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Análise do jogo "The Beatles: Rock Band" para Wii escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 9 de 10, enviado por marped,
Neste ano perdemos Michael Jackson, mundialmente aclamado como o Rei do Pop e, até então, lenda viva da música graças à sua voz única e coreografias indefectíveis. Em 1977 era a vez de Elvis Presley, de poderoso timbre e considerado Rei do Rock, que deixava este mundo por conta de uma série de complicações, envolvendo uso excessivo de remédios e outros tipos de problemas de saúde. Ao longo dos anos, a boa música, de qualquer gênero, nacional e mundial, vem perdendo cada vez mais nomes de artistas lendários que deixaram sua marca ou uma grande contribuição para a popsfera. Entre estas grandes perdas temos mais uma para o lado do rock, neste caso uma banda em especial. The Beatles, como ficaram conhecidos os quatro rapazes de Liverpool: John Lennon, George Harrison, Ringo Starr e Paul McCartney. Não é correto afirmar que o caso é idêntico aos exemplos citados parágrafo acima, já que dos quatro membros, dois continuam vivos. Mas, podemos dizer que a banda ''morreu'', graças ao triste fim em que ela foi conduzida, de certa forma até melancólico, na década de 70, quando os quatro membros se separaram por conta de diversos problemas e seguiram carreiras solo com algum sucesso. A pesada aura de tristeza culminou na morte de John Lennon, em dezembro de 1980, assassinado por um fã louco e desesperado que, sem saber, marcara a história da música para todo o sempre com seu nome banhado em sangue. Nos anos que se seguiram, os três Beatles remanescentes decidiram por seguir suas carreiras e até tentar trabalhar juntos de novo, relançando músicas com adições e até material inédito. Em 2001, porém, outro golpe do destino alcançou o que restou da banda, com a morte de George Harrison, de câncer de pulmão. Entretanto, os fãs preferem se lembrar dos Beatles com alegria, diversão e boas músicas. No Brasil, por exemplo, a banda é bem lembrada por aqueles que vivenciaram a época de seus sucessos e grandes shows. Fala sério: quem não repara que em festas de ''terceira idade'' ouvimos ''Twist and Shout'' e outras melodias do tipo? Felizmente, anos depois dos acontecimentos que mancharam a história do grupo, uma parceria entre a produtora de jogos musicais Harmonix - a divisão de games da MTV e a Apple Corps, detentora dos direitos do catálogo musical do grupo - acabou por gerar um produto de entretenimento que é uma das maiores homenagens já feitas à banda e aos seus fãs. [img]hide:aHR0cDovL2ZpbmFsYm9zcy51b2wuY29tLmJyL2ZiNC9mb3Rvcy83LzUvMjM2OTU3LmpwZw==[/img] The Beatles: Rock Band é o terceiro game da série Rock Band para consoles - desconsiderando os ''Track Packs'' - e só viu a luz do dia após muito tempo de negociação entre os envolvidos, inclusive os membros remanescentes, Paul McCartney e Ringo Starr, bem como as esposas de George Harrison e John Lennon. O game, como o nome denuncia, é altamente inspirado pela carreira do Fab Four, desde os primórdios do Cavern Blu até o estrelato com shows em grandes estádios e as gravações no estúdio Abbey Road. Tenha em mente que, se você não gosta de Beatles, ou se para você ''não fede nem cheira'', o título não trará muitos atrativos a não ser o fator ''jogo/diversão'', que ainda assim não será de grande destaque. Mas vamos saber o motivo mais para frente. Voltando aos Beatles, o jogo é totalmente inspirado pelo estilo da época, com aquele tom psicodélico de ser. Logo de cara você já percebe isso, com a abertura realizando um breve apanhado da carreira dos rapazes, tocando alguns trechos de seus sucessos, de ''Hard Day's Night'' a ''I Am The Walrus'', em um dos momentos mais non-sense que você encontrará no jogo. Passado este momento de total viagem, o menu inicial e todo o resto continuam no mesmo esquema, com cores vibrantes, tudo muito colorido, animado, flores voadoras, borboletas, de forma que o mais hippie dos hippies possa se sentir em casa. O título conta com três modos principais de jogo: Quickplay, Story e Training. Alguns deles são sub-divididos em mais categorias, como o Training. Neste modo você pode ensaiar algumas canções mais difíceis na guitarra, baixo ou vocal. Aqui temos também uma bela surpresinha, que é o retorno das aulas de bateria, mas de forma que é voltada para as famosas batidas de Ringo Starr, contendo alguns de seus solos clássicos para que o jogador aprenda. O modo Quickplay não tem segredos, é o clássico ''pegar e tocar''. Escolha seu instrumento favorito, selecione uma música, a dificuldade e voilà, você já está tocando alguns dos maiores sucessos dos Beatles. Tanto o Quickplay quanto o Story possuem multiplayer, mas é no segundo que encontramos a nata do que The Beatles: Rock Band pode oferecer. Em Story temos a chance de seguir de perto a carreira do quarteto. Você irá encarnar um dos quatro Beatles e tocar junto com seus representantes virtuais os grandes clássicos da