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Análise do jogo "Scribblenauts" para DS escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 9 de 10, enviado por ygorocara,
A liberdade absoluta é uma dádiva que pouquíssimos jogos conseguem dar ao jogador, e ainda assim, geralmente fica aquela impressão de que falta alguma coisa. O esforço dos desenvolvedores na tentativa de criar um game legitimamente livre de barreiras continua firme e forte, mas está longe de ter sua conclusão. Mesmo assim, existem algumas tentativas realmente interessantes e que fazem a nossa imaginação trabalhar a todo o vapor. O alvo desta análise pode ser considerado um grande exemplo deste tipo de liberdade que tanto buscamos nos jogos eletrônicos. Scribblenauts é um título bastante singelo até, não fosse sua pretensão principal. Os gráficos são bastante simples, porém carismáticos, enquanto os controles apresentam até alguns problemas básicos, mas nada que o costume não resolva. Como um jogo tão ''normal'' pode chamar a atenção desta forma? Conforme comentamos no início do texto, oferecer liberdade ao jogador não é tarefa fácil, ainda mais em um jogo para portátil. Porém este game conseguiu esta façanha de uma maneira inédita e totalmente original. Partimos então do princípio básico: Scribblenauts é um game de puzzle e plataforma, onde o objetivo principal é conseguir as Starites, uma espécie de estrela especial que marca a conclusão daquele estágio. Existem dois tipos diferentes de estágios, os de quebra-cabeça e os de ação. Nos estágios de quebra-cabeças, o objetivo é concluir pequenas missões estabelecidas pelo jogo, e nos de ação o jogador precisa simplesmente pegar a Starite presente no estágio, usando qualquer tipo de recurso possível. Simples não? Jogos com esta premissa existem aos montes por aí, e disso não restam dúvidas. Mas, o que conta de verdade aqui é a execução do game e a interatividade que ele oferece ao jogador no fim das contas. Qual é a melhor maneira de tirar um gato de cima de um celeiro e devolvê-lo à sua dona? Você poderia simplesmente colocar uma escada grande o suficiente que pudesse chegar até o telhado, pegar o bichano e levá-lo de volta à sua dona. Simples, eficaz e indolor. Da mesma forma que você poderia escalar o celeiro com um kit de alpinismo, ou usar uma mochila voadora para pegar o gato. Na pior das hipóteses você poderia colocar um cachorro no telhado, assustando o gato e fazendo-o pular diretamente sobre uma cama elástica. Bem, são opções, e todas possíveis dentro do jogo! Entenderam o espírito da coisa? A premissa de Scribblenauts é permitir que o jogador use toda a sua criatividade, usando os mais absurdos e improváveis objetos na tentativa de resolver os mais simplórios objetivos. Acha demais? Bem, então você também pode resolvê-los de maneiras óbvias, do modo que faria no mundo real, sem problemas. O importante é colocar em prática toda a sua criatividade, resolvendo de forma lógica os mais diferentes desafios. Para isso, basta escrever o nome dos objetos, e eles magicamente aparecem na tela. Alguns podem até duvidar da funcionalidade do sistema, afinal, seria necessário ter uma quantidade exorbitante de objetos presentes no game de forma que ele pudesse reconhecer tantas possibilidades. E ainda estabelecer uma relação mínima entre estes objetos, animais e seres diversos, criando um temperamento específico para cada um e suas habilidades especiais. Pois é, trata-se de algo bastante complexo e que até o momento nenhum título o fez com tamanha maestria, mas podemos dizer com certeza de que o título da 5thCell conseguiu esta dificílima façanha. Sendo assim, Scribblenauts conta com uma lista inacreditável de objetos disponíveis, totalizando mais de 22 mil palavras e termos cadastrados no game, cada um com sua própria representação. Tem um monstro aterrorizando uma cidade? Que tal chamar Cthulhu para dar um jeito na criatura? ?? claro, depois você terá que dar um jeito em Cthulhu, tarefa esta que poderia ser executada... pelo Kraken! Mas quem toma conta da lula gigante? Bem, é possível chamar até mesmo Deus na jogada. As possibilidades só são limitadas pela imaginação do jogador e é justamente isso que torna Scribblenauts um jogo tão especial. Existem ainda algumas possibilidades de interação especial entre seres e objetos. ?? possível usar cola para unir dois objetos, ou usar uma corda para prender dois seres entre si. Coisas básicas como colocar gasolina em um balde e depois atear fogo com um fósforo para que ele exploda são totalmente possíveis no game. Da mesma forma que é possível fazer uso de um laço para capturar um animal fugitivo e depois colocá-lo dentro de uma jaula especial. Você só precisa pensar nos objetos certos, escrever seus nomes e definir a interação entre eles, tudo isso através da tela sensível ao toque do Nintendo DS. O game conta ainda com um personagem principal, Maxwell. E é controlando o pequeno garoto que o jogador conseguirá executar as mais diferentes ações, capturando inclusive as procuradas Starites. Maxwell pode inclusive fazer uso de armas de fogo, utilizar objetos distintos, dirigir carros, pilotar aviões e lanchas, montar em animais... Assim como todo o resto, suas ações são limitadas pela criatividade do