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Análise do jogo "Red Faction: Guerrilla" para X360 escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 8 de 10, enviado por Alan Bessa,
Ah, a tecnologia. Antes de chegar nesta atual geração de consoles, muitas especulações ??? feitas pelos próprios jogadores, claro ??? eram feitas prevendo as grandes inovações possíveis com o ''poder infindável da próxima geração''. Imaginava-se que teríamos uma verdadeira revolução ??? sem referências, por favor ??? que traria mudanças realmente incríveis na execução dos jogos. Nunca mais teremos problemas de colisão! Texturas em baixa resolução nunca mais! Serrilhados é coisa do passado! Real time weapon change!!!1! ?? claro, o tempo passou e mostrou que o grande poder da ''próxima geração'' não era tão grande assim. Muitas das reivindicações feitas por jogadores não foram totalmente atendidas pelas produtoras, não por elas serem más ou algo do tipo, e sim simplesmente porque estávamos lidando com Hardwares melhores e não semi-deuses. Ainda assim, há de se convir que muita coisa melhorou, em especial com os gráficos o que nos proporcionou títulos incríveis. Entretanto, a interação do jogador com o jogo continua podada de inúmeras maneiras. Os jogos de forma geral ainda seguem uma receita pré concebida que ainda dá muito certo. Além de tudo isso, muitos sabem que nem sempre uma jogabilidade super complexa ou ''inovadora'' é a saída para que um título seja realmente divertido, o que nos leva a crer que muitas vezes a simplicidade ainda é a melhor saída. Felizmente a indústria tem evoluído de tal forma que alguns itens desta lista infindável de pedidos tem sido atendidos, mesmo que de uma forma ainda distante do que alguns esperavam. Red Faction: Guerrilla traz um pouco disso. Uma das principais características do game é destruir tudo aquilo que está à sua volta. E quando dizemos tudo, é tudo mesmo! Está vendo aquele prédio de três andares? Basta destruir parte de sua fundação e observá-lo ruir aos poucos, até que de sua estrutura só sobre destroços. A execução desta novidade também não é das piores. Os produtores realmente conseguiram implementar um sistema de danos e destruição decente, que oferece liberdade o suficiente para que o jogador realmente interaja com aquilo que está à sua volta. ?? claro, existem algumas limitações, mas isso não tira o crédito da tentativa, que por sinal por quase não acertou totalmente na mosca. A história de Red Faction: Guerrilla não chega a ser tosca, mas é completamente batida. Estamos em Marte, em uma colônia de expansão espacial criada pelo governo terrestre. Acontece que os habitantes de Marte estão passando por um pequeno problema. Como o lugar é na verdade uma colônia de trabalho intenso, sem contar com uma estrutura que ofereça o que conhecemos como ''qualidade de vida'', os trabalhadores que ali estão se sentem explorados, falando-se inclusive em trabalho escravo. ?? óbvio, os tempos são outros, e um grupo decide então dar uma reviravolta nisso tudo, usando a força bruta para finalmente encontrar sua supremacia. E o nome deste grupo é, senão outro, Red Faction, nome que batiza o título. ?? claro, existem alguns detalhes a mais na trama, mas decidimos contar somente o especial para que a surpresa não fosse estragada, mesmo que a ''surpresa'' em si seja algo totalmente previsível. Diante disso, temos um game que lembra bastante a série de ação em terceira pessoa da Electronic Arts, Mercenaries. Na verdade o tema é basicamente o mesmo, só que contando com um ambiente totalmente diferente. O objetivo do jogador ao longo do jogo é ajudar o grupo Red Faction a conseguir novamente o controle das várias zonas no quais se localiza a colônia de exploração terrestre. A tarefa não vai ser nada fácil já que todas elas estão sob controle da polícia terrestre, que mantém a ordem com punho de ferro, mesmo que para isso seja necessário quebrar alguns ovos, ou melhor, crânios. A comparação com Mercenaries não foi feita a toa. Na verdade, Red Faction: Guerrilla possui uma jogabilidade bastante semelhante, não pelo tema, mas pela maneira com que o jogador interage com o cenário. Estamos falando de um mundo livre onde se faz necessário vasculhar todas as suas facetas na busca de novas missões, bônus e alguns mini-games que de tempos em tempos ajuda à Red Faction aumentar sua influência sobre o território onde está