banda. O game começa no Cavern Club, local onde o grupo se apresentava no início de sua história, em Liverpool, Inglaterra. Depois disso, a saga se segue por todos os grandes shows da história dos rapazes, o The Ed Sullivan Show, o momento em que estouraram nos Estados Unidos, o concerto no Shea Stadium, e por aí vai. Todos os cenários estão fielmente representados, com direito a tietes e seus gritinhos histéricos nas plateias. Se você quiser ampliar a sensação de estar em um show, é possível aumentar ainda mais o grito da audiência nas opções, tornando as coisas um pouco mais realistas, na medida do possível. O ponto alto do jogo é durante as gravações no estúdio Abbey Road, famoso local onde o grupo se reuniu para gravar seus sucessos próximos do final da carreira. A animação dos Beatles, bem como a fidelidade de aparência, roupas e trejeitos dos quatro são destaques no game. Ringo Starr, por exemplo, é um dos músicos que mais demonstra isso, com direito a seu empolgado sorriso característico enquanto executava as canções na bateria. Outro ponto que merece ser comentado são os ''dreamscapes'', espécie de clipes músicas dentro do jogo. Imagine as músicas durante a fase Abbey Road, por exemplo. Seria um pouco chato acompanhar as canções apenas com os Beatles sentados no estúdio cantando e tocando. Não que seja um problema, mas deixaria tudo um pouco monótono e até sem graça. Para sanar este empecilho, a Harmonix veio com esta saída. Os ''dreamscapes'' nada mais são do que cenas especiais exclusivas de cada música. Em ''Yellow Submarine'', por exemplo, somos levado a um passeio debaixo d'água no famoso Submarino Amarelo. Enquanto em ''I Am The Walrus'' (novamente ela) nos deparamos com a banda em curiosas roupas de animais, com direito a John Lennon vestido de morsa. Temos também mais um passeio aquático em ''Octopus's Garden'' e efeitos especiais durante ''Back in The U.S.S.R.''. Sensacional é pouco para o nível de cuidado que a produção do game é demonstrada neste quesito. Voltando à jogabilidade, aqui as coisas se assemelham muito a Rock Band 2, com pequenas mudanças e algumas novidades. Em termos de guitarra e baixo, tudo fica igual aos anteriores, com hammer-on, pull-offs, solo (guitarra) e o bass groove (baixo). Na bateria, há uma pequenina mudança, na hora de ativar o Overdrive, aqui chamado de Beatlemania. Em Rock Band 2 era necessário tocar uma pequena parte de freestyle, ou seja, batucando o que você bem entender e acertar a nota verde (um prato de ataque) ao final. Aqui, há apenas o botão verde ao final, que na verdade fica espalhado em pontos estratégicos durante a música, onde você acertar um prato faria todo o sentido. Esta nova forma de ativar o Overdrive ficou melhor que a anterior, isso é um fato, e esperamos que a Harmonix mantenha esta opção para Rock Band 3. Já no vocal é onde está o pulo do gato. Uma das principais características das canções dos Beatles é a harmonia de vocais, onde cada membro cantava uma parte da música, com entonação própria. Desta forma, no jogo, é possível ter até três vocalistas, cada um com uma parte da harmonia. Além de deixar as músicas mais realistas, essa inclusão torna possível a participação de mais membros na sua banda de mentirinha. Quer coisa mais divertida do que ter seis pessoas podendo jogar o mesmo jogo em uma tarde de domingo? Por falar em realismo, este é um ponto que podemos elogiar bastante na questão da organização e notas, o famoso notechart. A série Rock Band costuma prezar pela simulação, colocando as notas o mais próximo o possível da realidade, em termos de posição de mãos e dedos na guitarra e baixo, e em termos de batidas na bateria. Em The Beatles: Rock Band, isso foi elevado ao máximo, ao menos na dificuldade Expert. Tente tocar bateria no último nível de dificuldade, depois, se possível, repita as mesmas batidas em uma bateria real. Você terá um resultado muito próximo da música de verdade. Um dos pontos que pode afastar alguns jogadores do game é a sua baixa dificuldade. O Easy e o Medium praticamente só estão lá para agradar aqueles que nunca tocaram Rock Band ou Guitar Hero na vida e se enrolam só de ver um controle em formato de instrumento. Jogadores que já estão acostumados com a jogabilidade acharão qualquer dificuldade abaixo do Hard enfadonha, sem grandes desafios. Desde o princípio da produção, a Harmonix já havia divulgado que o game seria voltado para um público novato, principalmente para os antigos fãs dos Beatles que não estavam acostumados com videogames. Quem procura os altos desafios como tocar a impossível ''Through Fire and Flames'' no Expert não vai encontrar nada parecido por aqui. Assim, o game é bem facilitado. No Easy, por exemplo, o modo No Fail fica automaticamente ativado, impedindo que a pessoa efetivamente perca, por mais notas que erre. Além disso, desde o princípio o jogo já vem com todas as músicas do setlist destravadas para serem jogadas no Quickplay. Na verdade, apenas a última canção, ''The End'', não está