jogador, o que é uma ótima notícia. Conforme comentamos, o título é totalmente controlado através da união de stylus e tela sensível ao toque. Apesar da interface simples, o título demanda um pouco de tempo para que o jogador possa se acostumar a seus controles. Isso acontece principalmente por conta da maneira com que Maxwell se movimenta pela tela. Diferente do que se imagina, o direcional digital do DS e também seus botões são utilizados no controle da câmera. A movimentação do personagem fica por conta da tela de toque. O jogador simplesmente aponta para onde Maxwell deve ir e o garoto corre automaticamente para aquela direção. Para interagir com pessoas, objetos e diferentes seres, basta dar um clique simples em cima de cada um, para que as opções de interação disponíveis apareçam em um menu flutuante. Em princípio, dada a explicação, parece algo normal e por demais simples, mas não é bem assim. A resposta dos comandos não é tão boa quanto poderia ser e nem sempre dá pra saber quais são os objetos que oferecem algum tipo de interação. Pode acontecer também de o jogador clicar em cima de uma criatura, com o objetivo de conferir a interação disponível na mesma, e sem querer fazer com que Maxwell corra naquela direção, algo que pode ser desastroso caso a criatura seja extremamente violenta, ou no caso de corrermos em direção a um objeto que possa ser nocivo e machucar o garoto, colocando tudo por água abaixo. Acreditamos que seja uma questão de costume, já que conosco a coisa funcionou um pouco assim. Com o tempo o jogador acaba descobrindo seus próprios ''macetes'' na hora de interagir com outros objetos ou criaturas, mas isso não deixa de ser um problema dentro do jogo. Apesar deste pequeno imprevisto com os controles, o game possui um ótimo funcionamento e faz muito bem aquilo no qual se propõe a oferecer. ?? difícil imaginar a quantidade exata de combinações possíveis dentro do game, utilizando diferentes objetos e utensílios, algo que acaba aumentando de forma dramática a longevidade do título. Mas não é só isso que contribui para a longa duração do game. No total temos 10 mundos e cada um possui 11 desafios no estilo quebra-cabeças e 11 no estilo ação. Temos então um total de 220 estágios bastante variados em objetivos e dificuldade. Mas, a coisa não para por aí. Existem alguns extras para aqueles que pretendem explorar totalmente o jogo. Após a conclusão de um estágio, o jogador é convidado a participar de uma espécie de desafio para aquela fase em questão. A ideia é de que ele conclua a missão três vezes seguidas, com a condição de que não repita os mesmos objetos utilizados nas outras vezes. Isso faz com que o jogador tenha que pensar em inúmeras possibilidades diferentes para a conslusão de um mesmo estágio. Alguns podem não concordar, já que estamos falando de uma reciclagem ??? extremamente válida ??? dos objetivos propostos pelo game, mas se formos fazer as contas temos, no total, 880 variações de conclusão para os estágios, uma normal e outras três extras, sem repetir a receita original, tudo isso dentro dos 220 estágios presentes no game. E se você ainda não está satisfeito com esta quantidade monstro de conteúdo, o game ainda conta com um amigável editor de níveis onde é possível reutilizar os cenários presentes no jogo, porém com a possibilidade de adicionarmos novas variantes em seu conteúdo, tal como a presença de objetos e criaturas, com a possibilidade de inclusive definirmos o seu temperamento em relação àquilo que a cerca. ?? possível ter até 12 estágios customizados, um ótimo número, sem contar a possibilidade de trocarmos este estágios com outros amigos, seja através de conexão sem fio local ou através da Internet, fazendo uso de seu Friend Code e o Nintendo WiFi. Mais de 22 mil palavras, interação quase infinita, grande quantidade de conteúdo... o que mais o título pode oferecer a nós, meros mortais? Bem, que tal tradução completa em português? Pois é, como está sendo distribuído pela Warner Bros., Scribblenauts acabou ganhando tradução para a nossa língua. Isso facilita bastante a jogabilidade para aqueles que não possuem proficiência em inglês, principalmente por estarmos falando de um jogo onde a principal mecânica é escrever palavras. Ainda assim, apesar de funcionar bem, o suporte ao Português brasileiro não está livre de falhas. Em primeiro lugar, é bom deixar claro uma coisa importantíssima: a quantidade de palavras presentes no vocabulário em português é um pouco menor que o inglês - alguns vocábulos não são encontrados quando jogamos em nossa língua, nem mesmo se traduzidas ao pé da letra. O pior é que existem alguns realmente úteis que, uma vez descobertos na versão em inglês, acabam fazendo uma falta danada na versão em português. Por exemplo, não adianta digitar "Botas de Pulo" ou qualquer coisa parecida, pois você não conseguirá fazer uso das utilíssimas "Jumping Boots". Da mesma forma que existem alguns termos que só fazem sentido em inglês e que portanto não estão disponíveis em português. Por exemplo, quando o jogador digita "Bullseye" com o jogo configurado em inglês, surge na tela aquele clássico alvo de dardos, com os círculos em azul e o centro em vermelho. Já em português, o mais próximo disso seria ''alvo'', que