, e por aí vai), com cada jogador sendo um dos personagens da dupla. Acredite, teria sido bem melhor assim, pois a inteligência artificial é muito ruim. Você irá optar mais por controlar cada personagem separadamente do que esperar uma boa atitude do seu companheiro robótico. O multiplayer só esta presente mais para frente, em outro local do jogo, logo voltaremos neste ponto. Em geral, como falamos anteriormente, a jogabilidade se assemelha muito aos games Lego, ou seja, dois personagens constantes na tela, cada um com habilidades próprias que servirão para auxiliar o outro em determinadas partes do cenário. Fredricksen, por exemplo, pode subir em plataformas mais altas graças à sua bengala, e assim ajudar Russell a subir também. O escoteiro, por sua vez, pode jogar uma corda retirada de sua mochila para que Carl atravesse o paredão de um penhasco. Contra inimigos, cada um também é útil à sua maneira, como o espelho que reflete o sol em animais ou um aparelho de surdez que emite um fino ruído que espanta diversos bichos da floresta. Há alguns itens que só podem ser coletados por um ou por outro, como borboletas (Russell) e retratos de família (Fredricksen), cada um liberando um bônus no menu principal do título. Além disso, existe ainda um tipo de mini-competição, com insetos encontrados nos estágios. Enquanto o jovenzinho quer coletar todos e guardá-los, Carl pretende esmagá-los por serem repugnantes. Você sempre irá competir contra o computador para ver quem esmaga/coleta mais insetos, o que pode render mais extras, mas, novamente aqui, o multiplayer fez falta. A saga de Up: The Videogame, segue de perto a história do filme, com pequenas variações e mais ameaças do que as encontradas nos cinemas. No jogo, você irá encontrar praticamente toda a fauna do local para tentar atrapalhar sua viagem. Alguns deverão ser derrotados, outros evitados, e ainda outros presos em armadilhas. As ameaças são jogadas interessantes para adicionar mais desafio ao jogo, já que, se seguisse fielmente o que é visto nas telonas, não teria lá muita graça. Digamos que funcionou bem no cinema, por conta da profunda história e da relação entre os protagonistas, mas como produto de videogame não teria dado certo. Entretanto, ''morrer'' no jogo é impossível. Ao ser atacado por um animal ou cair de um penhasco, você perderá energia, mas seu personagem ficará ''fraco'', o que o deixa lento e sem forças para se agarrar em uma corda ou se pendurar na beirada de uma subida. Assim, é necessário coletar frutas para recuperar energia, e tal alimento está espalhado em praticamente todas as telas do jogo. Certo, o game é mais direcionado para crianças, mas não é por isso que deve ser extremamente facilitado, né? Estão subestimando nossos filhos?! Os estágios, ao menos, são criativos, e bem variados, o que não deixa a jogabilidade chata, apesar dos controles serem definitivamente truncados e sem resposta precisa. A principal aventura irá se desenrolar através do gênero plataforma 3D, onde você precisa avançar pela fase pulando de lá para cá, mas há outros tipos. Tem níveis de ''corrida'', onde os personagens sobem em um tronco de madeira para atravessar um rio remando; há um de fuga, onde você deve fugir de animais que te caçam; temos fases com a companhia da casa voadora, onde, amarrados à moradia, seus personagens poderão altar mais alto entre largos desfiladeiros; e, por fim, fases aéreas, onde você controlará um mini-avião, lutando contra inimigos no ar. Fora da aventura principal, o jogo traz uma boa quantidade de extras, como artes em alta resolução, espécies de borboleta coletadas por Russell, retratos da vida de Carl, e outros colecionáveis. Existem também mini-games que podem ser jogados com outro jogador, e só aqui está o multiplayer do jogo, totalmente sub-aproveitado. Os mini-games, na verdade, são partes da jornada principal reprisadas, como a corrida no rio ou a subida de paredão. Por fim, o jogo não chega a ser longo, mas também não apresenta uma aventura que pode ser fechada em cinco horas. São mais de 20 níveis relativamente demorados. Você vai levar um pouquinho de tempo para terminar este aqui. Os gráficos são simplificados, mas até demais. As cutscenes utilizam um estilo próprio, ao invés de aproveitar cenas retiradas do filme, em melhor qualidade. Deve ter algum motivo para isso, mas não conseguimos pensar em nada. O som, por outro lado, é totalmente inspirado na trilha sonora do longa-metragem, o que é gratificante. Toda a dublagem também é a mesma do filme, o que completa ainda mais o pacote em termos de qualidade sonora. Up faz bonito nos cinemas, mas cai do alto no PSP. A versão para o portátil da Sony é pouco inspirada e não traz o mesmo nível do fator épico do longa-metragem. Os pontos positivos ficam por conta de elementos cinematográficos, como a dublagem e a trilha sonora, exatamente o mesmo trabalho encontrado no filme. De resto, pouco se aproveita. Os gráficos não são exatamente bonitos, mesmo para o PSP, enquanto a jogabilidade é truncada e com algumas respostas imprecisas, que te atrapalharão em momentos cruciais de sua jogatina. Se quer vivenciar a saga de Fredricksen, o menino Russell e a casa voadora, vá ao cinema mais próximo e, se possível, veja em 3D com aqueles óculos bacanas. A imersão é maior do que a do jogo e a experiência muito mais recompensadora.
Fonte: Finalboss
marped
Enviado por marped
Membro desde
Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
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