disponível logo de cara. O setlist foi bem escolhido, com uma boa quantidade dos sucessos da carreira banda, com grupos de canções saídas de sua respectiva época. ''Twist And Shout'', ''I Saw Her Standing There'', ''Can't Buy Me Love'', ''A Hard Day's Night'', ''Ticket to Ride'', ''Day Tripper'', ''Lucy In The Sky With Diamonds'', ''Helter Skelter'', ''Come Together'', ''I Want You (She's So Heavy)'', entre outros, totalizando 45 músicas. A quantidade é pouca, realmente, deixando espaço ainda para alguns hits que ficaram de fora, como ''Help!'', ''Eleanor Rigby'', ''Hey Jude'' ou ''Love Me Do''. As explicações podem ser muitas, seja por espaço em mídia ou por decisões comerciais. Afinal, a produtora já confirmou o lançamento de todos os álbuns para download nos próximos meses, cada uma com um ''dreamscape'' exclusivo, somando as músicas que faltam para o catálogo definitivo dos Beatles dentro do game. O Xbox 360 conta ainda com uma música, até então, exclusiva por download, a já lançada ''All You Need is Love'', do álbum ''Magical Mystery Tour''. A quantidade de extras também é significativa, principalmente para os fãs. Além de pérolas como a mensagem de Natal dos Beatles, além de fotos de toda a carreira da banda. Tais fotos, aliás, servem de apoio para o modo Story, onde ficamos sabendo detalhes de toda a história do grupo. As fotos são de arquivo original, com direito a algumas defeituosas, meio gastas pelo tempo, e acompanham textos detalhados sobre o Fab Four e seus hits. Curiosidades que podem até ser conhecidas pelos fãs, de cor e salteado, mas é bem interessante para os mais novos, que só ouviram falar de Beatles muito tempo depois do fim da banda. Ainda nos extras, há os Challenges, que são, como o nome diz, desafios que destravam mais conteúdo. Para fechar o pacote, é até desnecessário falar de gráficos, já que o jogo é focado no quesito musical, mas não deixa a peteca cair no visual, nem mesmo no Wii. A promiximidade gráfica entre as versões Xbox 360 / PlayStation 3 / Wii é grande. Além disso, a qualidade sonora está em ótima qualidade. E, se você for fã de verdade, daqueles que pagou mais de R$ 1000 em um box de CDs estéreo dos Beatles, há ainda a possibilidade de comprar o jogo com controles que replicam fielmente os instrumentos da banda. O kit principal, por absurdos R$ 2000 no Brasil, acompanha a bateria Ludwig de Ringo, o baixo Höfner de Paul e um microfone com estande. Há ainda as guitarras de John e George, a Rickenbacker 325 e a Gretsch Duo Jet, vendidas separadamente. A qualidade é indiscutível, se você puder digerir o preço. The Beatles: Rock Band é o tipo de jogo que agrada a todos e une gerações. O game é direcionado tanto para aqueles que curtem um jogo musical no seu videogame moderno, quanto para outros da ''velha guarda'', que acompanharam a carreira da banda de Liverpool em sua juventude. A Harmonix, em parceria com a MTV e a Apple Corps, fizeram direitinho sua lição de casa ao entregar um game que quer ser mais do que isso, podendo ser considerado a homenagem máxima que os Beatles e seus fãs podem ter. ?? claro que, felizmente, o jogo não esconde sua faceta ''jogável'', apresentando um bom conteúdo para algumas horas de diversão, além de modos típicos como multiplayer, carreira, desafios e destrancáveis. Uma bela maneira de relembrar os bons tempos de uma grande banda, que encontrou um triste fim. Não há como definir este título com menos do que ''simplesmente imperdível''. Neste ano perdemos Michael Jackson, mundialmente aclamado como o Rei do Pop e, até então, lenda viva da música graças à sua voz única e coreografias indefectíveis. Em 1977 era a vez de Elvis Presley, de poderoso timbre e considerado Rei do Rock, que deixava este mundo por conta de uma série de complicações, envolvendo uso excessivo de remédios e outros tipos de problemas de saúde. Ao longo dos anos, a boa música, de qualquer gênero, nacional e mundial, vem perdendo cada vez mais nomes de artistas lendários que deixaram sua marca ou uma grande contribuição para a popsfera. Entre estas grandes perdas temos mais uma para o lado do rock, neste caso uma banda em especial. The Beatles, como ficaram conhecidos os quatro rapazes de Liverpool: John Lennon, George Harrison, Ringo Starr e Paul McCartney. Não é correto afirmar que o caso é idêntico aos exemplos citados parágrafo acima, já que dos quatro membros, dois continuam vivos. Mas, podemos dizer que a banda ''morreu'', graças ao triste fim em que ela foi conduzida, de certa forma até melancólico, na década de 70, quando os quatro membros se separaram por conta de diversos problemas e seguiram carreiras solo com algum sucesso. A pesada aura de tristeza culminou na morte de John Lennon, em dezembro de 1980, assassinado por um fã louco e desesperado que, sem saber, marcara a história da música para todo o sempre com seu nome banhado em sangue. Nos anos que se seguiram, os três Beatles remanescentes decidiram por seguir suas carreiras e até tentar trabalhar juntos de