dá origem a um objeto similar, mas não o mesmo. Se o jogador escrever "bullseye" com o jogo configurado em português, o sistema de reconhecimento de escrita acaba interpretando que foi um erro de digitação e sugere outras palavras com grafia semelhante como "bule", "bonde" ou "buldogue". ?? difícil apontar isso como um contra absoluto, já que o game foi feito pensando na língua inglesa, mas não há como negar que a tradução acabou acompanhada de inúmeras falhas. Ainda assim, é bem interessante jogar em português, já que é possível fazer uso de palavras realmente inusitadas, incluindo algumas bastante específicas como raças de cães e espécies distintas de peixes e aves. Felizmente é possível trocar o idioma sempre que necessário, bastando para isso ir até a tela inicial do jogo. Desta forma, se você está jogando em português, mas sabe que existe um objeto útil para aquela ocasião que só pode ser escrito em inglês, basta trocar o idioma e voltar à mesma fase, fazendo assim o que for necessário. De uma forma ou de outra, é uma ótima maneira de treinar o seu vocabulário em inglês. A parte gráfica impressiona não pelo visual, que é bastante simples, mas pelo conteúdo. Se existem mais de 22 mil palavras, pode apostar que pelo menos mais de 10 mil sprites existem dentro do game. Dizemos isso porque existe a suspeita de que alguns são repetidos, principalmente para comidas e bebidas. Ainda assim, é impressionante a quantidade de objetos e criaturas mais específicas existem no game. ?? possível escrever ''dog'' para que um cachorro apareça, da mesma maneira que é possível escrever '' Rottweiler'' para aparecer um cão desta raça específica, e com aparência distinta dos demais cachorros. O número de cenários não é muito grande, geralmente ligado diretamente à fase no qual o puzzle faz parte. Mas como o título tem como foco principal o uso de diversos objetos em situações normalmente atípicas, até que eles acabam funcionando bem como fundo padrão para estes acontecimentos. ?? claro, a quantidade absurda de sprites fez com que fosse necessário reduzir a qualidade destes, mas isso não chega a interferir de forma significante. Pelo contrário, o game possui uma direção de arte bem interessante, que trata tudo como se fosse paper dolls, aquelas bonecas de papel montadas em ''módulos'' distintos. O efeito é interessante e acaba facilitando na hora da execução das animações, já que os movimentos são feitos através de juntas, permitindo que um consumo menor de espaço e processamento fosse efetuado. O som também é bem interessante, apesar de existir uma carência sensível por conta da ausência de efeitos sonoros. Eles existem, mas são bem pouquinhos e não muito variados. O mesmo não se pode dizer das músicas do game. As composições são alegres e bem inspiradas, elevando ao máximo o clima de cartoon do jogo. ?? claro, com o tempo elas possam talvez soar um pouco repetitivas, mas ainda assim é difícil negar o carisma inerente a elas. Scribblenauts chama a atenção não pelos seus gráficos ou pelo seu som. Seu maior destaque é permitir que o usuário escreva qualquer coisa na tela, e esta coisa apareça e sirva como material de interação dentro do jogo. ?? claro, existem algumas regras para isso como a ausência de palavras de baixo calão, termos culturais, religião e produtos licenciados, mas ainda assim o game consegue reunir mais de 22 mil termos, o que possibilita uma infinita combinação entre si. O título também é bastante durável, trazendo consigo 220 estágios, além da possibilidade de criarmos nossos próprios desafios. Imperdível para quem tem o Nintendo DS. A liberdade absoluta é uma dádiva que pouquíssimos jogos conseguem dar ao jogador, e ainda assim, geralmente fica aquela impressão de que falta alguma coisa. O esforço dos desenvolvedores na tentativa de criar um game legitimamente livre de barreiras continua firme e forte, mas está longe de ter sua conclusão. Mesmo assim, existem algumas tentativas realmente interessantes e que fazem a nossa imaginação trabalhar a todo o vapor. O alvo desta análise pode ser considerado um grande exemplo deste tipo de liberdade que tanto buscamos nos jogos eletrônicos. Scribblenauts é um título bastante singelo até, não fosse sua pretensão principal. Os gráficos são bastante simples, porém carismáticos, enquanto os controles apresentam até alguns problemas básicos, mas nada que o costume não resolva. Como um jogo tão ''normal'' pode chamar a atenção desta forma? Conforme comentamos no início do texto, oferecer liberdade ao jogador não é tarefa fácil, ainda mais em um jogo para portátil. Porém este game conseguiu esta façanha de uma maneira inédita e totalmente original. Partimos então do princípio básico: Scribblenauts é um game de puzzle e plataforma, onde o objetivo principal é conseguir as Starites, uma espécie de estrela especial que marca a conclusão daquele estágio. Existem dois tipos diferentes de estágios, os de quebra-cabeça e os de ação. Nos estágios de quebra-cabeças, o objetivo é concluir pequenas missões estabelecidas pelo jogo, e nos de ação o jogador precisa simplesmente pegar a Starite presente no estágio, usando qualquer tipo de recurso possível. Simples não? Jogos com esta premissa existem aos montes por aí, e disso não restam