novo, relançando músicas com adições e até material inédito. Em 2001, porém, outro golpe do destino alcançou o que restou da banda, com a morte de George Harrison, de câncer de pulmão. Entretanto, os fãs preferem se lembrar dos Beatles com alegria, diversão e boas músicas. No Brasil, por exemplo, a banda é bem lembrada por aqueles que vivenciaram a época de seus sucessos e grandes shows. Fala sério: quem não repara que em festas de ''terceira idade'' ouvimos ''Twist and Shout'' e outras melodias do tipo? Felizmente, anos depois dos acontecimentos que mancharam a história do grupo, uma parceria entre a produtora de jogos musicais Harmonix - a divisão de games da MTV e a Apple Corps, detentora dos direitos do catálogo musical do grupo - acabou por gerar um produto de entretenimento que é uma das maiores homenagens já feitas à banda e aos seus fãs. The Beatles: Rock Band é o terceiro game da série Rock Band para consoles - desconsiderando os ''Track Packs'' - e só viu a luz do dia após muito tempo de negociação entre os envolvidos, inclusive os membros remanescentes, Paul McCartney e Ringo Starr, bem como as esposas de George Harrison e John Lennon. O game, como o nome denuncia, é altamente inspirado pela carreira do Fab Four, desde os primórdios do Cavern Blu até o estrelato com shows em grandes estádios e as gravações no estúdio Abbey Road. Tenha em mente que, se você não gosta de Beatles, ou se para você ''não fede nem cheira'', o título não trará muitos atrativos a não ser o fator ''jogo/diversão'', que ainda assim não será de grande destaque. Mas vamos saber o motivo mais para frente. Voltando aos Beatles, o jogo é totalmente inspirado pelo estilo da época, com aquele tom psicodélico de ser. Logo de cara você já percebe isso, com a abertura realizando um breve apanhado da carreira dos rapazes, tocando alguns trechos de seus sucessos, de ''Hard Day's Night'' a ''I Am The Walrus'', em um dos momentos mais non-sense que você encontrará no jogo. Passado este momento de total viagem, o menu inicial e todo o resto continuam no mesmo esquema, com cores vibrantes, tudo muito colorido, animado, flores voadoras, borboletas, de forma que o mais hippie dos hippies possa se sentir em casa. O título conta com três modos principais de jogo: Quickplay, Story e Training. Alguns deles são sub-divididos em mais categorias, como o Training. Neste modo você pode ensaiar algumas canções mais difíceis na guitarra, baixo ou vocal. Aqui temos também uma bela surpresinha, que é o retorno das aulas de bateria, mas de forma que é voltada para as famosas batidas de Ringo Starr, contendo alguns de seus solos clássicos para que o jogador aprenda. O modo Quickplay não tem segredos, é o clássico ''pegar e tocar''. Escolha seu instrumento favorito, selecione uma música, a dificuldade e voilà, você já está tocando alguns dos maiores sucessos dos Beatles. Tanto o Quickplay quanto o Story possuem multiplayer, mas é no segundo que encontramos a nata do que The Beatles: Rock Band pode oferecer. Em Story temos a chance de seguir de perto a carreira do quarteto. Você irá encarnar um dos quatro Beatles e tocar junto com seus representantes virtuais os grandes clássicos da banda. O game começa no Cavern Club, local onde o grupo se apresentava no início de sua história, em Liverpool, Inglaterra. Depois disso, a saga se segue por todos os grandes shows da história dos rapazes, o The Ed Sullivan Show, o momento em que estouraram nos Estados Unidos, o concerto no Shea Stadium, e por aí vai. Todos os cenários estão fielmente representados, com direito a tietes e seus gritinhos histéricos nas plateias. Se você quiser ampliar a sensação de estar em um show, é possível aumentar ainda mais o grito da audiência nas opções, tornando as coisas um pouco mais realistas, na medida do possível. O ponto alto do jogo é durante as gravações no estúdio Abbey Road, famoso local onde o grupo se reuniu para gravar seus sucessos próximos do final da carreira. A animação dos Beatles, bem como a fidelidade de aparência, roupas e trejeitos dos quatro são destaques no game. Ringo Starr, por exemplo, é um dos músicos que mais demonstra isso, com direito a seu empolgado sorriso característico enquanto executava as canções na bateria. Outro ponto que merece ser comentado são os ''dreamscapes'', espécie de clipes músicas dentro do jogo. Imagine as músicas durante a fase Abbey Road, por exemplo. Seria um pouco chato acompanhar as canções apenas com os Beatles sentados no estúdio cantando e tocando. Não que seja um problema, mas deixaria tudo um pouco monótono e até sem graça. Para sanar este empecilho, a Harmonix veio com esta saída. Os ''dreamscapes'' nada mais são do que cenas especiais exclusivas de cada música. Em ''Yellow Submarine'', por exemplo, somos levado a um passeio debaixo d'água no famoso Submarino Amarelo. Enquanto em ''I Am The Walrus'' (novamente ela) nos deparamos com a banda em curiosas roupas de animais, com direito a John Lennon vestido de morsa. Temos também mais um passeio aquático em ''Octopus's Garden'' e efeitos especiais durante ''Back in The U.S.S.R.''. Sensacional é pouco para o nível de cuidado que a produção do game é demonstrada neste quesito. Voltando à jogabilidade, aqui as coisas se assemelham muito a Rock Band 2, com pequenas mudanças e algumas novidades. Em termos de guitarra e baixo, tudo fica igual aos anteriores, com hammer-on, pull-offs, solo (guitarra) e o bass groove (baixo). Na bateria, há uma pequenina mudança, na hora de ativar o Overdrive, aqui chamado de Beatlemania. Em Rock Band 2 era necessário tocar uma pequena parte de freestyle, ou seja, batucando o que você bem entender e acertar a nota verde (um prato de ataque) ao final. Aqui, há apenas o botão verde ao final, que na verdade fica espalhado em pontos estratégicos durante a música, onde você acertar um prato faria todo o sentido. Esta nova forma de ativar o Overdrive ficou melhor que a anterior, isso é um fato, e esperamos que a Harmonix mantenha esta opção para Rock Band 3. Já no vocal é onde está o pulo do gato. Uma das principais características das canções dos Beatles é a harmonia de vocais, onde cada membro cantava uma parte da música, com entonação própria. Desta forma, no jogo, é possível ter até três vocalistas, cada um com uma parte da harmonia. Além de deixar as músicas mais realistas, essa inclusão torna possível a participação de mais membros na sua banda de mentirinha. Quer coisa mais divertida do que ter seis pessoas podendo jogar o mesmo jogo em uma tarde de domingo? Por falar em realismo, este é um ponto que podemos elogiar bastante na questão da organização e notas, o famoso notechart. A série Rock Band costuma prezar pela simulação, colocando as notas o mais próximo o possível da realidade, em termos de posição de mãos e dedos na guitarra e baixo, e em termos de batidas na bateria. Em The Beatles: Rock Band, isso foi elevado ao máximo, ao menos na dificuldade Expert. Tente tocar bateria no último nível de dificuldade, depois, se possível, repita as mesmas batidas em uma bateria real. Você terá um resultado muito próximo da música de verdade. Um dos pontos que pode afastar alguns jogadores do game é a sua baixa dificuldade. O Easy e o Medium praticamente só estão lá para agradar aqueles que nunca tocaram Rock Band ou Guitar Hero na vida e se enrolam só de ver um controle em formato de instrumento. Jogadores que já estão acostumados com a jogabilidade acharão qualquer dificuldade abaixo do Hard enfadonha, sem grandes desafios. Desde o princípio da produção, a Harmonix já havia divulgado que o game seria voltado para um público novato, principalmente para os antigos fãs dos Beatles que não estavam acostumados com videogames. Quem procura os altos desafios como tocar a impossível ''Through Fire and Flames'' no Expert não vai encontrar nada parecido por aqui. Assim, o game é bem facilitado. No Easy, por exemplo, o modo No Fail fica automaticamente ativado, impedindo que a pessoa efetivamente perca, por mais notas que erre. Além disso, desde o princípio o jogo já vem com todas as músicas do setlist destravadas para serem jogadas no Quickplay. Na verdade, apenas a última canção, ''The End'', não está disponível logo de cara. O setlist foi bem escolhido, com uma boa quantidade dos sucessos da carreira banda, com grupos de canções saídas de sua respectiva época. ''Twist And Shout'', ''I Saw Her Standing There'', ''Can't Buy Me Love'', ''A Hard Day's Night'', ''Ticket to Ride'', ''Day Tripper'', ''Lucy In The Sky With Diamonds'', ''Helter Skelter'', ''Come Together'', ''I Want You (She's So Heavy)'', entre outros, totalizando 45 músicas. A quantidade é pouca, realmente, deixando espaço ainda para alguns hits que ficaram de fora, como ''Help!'', ''Eleanor Rigby'', ''Hey Jude'' ou ''Love Me Do''. As explicações podem ser muitas, seja por espaço em mídia ou por decisões comerciais. Afinal, a produtora já confirmou o lançamento de todos os álbuns para download nos próximos meses, cada uma com um ''dreamscape'' exclusivo, somando as músicas que faltam para o catálogo definitivo dos Beatles dentro do game. O Xbox 360 conta ainda com uma música, até então, exclusiva por download, a já lançada ''All You Need is Love'', do álbum ''Magical Mystery Tour''. A quantidade de extras também é significativa, principalmente para os fãs. Além de pérolas como a mensagem de Natal dos Beatles, além de fotos de toda a carreira da banda. Tais fotos, aliás, servem de apoio para o modo Story, onde ficamos sabendo detalhes de toda a história do grupo. As fotos são de arquivo original, com direito a algumas defeituosas, meio gastas pelo tempo, e acompanham textos detalhados sobre o Fab Four e seus hits. Curiosidades que podem até ser conhecidas pelos fãs, de cor e salteado, mas é bem interessante para os mais novos, que só ouviram falar de Beatles muito tempo depois do fim da banda. Ainda nos extras, há os Challenges, que são, como o nome diz, desafios que destravam mais conteúdo. Para fechar o pacote, é até