dúvidas. Mas, o que conta de verdade aqui é a execução do game e a interatividade que ele oferece ao jogador no fim das contas. Qual é a melhor maneira de tirar um gato de cima de um celeiro e devolvê-lo à sua dona? Você poderia simplesmente colocar uma escada grande o suficiente que pudesse chegar até o telhado, pegar o bichano e levá-lo de volta à sua dona. Simples, eficaz e indolor. Da mesma forma que você poderia escalar o celeiro com um kit de alpinismo, ou usar uma mochila voadora para pegar o gato. Na pior das hipóteses você poderia colocar um cachorro no telhado, assustando o gato e fazendo-o pular diretamente sobre uma cama elástica. Bem, são opções, e todas possíveis dentro do jogo! Entenderam o espírito da coisa? A premissa de Scribblenauts é permitir que o jogador use toda a sua criatividade, usando os mais absurdos e improváveis objetos na tentativa de resolver os mais simplórios objetivos. Acha demais? Bem, então você também pode resolvê-los de maneiras óbvias, do modo que faria no mundo real, sem problemas. O importante é colocar em prática toda a sua criatividade, resolvendo de forma lógica os mais diferentes desafios. Para isso, basta escrever o nome dos objetos, e eles magicamente aparecem na tela. Alguns podem até duvidar da funcionalidade do sistema, afinal, seria necessário ter uma quantidade exorbitante de objetos presentes no game de forma que ele pudesse reconhecer tantas possibilidades. E ainda estabelecer uma relação mínima entre estes objetos, animais e seres diversos, criando um temperamento específico para cada um e suas habilidades especiais. Pois é, trata-se de algo bastante complexo e que até o momento nenhum título o fez com tamanha maestria, mas podemos dizer com certeza de que o título da 5thCell conseguiu esta dificílima façanha. Sendo assim, Scribblenauts conta com uma lista inacreditável de objetos disponíveis, totalizando mais de 22 mil palavras e termos cadastrados no game, cada um com sua própria representação. Tem um monstro aterrorizando uma cidade? Que tal chamar Cthulhu para dar um jeito na criatura? ?? claro, depois você terá que dar um jeito em Cthulhu, tarefa esta que poderia ser executada... pelo Kraken! Mas quem toma conta da lula gigante? Bem, é possível chamar até mesmo Deus na jogada. As possibilidades só são limitadas pela imaginação do jogador e é justamente isso que torna Scribblenauts um jogo tão especial. Existem ainda algumas possibilidades de interação especial entre seres e objetos. ?? possível usar cola para unir dois objetos, ou usar uma corda para prender dois seres entre si. Coisas básicas como colocar gasolina em um balde e depois atear fogo com um fósforo para que ele exploda são totalmente possíveis no game. Da mesma forma que é possível fazer uso de um laço para capturar um animal fugitivo e depois colocá-lo dentro de uma jaula especial. Você só precisa pensar nos objetos certos, escrever seus nomes e definir a interação entre eles, tudo isso através da tela sensível ao toque do Nintendo DS. O game conta ainda com um personagem principal, Maxwell. E é controlando o pequeno garoto que o jogador conseguirá executar as mais diferentes ações, capturando inclusive as procuradas Starites. Maxwell pode inclusive fazer uso de armas de fogo, utilizar objetos distintos, dirigir carros, pilotar aviões e lanchas, montar em animais... Assim como todo o resto, suas ações são limitadas pela criatividade do jogador, o que é uma ótima notícia. Conforme comentamos, o título é totalmente controlado através da união de stylus e tela sensível ao toque. Apesar da interface simples, o título demanda um pouco de tempo para que o jogador possa se acostumar a seus controles. Isso acontece principalmente por conta da maneira com que Maxwell se movimenta pela tela. Diferente do que se imagina, o direcional digital do DS e também seus botões são utilizados no controle da câmera. A movimentação do personagem fica por conta da tela de toque. O jogador simplesmente aponta para onde Maxwell deve ir e o garoto corre automaticamente para aquela direção. Para interagir com pessoas, objetos e diferentes seres, basta dar um clique simples em cima de cada um, para que as opções de interação disponíveis apareçam em um menu flutuante. Em princípio, dada a explicação, parece algo normal e por demais simples, mas não é bem assim. A resposta dos comandos não é tão boa quanto poderia ser e nem sempre dá pra saber quais são os objetos que oferecem algum tipo de interação. Pode acontecer também de o jogador clicar em cima de uma criatura, com o objetivo de conferir a interação disponível na mesma, e sem querer fazer com que Maxwell corra naquela direção, algo que pode ser desastroso caso a criatura seja extremamente violenta, ou no caso de corrermos em direção a um objeto que possa ser nocivo e machucar o garoto, colocando tudo por água abaixo. Acreditamos que seja uma questão de costume, já que conosco a coisa funcionou um pouco assim. Com o tempo o jogador acaba descobrindo seus próprios ''macetes'' na hora de interagir com outros objetos ou criaturas, mas isso não deixa de ser um problema dentro do jogo. Apesar deste pequeno imprevisto com os controles, o game possui um ótimo funcionamento e faz muito bem aquilo no qual se propõe a