desnecessário falar de gráficos, já que o jogo é focado no quesito musical, mas não deixa a peteca cair no visual, nem mesmo no Wii. A promiximidade gráfica entre as versões Xbox 360 / PlayStation 3 / Wii é grande. Além disso, a qualidade sonora está em ótima qualidade. E, se você for fã de verdade, daqueles que pagou mais de R$ 1000 em um box de CDs estéreo dos Beatles, há ainda a possibilidade de comprar o jogo com controles que replicam fielmente os instrumentos da banda. O kit principal, por absurdos R$ 2000 no Brasil, acompanha a bateria Ludwig de Ringo, o baixo Höfner de Paul e um microfone com estande. Há ainda as guitarras de John e George, a Rickenbacker 325 e a Gretsch Duo Jet, vendidas separadamente. A qualidade é indiscutível, se você puder digerir o preço. The Beatles: Rock Band é o tipo de jogo que agrada a todos e une gerações. O game é direcionado tanto para aqueles que curtem um jogo musical no seu videogame moderno, quanto para outros da ''velha guarda'', que acompanharam a carreira da banda de Liverpool em sua juventude. A Harmonix, em parceria com a MTV e a Apple Corps, fizeram direitinho sua lição de casa ao entregar um game que quer ser mais do que isso, podendo ser considerado a homenagem máxima que os Beatles e seus fãs podem ter. ?? claro que, felizmente, o jogo não esconde sua faceta ''jogável'', apresentando um bom conteúdo para algumas horas de diversão, além de modos típicos como multiplayer, carreira, desafios e destrancáveis. Uma bela maneira de relembrar os bons tempos de uma grande banda, que encontrou um triste fim. Não há como definir este título com menos do que ''simplesmente imperdível''. Neste ano perdemos Michael Jackson, mundialmente aclamado como o Rei do Pop e, até então, lenda viva da música graças à sua voz única e coreografias indefectíveis. Em 1977 era a vez de Elvis Presley, de poderoso timbre e considerado Rei do Rock, que deixava este mundo por conta de uma série de complicações, envolvendo uso excessivo de remédios e outros tipos de problemas de saúde. Ao longo dos anos, a boa música, de qualquer gênero, nacional e mundial, vem perdendo cada vez mais nomes de artistas lendários que deixaram sua marca ou uma grande contribuição para a popsfera. Entre estas grandes perdas temos mais uma para o lado do rock, neste caso uma banda em especial. The Beatles, como ficaram conhecidos os quatro rapazes de Liverpool: John Lennon, George Harrison, Ringo Starr e Paul McCartney. Não é correto afirmar que o caso é idêntico aos exemplos citados parágrafo acima, já que dos quatro membros, dois continuam vivos. Mas, podemos dizer que a banda ''morreu'', graças ao triste fim em que ela foi conduzida, de certa forma até melancólico, na década de 70, quando os quatro membros se separaram por conta de diversos problemas e seguiram carreiras solo com algum sucesso. A pesada aura de tristeza culminou na morte de John Lennon, em dezembro de 1980, assassinado por um fã louco e desesperado que, sem saber, marcara a história da música para todo o sempre com seu nome banhado em sangue. Nos anos que se seguiram, os três Beatles remanescentes decidiram por seguir suas carreiras e até tentar trabalhar juntos de novo, relançando músicas com adições e até material inédito. Em 2001, porém, outro golpe do destino alcançou o que restou da banda, com a morte de George Harrison, de câncer de pulmão. Entretanto, os fãs preferem se lembrar dos Beatles com alegria, diversão e boas músicas. No Brasil, por exemplo, a banda é bem lembrada por aqueles que vivenciaram a época de seus sucessos e grandes shows. Fala sério: quem não repara que em festas de ''terceira idade'' ouvimos ''Twist and Shout'' e outras melodias do tipo? Felizmente, anos depois dos acontecimentos que mancharam a história do grupo, uma parceria entre a produtora de jogos musicais Harmonix - a divisão de games da MTV e a Apple Corps, detentora dos direitos do catálogo musical do grupo - acabou por gerar um produto de entretenimento que é uma das maiores homenagens já feitas à banda e aos seus fãs. The Beatles: Rock Band é o terceiro game da série Rock Band para consoles - desconsiderando os ''Track Packs'' - e só viu a luz do dia após muito tempo de negociação entre os envolvidos, inclusive os membros remanescentes, Paul McCartney e Ringo Starr, bem como as esposas de George Harrison e John Lennon. O game, como o nome denuncia, é altamente inspirado pela carreira do Fab Four, desde os primórdios do Cavern Blu até o estrelato com shows em grandes estádios e as gravações no estúdio Abbey Road. Tenha em mente que, se você não gosta de Beatles, ou se para você ''não fede nem cheira'', o título não trará muitos atrativos a não ser o fator ''jogo/diversão'', que ainda assim não será de grande destaque. Mas vamos saber o motivo mais para frente. Voltando aos Beatles, o jogo é totalmente inspirado pelo estilo da época, com aquele tom psicodélico de ser. Logo de cara você já percebe isso, com a abertura realizando um breve apanhado da carreira dos rapazes, tocando alguns trechos de seus sucessos, de ''Hard Day's Night'' a ''I Am The Walrus'', em um dos momentos mais non-sense que você encontrará no jogo. Passado este momento de total viagem, o menu inicial e todo o resto continuam no mesmo esquema, com cores vibrantes, tudo muito colorido, animado, flores voadoras, borboletas, de forma que o mais hippie dos hippies possa se sentir em casa. O título conta com três modos principais de jogo: Quickplay, Story e Training. Alguns deles são sub-divididos em mais categorias, como o Training. Neste modo você pode ensaiar algumas canções mais difíceis na guitarra, baixo ou vocal. Aqui temos também uma bela surpresinha, que é o retorno das aulas de bateria, mas de forma que é voltada para as famosas batidas de Ringo Starr, contendo alguns de seus solos clássicos para que o jogador aprenda. O modo Quickplay não tem segredos, é o clássico ''pegar e tocar''. Escolha seu instrumento favorito, selecione uma música, a dificuldade e voilà, você já está tocando alguns dos maiores sucessos dos Beatles. Tanto o Quickplay quanto o Story possuem multiplayer, mas é no segundo que encontramos a nata do que The Beatles: Rock Band pode oferecer. Em Story temos a chance de seguir de perto a carreira do quarteto. Você irá encarnar um dos quatro Beatles e tocar junto com seus representantes virtuais os grandes clássicos da banda. O game começa no Cavern Club, local onde o grupo se apresentava no início de sua história, em Liverpool, Inglaterra. Depois disso, a saga se segue por todos os grandes shows da história dos rapazes, o The Ed Sullivan Show, o momento em que estouraram nos Estados Unidos, o concerto no Shea Stadium, e por aí vai. Todos os cenários estão fielmente representados, com direito a tietes e seus gritinhos histéricos nas plateias. Se você quiser ampliar a sensação de estar em um show, é possível aumentar ainda mais o grito da audiência nas opções, tornando as coisas um pouco mais realistas, na medida do possível. O ponto alto do jogo é durante as gravações no estúdio Abbey Road, famoso local onde o grupo se reuniu para gravar seus sucessos próximos do final da carreira. A animação dos Beatles, bem como a fidelidade de aparência, roupas e trejeitos dos quatro são destaques no game. Ringo Starr, por exemplo, é um dos músicos que mais demonstra isso, com direito a seu empolgado sorriso característico enquanto executava as canções na bateria. Outro ponto que merece ser comentado são os ''dreamscapes'', espécie de clipes músicas dentro do jogo. Imagine as músicas durante a fase Abbey Road, por exemplo. Seria um pouco chato acompanhar as canções apenas com os Beatles sentados no estúdio cantando e tocando. Não que seja um problema, mas deixaria tudo um pouco monótono e até sem graça. Para sanar este empecilho, a Harmonix veio com esta saída. Os ''dreamscapes'' nada mais são do que cenas especiais exclusivas de cada música. Em ''Yellow Submarine'', por exemplo, somos levado a um passeio debaixo d'água no famoso Submarino Amarelo. Enquanto em ''I Am The Walrus'' (novamente ela) nos deparamos com a banda em curiosas roupas de animais, com direito a John Lennon vestido de morsa. Temos também mais um passeio aquático em ''Octopus's Garden'' e efeitos especiais durante ''Back in The U.S.S.R.''. Sensacional é pouco para o nível de cuidado que a produção do game é demonstrada neste quesito. Voltando à jogabilidade, aqui as coisas se assemelham muito a Rock Band 2, com pequenas mudanças e algumas novidades. Em termos de guitarra e baixo, tudo fica igual aos anteriores, com hammer-on, pull-offs, solo (guitarra) e o bass groove (baixo). Na bateria, há uma pequenina mudança, na hora de ativar o Overdrive, aqui chamado de Beatlemania. Em Rock Band 2 era necessário tocar uma pequena parte de freestyle, ou seja, batucando o que você bem entender e acertar a nota verde (um prato de ataque) ao final. Aqui, há apenas o botão verde ao final, que na verdade fica espalhado em pontos estratégicos durante a música, onde você acertar um prato faria todo o sentido. Esta nova forma de ativar o Overdrive ficou melhor que a anterior, isso é um fato, e esperamos que a Harmonix mantenha esta opção para Rock Band 3. Já no vocal é onde está o pulo do gato. Uma das principais características das canções dos Beatles é a harmonia de vocais, onde cada membro cantava uma parte da música, com entonação própria. Desta forma, no jogo, é possível ter até três vocalistas, cada um com uma parte da harmonia. Além de deixar as músicas mais realistas, essa inclusão torna possível a participação de mais membros na sua banda de mentirinha. Quer coisa mais divertida do que ter seis pessoas podendo jogar o mesmo jogo em uma tarde de domingo? Por falar em realismo, este é um ponto que podemos elogiar bastante na questão da organização e notas, o famoso notechart. A série Rock Band costuma prezar pela simulação, colocando as notas o mais próximo o possível da realidade, em termos de posição de mãos e dedos na guitarra e baixo, e