oferecer. ?? difícil imaginar a quantidade exata de combinações possíveis dentro do game, utilizando diferentes objetos e utensílios, algo que acaba aumentando de forma dramática a longevidade do título. Mas não é só isso que contribui para a longa duração do game. No total temos 10 mundos e cada um possui 11 desafios no estilo quebra-cabeças e 11 no estilo ação. Temos então um total de 220 estágios bastante variados em objetivos e dificuldade. Mas, a coisa não para por aí. Existem alguns extras para aqueles que pretendem explorar totalmente o jogo. Após a conclusão de um estágio, o jogador é convidado a participar de uma espécie de desafio para aquela fase em questão. A ideia é de que ele conclua a missão três vezes seguidas, com a condição de que não repita os mesmos objetos utilizados nas outras vezes. Isso faz com que o jogador tenha que pensar em inúmeras possibilidades diferentes para a conslusão de um mesmo estágio. Alguns podem não concordar, já que estamos falando de uma reciclagem ??? extremamente válida ??? dos objetivos propostos pelo game, mas se formos fazer as contas temos, no total, 880 variações de conclusão para os estágios, uma normal e outras três extras, sem repetir a receita original, tudo isso dentro dos 220 estágios presentes no game. E se você ainda não está satisfeito com esta quantidade monstro de conteúdo, o game ainda conta com um amigável editor de níveis onde é possível reutilizar os cenários presentes no jogo, porém com a possibilidade de adicionarmos novas variantes em seu conteúdo, tal como a presença de objetos e criaturas, com a possibilidade de inclusive definirmos o seu temperamento em relação àquilo que a cerca. ?? possível ter até 12 estágios customizados, um ótimo número, sem contar a possibilidade de trocarmos este estágios com outros amigos, seja através de conexão sem fio local ou através da Internet, fazendo uso de seu Friend Code e o Nintendo WiFi. Mais de 22 mil palavras, interação quase infinita, grande quantidade de conteúdo... o que mais o título pode oferecer a nós, meros mortais? Bem, que tal tradução completa em português? Pois é, como está sendo distribuído pela Warner Bros., Scribblenauts acabou ganhando tradução para a nossa língua. Isso facilita bastante a jogabilidade para aqueles que não possuem proficiência em inglês, principalmente por estarmos falando de um jogo onde a principal mecânica é escrever palavras. Ainda assim, apesar de funcionar bem, o suporte ao Português brasileiro não está livre de falhas. Em primeiro lugar, é bom deixar claro uma coisa importantíssima: a quantidade de palavras presentes no vocabulário em português é um pouco menor que o inglês - alguns vocábulos não são encontrados quando jogamos em nossa língua, nem mesmo se traduzidas ao pé da letra. O pior é que existem alguns realmente úteis que, uma vez descobertos na versão em inglês, acabam fazendo uma falta danada na versão em português. Por exemplo, não adianta digitar "Botas de Pulo" ou qualquer coisa parecida, pois você não conseguirá fazer uso das utilíssimas "Jumping Boots". Da mesma forma que existem alguns termos que só fazem sentido em inglês e que portanto não estão disponíveis em português. Por exemplo, quando o jogador digita "Bullseye" com o jogo configurado em inglês, surge na tela aquele clássico alvo de dardos, com os círculos em azul e o centro em vermelho. Já em português, o mais próximo disso seria ''alvo'', que dá origem a um objeto similar, mas não o mesmo. Se o jogador escrever "bullseye" com o jogo configurado em português, o sistema de reconhecimento de escrita acaba interpretando que foi um erro de digitação e sugere outras palavras com grafia semelhante como "bule", "bonde" ou "buldogue". ?? difícil apontar isso como um contra absoluto, já que o game foi feito pensando na língua inglesa, mas não há como negar que a tradução acabou acompanhada de inúmeras falhas. Ainda assim, é bem interessante jogar em português, já que é possível fazer uso de palavras realmente inusitadas, incluindo algumas bastante específicas como raças de cães e espécies distintas de peixes e aves. Felizmente é possível trocar o idioma sempre que necessário, bastando para isso ir até a tela inicial do jogo. Desta forma, se você está jogando em português, mas sabe que existe um objeto útil para aquela ocasião que só pode ser escrito em inglês, basta trocar o idioma e voltar à mesma fase, fazendo assim o que for necessário. De uma forma ou de outra, é uma ótima maneira de treinar o seu vocabulário em inglês. A parte gráfica impressiona não pelo visual, que é bastante simples, mas pelo conteúdo. Se existem mais de 22 mil palavras, pode apostar que pelo menos mais de 10 mil sprites existem dentro do game. Dizemos isso porque existe a suspeita de que alguns são repetidos, principalmente para comidas e bebidas. Ainda assim, é impressionante a quantidade de objetos e criaturas mais específicas existem no game. ?? possível escrever ''dog'' para que um cachorro apareça, da mesma maneira que é possível escrever '' Rottweiler'' para aparecer um cão desta raça específica, e com aparência distinta dos demais cachorros. O número de cenários não é muito grande, geralmente ligado diretamente à fase no qual o puzzle faz parte. Mas como o título tem como