em termos de batidas na bateria. Em The Beatles: Rock Band, isso foi elevado ao máximo, ao menos na dificuldade Expert. Tente tocar bateria no último nível de dificuldade, depois, se possível, repita as mesmas batidas em uma bateria real. Você terá um resultado muito próximo da música de verdade. Um dos pontos que pode afastar alguns jogadores do game é a sua baixa dificuldade. O Easy e o Medium praticamente só estão lá para agradar aqueles que nunca tocaram Rock Band ou Guitar Hero na vida e se enrolam só de ver um controle em formato de instrumento. Jogadores que já estão acostumados com a jogabilidade acharão qualquer dificuldade abaixo do Hard enfadonha, sem grandes desafios. Desde o princípio da produção, a Harmonix já havia divulgado que o game seria voltado para um público novato, principalmente para os antigos fãs dos Beatles que não estavam acostumados com videogames. Quem procura os altos desafios como tocar a impossível ''Through Fire and Flames'' no Expert não vai encontrar nada parecido por aqui. Assim, o game é bem facilitado. No Easy, por exemplo, o modo No Fail fica automaticamente ativado, impedindo que a pessoa efetivamente perca, por mais notas que erre. Além disso, desde o princípio o jogo já vem com todas as músicas do setlist destravadas para serem jogadas no Quickplay. Na verdade, apenas a última canção, ''The End'', não está disponível logo de cara. O setlist foi bem escolhido, com uma boa quantidade dos sucessos da carreira banda, com grupos de canções saídas de sua respectiva época. ''Twist And Shout'', ''I Saw Her Standing There'', ''Can't Buy Me Love'', ''A Hard Day's Night'', ''Ticket to Ride'', ''Day Tripper'', ''Lucy In The Sky With Diamonds'', ''Helter Skelter'', ''Come Together'', ''I Want You (She's So Heavy)'', entre outros, totalizando 45 músicas. A quantidade é pouca, realmente, deixando espaço ainda para alguns hits que ficaram de fora, como ''Help!'', ''Eleanor Rigby'', ''Hey Jude'' ou ''Love Me Do''. As explicações podem ser muitas, seja por espaço em mídia ou por decisões comerciais. Afinal, a produtora já confirmou o lançamento de todos os álbuns para download nos próximos meses, cada uma com um ''dreamscape'' exclusivo, somando as músicas que faltam para o catálogo definitivo dos Beatles dentro do game. O Xbox 360 conta ainda com uma música, até então, exclusiva por download, a já lançada ''All You Need is Love'', do álbum ''Magical Mystery Tour''. A quantidade de extras também é significativa, principalmente para os fãs. Além de pérolas como a mensagem de Natal dos Beatles, além de fotos de toda a carreira da banda. Tais fotos, aliás, servem de apoio para o modo Story, onde ficamos sabendo detalhes de toda a história do grupo. As fotos são de arquivo original, com direito a algumas defeituosas, meio gastas pelo tempo, e acompanham textos detalhados sobre o Fab Four e seus hits. Curiosidades que podem até ser conhecidas pelos fãs, de cor e salteado, mas é bem interessante para os mais novos, que só ouviram falar de Beatles muito tempo depois do fim da banda. Ainda nos extras, há os Challenges, que são, como o nome diz, desafios que destravam mais conteúdo. Para fechar o pacote, é até desnecessário falar de gráficos, já que o jogo é focado no quesito musical, mas não deixa a peteca cair no visual, nem mesmo no Wii. A promiximidade gráfica entre as versões Xbox 360 / PlayStation 3 / Wii é grande. Além disso, a qualidade sonora está em ótima qualidade. E, se você for fã de verdade, daqueles que pagou mais de R$ 1000 em um box de CDs estéreo dos Beatles, há ainda a possibilidade de comprar o jogo com controles que replicam fielmente os instrumentos da banda. O kit principal, por absurdos R$ 2000 no Brasil, acompanha a bateria Ludwig de Ringo, o baixo Höfner de Paul e um microfone com estande. Há ainda as guitarras de John e George, a Rickenbacker 325 e a Gretsch Duo Jet, vendidas separadamente. A qualidade é indiscutível, se você puder digerir o preço. The Beatles: Rock Band é o tipo de jogo que agrada a todos e une gerações. O game é direcionado tanto para aqueles que curtem um jogo musical no seu videogame moderno, quanto para outros da ''velha guarda'', que acompanharam a carreira da banda de Liverpool em sua juventude. A Harmonix, em parceria com a MTV e a Apple Corps, fizeram direitinho sua lição de casa ao entregar um game que quer ser mais do que isso, podendo ser considerado a homenagem máxima que os Beatles e seus fãs podem ter. ?? claro que, felizmente, o jogo não esconde sua faceta ''jogável'', apresentando um bom conteúdo para algumas horas de diversão, além de modos típicos como multiplayer, carreira, desafios e destrancáveis. Uma bela maneira de relembrar os bons tempos de uma grande banda, que encontrou um triste fim. Não há como definir este título com menos do que ''simplesmente imperdível''. [img]hide:aHR0cDovL2ZpbmFsYm9zcy51b2wuY29tLmJyL2ZiNC9mb3Rvcy82LzUvMjM2OTU2LmpwZw==[/img]
Fonte: Finalboss
marped
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