foco principal o uso de diversos objetos em situações normalmente atípicas, até que eles acabam funcionando bem como fundo padrão para estes acontecimentos. ?? claro, a quantidade absurda de sprites fez com que fosse necessário reduzir a qualidade destes, mas isso não chega a interferir de forma significante. Pelo contrário, o game possui uma direção de arte bem interessante, que trata tudo como se fosse paper dolls, aquelas bonecas de papel montadas em ''módulos'' distintos. O efeito é interessante e acaba facilitando na hora da execução das animações, já que os movimentos são feitos através de juntas, permitindo que um consumo menor de espaço e processamento fosse efetuado. O som também é bem interessante, apesar de existir uma carência sensível por conta da ausência de efeitos sonoros. Eles existem, mas são bem pouquinhos e não muito variados. O mesmo não se pode dizer das músicas do game. As composições são alegres e bem inspiradas, elevando ao máximo o clima de cartoon do jogo. ?? claro, com o tempo elas possam talvez soar um pouco repetitivas, mas ainda assim é difícil negar o carisma inerente a elas. Scribblenauts chama a atenção não pelos seus gráficos ou pelo seu som. Seu maior destaque é permitir que o usuário escreva qualquer coisa na tela, e esta coisa apareça e sirva como material de interação dentro do jogo. ?? claro, existem algumas regras para isso como a ausência de palavras de baixo calão, termos culturais, religião e produtos licenciados, mas ainda assim o game consegue reunir mais de 22 mil termos, o que possibilita uma infinita combinação entre si. O título também é bastante durável, trazendo consigo 220 estágios, além da possibilidade de criarmos nossos próprios desafios. Imperdível para quem tem o Nintendo DS. A liberdade absoluta é uma dádiva que pouquíssimos jogos conseguem dar ao jogador, e ainda assim, geralmente fica aquela impressão de que falta alguma coisa. O esforço dos desenvolvedores na tentativa de criar um game legitimamente livre de barreiras continua firme e forte, mas está longe de ter sua conclusão. Mesmo assim, existem algumas tentativas realmente interessantes e que fazem a nossa imaginação trabalhar a todo o vapor. O alvo desta análise pode ser considerado um grande exemplo deste tipo de liberdade que tanto buscamos nos jogos eletrônicos. Scribblenauts é um título bastante singelo até, não fosse sua pretensão principal. Os gráficos são bastante simples, porém carismáticos, enquanto os controles apresentam até alguns problemas básicos, mas nada que o costume não resolva. Como um jogo tão ''normal'' pode chamar a atenção desta forma? Conforme comentamos no início do texto, oferecer liberdade ao jogador não é tarefa fácil, ainda mais em um jogo para portátil. Porém este game conseguiu esta façanha de uma maneira inédita e totalmente original. Partimos então do princípio básico: Scribblenauts é um game de puzzle e plataforma, onde o objetivo principal é conseguir as Starites, uma espécie de estrela especial que marca a conclusão daquele estágio. Existem dois tipos diferentes de estágios, os de quebra-cabeça e os de ação. Nos estágios de quebra-cabeças, o objetivo é concluir pequenas missões estabelecidas pelo jogo, e nos de ação o jogador precisa simplesmente pegar a Starite presente no estágio, usando qualquer tipo de recurso possível. Simples não? Jogos com esta premissa existem aos montes por aí, e disso não restam dúvidas. Mas, o que conta de verdade aqui é a execução do game e a interatividade que ele oferece ao jogador no fim das contas. Qual é a melhor maneira de tirar um gato de cima de um celeiro e devolvê-lo à sua dona? Você poderia simplesmente colocar uma escada grande o suficiente que pudesse chegar até o telhado, pegar o bichano e levá-lo de volta à sua dona. Simples, eficaz e indolor. Da mesma forma que você poderia escalar o celeiro com um kit de alpinismo, ou usar uma mochila voadora para pegar o gato. Na pior das hipóteses você poderia colocar um cachorro no telhado, assustando o gato e fazendo-o pular diretamente sobre uma cama elástica. Bem, são opções, e todas possíveis dentro do jogo! Entenderam o espírito da coisa? A premissa de Scribblenauts é permitir que o jogador use toda a sua criatividade, usando os mais absurdos e improváveis objetos na tentativa de resolver os mais simplórios objetivos. Acha demais? Bem, então você também pode resolvê-los de maneiras óbvias, do modo que faria no mundo real, sem problemas. O importante é colocar em prática toda a sua criatividade, resolvendo de forma lógica os mais diferentes desafios. Para isso, basta escrever o nome dos objetos, e eles magicamente aparecem na tela. Alguns podem até duvidar da funcionalidade do sistema, afinal, seria necessário ter uma quantidade exorbitante de objetos presentes no game de forma que ele pudesse reconhecer tantas possibilidades. E ainda estabelecer uma relação mínima entre estes objetos, animais e seres diversos, criando um temperamento específico para cada um e suas habilidades especiais. Pois é, trata-se de algo bastante complexo e que até o momento nenhum título o fez com tamanha maestria, mas podemos dizer com certeza de que o título da 5thCell conseguiu esta dificílima façanha. Sendo assim, Scribblenauts conta com uma lista inacreditável de objetos disponíveis, totalizando mais de 22 mil palavras e termos cadastrados no game, cada um com sua própria representação. Tem um monstro aterrorizando uma cidade? Que tal chamar Cthulhu para dar um jeito na criatura? ?? claro, depois você terá que dar um jeito em Cthulhu, tarefa esta que poderia ser executada... pelo Kraken! Mas quem toma conta da lula gigante? Bem, é possível chamar até mesmo Deus na jogada. As possibilidades só são limitadas pela imaginação do jogador e é justamente isso que torna Scribblenauts um jogo tão especial. Existem ainda algumas possibilidades de interação especial entre seres e objetos. ?? possível usar cola para unir dois objetos, ou usar uma corda para prender dois seres entre si. Coisas básicas como colocar gasolina em um balde e depois atear fogo com um fósforo para que ele exploda são totalmente possíveis no game. Da mesma forma que é possível fazer uso de um laço para capturar um animal fugitivo e depois colocá-lo dentro de uma jaula especial. Você só precisa pensar nos objetos certos, escrever seus nomes e definir a interação entre eles, tudo isso através da tela sensível ao toque do Nintendo DS. O game conta ainda com um personagem principal, Maxwell. E é controlando o pequeno garoto que o jogador conseguirá executar as mais diferentes ações, capturando inclusive as procuradas Starites. Maxwell pode inclusive fazer uso de armas de fogo, utilizar objetos distintos, dirigir carros, pilotar aviões e lanchas, montar em animais... Assim como todo o resto, suas ações são limitadas pela criatividade do jogador, o que é uma ótima notícia. Conforme comentamos, o título é totalmente controlado através da união de stylus e tela sensível ao toque. Apesar da interface simples, o título demanda um pouco de tempo para que o jogador possa se acostumar a seus controles. Isso acontece principalmente por conta da maneira com que Maxwell se movimenta pela tela. Diferente do que se imagina, o direcional digital do DS e também seus botões são utilizados no controle da câmera. A movimentação do personagem fica por conta da tela de toque. O jogador simplesmente aponta para onde Maxwell deve ir e o garoto corre automaticamente para aquela direção. Para interagir com pessoas, objetos e diferentes seres, basta dar um clique simples em cima de cada um, para que as opções de interação disponíveis apareçam em um menu flutuante. Em princípio, dada a explicação, parece algo normal e por demais simples, mas não é bem assim. A resposta dos comandos não é tão boa quanto poderia ser e nem sempre dá pra saber quais são os objetos que oferecem algum tipo de interação. Pode acontecer também de o jogador clicar em cima de uma criatura, com o objetivo de conferir a interação disponível na mesma, e sem querer fazer com que Maxwell corra naquela direção, algo que pode ser desastroso caso a criatura seja extremamente violenta, ou no caso de corrermos em direção a um objeto que possa ser nocivo e machucar o garoto, colocando tudo por água abaixo. Acreditamos que seja uma questão de costume, já que conosco a coisa funcionou um pouco assim. Com o tempo o jogador acaba descobrindo seus próprios ''macetes'' na hora de interagir com outros objetos ou criaturas, mas isso não deixa de ser um problema dentro do jogo. Apesar deste pequeno imprevisto com os controles, o game possui um ótimo funcionamento e faz muito bem aquilo no qual se propõe a oferecer. ?? difícil imaginar a quantidade exata de combinações possíveis dentro do game, utilizando diferentes objetos e utensílios, algo que acaba aumentando de forma dramática a longevidade do título. Mas não é só isso que contribui para a longa duração do game. No total temos 10 mundos e cada um possui 11 desafios no estilo quebra-cabeças e 11 no estilo ação. Temos então um total de 220 estágios bastante variados em objetivos e dificuldade. Mas, a coisa não para por aí. Existem alguns extras para aqueles que pretendem explorar totalmente o jogo. Após a conclusão de um estágio, o jogador é convidado a participar de uma espécie de desafio para aquela fase em questão. A ideia é de que ele conclua a missão três vezes seguidas, com a condição de que não repita os mesmos objetos utilizados nas outras vezes. Isso faz com que o jogador tenha que pensar em inúmeras possibilidades diferentes para a conslusão de um mesmo estágio. Alguns podem não concordar, já que estamos falando de uma reciclagem ??? extremamente válida ??? dos objetivos propostos pelo game, mas se formos fazer as contas temos, no total, 880 variações de conclusão para os estágios, uma normal e outras três extras, sem repetir a receita original, tudo isso dentro dos 220 estágios presentes no game. E se você ainda não está satisfeito com esta quantidade monstro de conteúdo, o game ainda conta com um amigável editor de níveis onde é possível reutilizar os cenários presentes no jogo, porém com a possibilidade de adicionarmos novas variantes em seu conteúdo, tal como a presença de objetos e criaturas, com a possibilidade de inclusive definirmos o seu temperamento em relação àquilo que a cerca. ?? possível ter até 12 estágios customizados, um ótimo número, sem contar a possibilidade de trocarmos este estágios com outros amigos, seja através de conexão sem fio local ou através da Internet, fazendo uso de seu Friend Code e o Nintendo WiFi. Mais de 22 mil palavras, interação quase infinita, grande quantidade de conteúdo... o que mais o título pode oferecer a nós, meros mortais? Bem, que tal tradução completa em português? Pois é, como está sendo distribuído pela Warner Bros., Scribblenauts acabou ganhando tradução para a nossa língua. Isso facilita bastante a jogabilidade para aqueles que não possuem proficiência em inglês, principalmente por estarmos falando de um jogo onde a principal mecânica é escrever palavras. Ainda assim, apesar de funcionar bem, o suporte ao Português brasileiro não está livre de falhas. Em primeiro lugar, é bom deixar claro uma coisa importantíssima: a quantidade de palavras presentes no vocabulário em português é um pouco menor que o inglês - alguns vocábulos não são encontrados quando jogamos em nossa língua, nem mesmo se traduzidas ao pé da letra. O pior é que existem alguns realmente úteis que, uma vez descobertos na versão em inglês, acabam fazendo uma falta danada na versão em português. Por exemplo, não adianta digitar "Botas de Pulo" ou qualquer coisa parecida, pois você não conseguirá fazer uso das utilíssimas "Jumping Boots". Da mesma forma que existem alguns termos que só fazem sentido em inglês e que portanto não estão disponíveis em português. Por exemplo, quando o jogador digita "Bullseye" com o jogo configurado em inglês, surge na tela aquele clássico alvo de dardos, com os círculos em azul e o centro em vermelho. Já em português, o mais próximo disso seria ''alvo'', que dá origem a um objeto similar, mas não o mesmo. Se o jogador escrever "bullseye" com o jogo configurado em português, o sistema de reconhecimento de escrita acaba interpretando que foi um erro de digitação e sugere outras palavras com grafia semelhante como "bule", "bonde" ou "buldogue". ?? difícil apontar isso como um contra absoluto, já que o game foi feito pensando na língua inglesa, mas não há como negar que a tradução acabou acompanhada de inúmeras falhas. Ainda assim, é bem interessante jogar em português, já que é possível fazer uso de palavras realmente inusitadas, incluindo algumas bastante específicas como raças de cães e espécies distintas de peixes e aves. Felizmente é possível trocar o idioma sempre que necessário, bastando para isso ir até a tela inicial do jogo. Desta forma, se você está jogando em português, mas sabe que existe um objeto útil para aquela ocasião que só pode ser escrito em inglês, basta trocar o idioma e voltar à mesma fase, fazendo assim o que for necessário. De uma forma ou de outra, é uma ótima maneira de treinar o seu vocabulário em inglês. A parte gráfica impressiona não pelo visual, que é bastante simples, mas pelo conteúdo. Se existem mais de 22 mil palavras, pode apostar que pelo menos mais de 10 mil sprites existem dentro do game. Dizemos isso porque existe a suspeita de que alguns são repetidos, principalmente para comidas e bebidas. Ainda assim, é impressionante a quantidade de objetos e criaturas mais específicas existem no game. ?? possível escrever ''dog'' para que um cachorro apareça, da mesma maneira que é possível escrever '' Rottweiler'' para aparecer um cão desta raça específica, e com aparência distinta dos demais cachorros. O número de cenários não é muito grande, geralmente ligado diretamente à fase no qual o puzzle faz parte. Mas como o título tem como foco principal o uso de diversos objetos em situações normalmente atípicas, até que eles acabam funcionando bem como fundo padrão para estes acontecimentos. ?? claro, a quantidade absurda de sprites fez com que fosse necessário reduzir a qualidade destes, mas isso não chega a interferir de forma significante. Pelo contrário, o game possui uma direção de arte bem interessante, que trata tudo como se fosse paper dolls, aquelas bonecas de papel montadas em ''módulos'' distintos. O efeito é interessante e acaba facilitando na hora da execução das animações, já que os movimentos são feitos através de juntas, permitindo que um consumo menor de espaço e processamento fosse efetuado. O som também é bem interessante, apesar de existir uma carência sensível por conta da ausência de efeitos sonoros. Eles existem, mas são bem pouquinhos e não muito variados. O mesmo não se pode dizer das músicas do game. As composições são alegres e bem inspiradas, elevando ao máximo o clima de cartoon do jogo. ?? claro, com o tempo elas possam talvez soar um pouco repetitivas, mas ainda assim é difícil negar o carisma inerente a elas. Scribblenauts chama a atenção não pelos seus gráficos ou pelo seu som. Seu maior destaque é permitir que o usuário escreva qualquer coisa na tela, e esta coisa apareça e sirva como material de interação dentro do jogo. ?? claro, existem algumas regras para isso como a ausência de palavras de baixo calão, termos culturais, religião e produtos licenciados, mas ainda assim o game consegue reunir mais de 22 mil termos, o que possibilita uma infinita combinação entre si. O título também é bastante durável, trazendo consigo 220 estágios, além da possibilidade de criarmos nossos próprios desafios. Imperdível para quem tem o Nintendo DS.
Fonte: Finalboss
ygorocara
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