instalada. Em primeiro lugar, é necessário compreender bem esta questão da influência dentro do território. Cada vez que o jogador conclui uma missão, o nível de respeito e influência da Red Faction em determinada área de Marte aumenta. Isso significa que o jogo e a maneira com que o jogador guia a jogabilidade como um todo sofre algumas pequenas modificações. Por exemplo, quanto maior o nível de respeito adquirido maior será a sua influência sobre os cidadãos da colônia. Isso significa que você pode acabar ''convertendo'' alguns habitantes para a sua causa o que no fim das contas acaba facilitando as coisas para você. Em dado momento estes habitantes passam a se comportar como verdadeiros guerrilheiros, lutando com o jogador lado a lado e dando cobertura em situações onde se faz necessária uma fuga rápida, despistando seus algozes de maneira limpa e eficaz. ?? claro, a morte de um destes guerrilheiros pode fazer seu nível de influência diminuir, colocando tudo a perder, inclusive o apoio dos cidadãos. A variedade de missões não é muito boa, diga-se de passagem, a não ser quando falamos de algumas missões especiais. Como comentamos Red Faction: Guerrilla é um título que conta com um mundo aberto e, portanto, demanda certa exploração por intermédio do jogador. Mas como esse processo pode acabar se tornando maçante em pouco tempo, os produtores tiveram uma boa idéia em relação a este sistema de conseguir novas missões. Para conseguir uma destas missões, o personagem precisa se dirigir até o local no qual ela está disponível e lá conversar com o NPC encarregado. Para facilitar as coisas, é possível ver já no mapa do game todos os pontos onde estão disponíveis estas missões e marcar através dele uma rota, facilitando então as coisas na hora de conseguir as tais missões. Com um sistema de missões já visto em outros games e uma jogabilidade que, sinceramente, não traz nada de novo, qual é então o grande diferencial de Red Faction: Guerrilla? Como comentamos logo no início da análise, trata-se do sistema de danos implementado no game. Com ele, qualquer estrutura pode ser colocada a baixo, seja na base da ''marretada'' ou através de equipamentos de demolição específicos. Existem inclusive missões que colocam o uso deste sistema como forma de conclusão, de modo que o personagem principal tenha que colocar a baixo os prédios dominados pelos adversários. ?? claro, o sistema não é perfeito e está longe de ser. A física empregada acaba fazendo algumas concessões, deixando um pouco a realidade de lado em prol de uma melhor jogabilidade. Por exemplo, quando o jogador derruba uma parede, seus destroços ficam no chão na forma de imensos blocos de concreto. O problema é que eles parecem se transformar em isopor já que conforme o nosso personagem anda, pode acabar arrastando facilmente alguns destes blocos facilmente. O efeito é logicamente irreal e pode desanimar um pouco em uma primeira vista. Mas acreditem, colocar uma gigantesca torre a baixo após descarregar algumas minas em sua base não tem preço. Irreal ou não, este sistema permite ações nunca vistas em um game do estilo. Imagine que você suba até uma sala para resgatar alguns reféns. O prédio está cercado por soldados e descer pela entrada principal é praticamente um ato suicida. Quer solução melhor do que plantar uma carga de explosivos na parede e criar sua própria saída? E que tal dar cabo de um quartel inteiro simplesmente destruindo suas colunas de sustentação e colocando tudo a baixo, junto com quem estiver lá dentro é claro. As opções são inúmeras e isso torna o jogo mais imersivo e emocionante, à medida que o jogador descobre algumas de suas possibilidades. O sistema é tão interessante que foi criado inclusive um modo multiplayer que faz uso exclusivamente deste sistema. Nele o jogador escolhe entre várias modalidades, que na verdade só estabelece algumas regras para a vitória. O objetivo é o mais simples possível: destruir tudo dentro de um limite de tempo pré-estabelecido. A coisa bacana deste modo é que ele necessita somente de um controle, oferecendo a ação através de turnos. Primeiro um jogador pega o controle e destrói tudo o que for possível, e em seguida o próximo jogador tenta fazer uma pontuação ainda maior sob as mesmas condições, e por aí vai. São permitidos até quatro jogadores e a competição é intensa. Uma excelente maneira de perpetuar o uso deste novo sistema, que fatalmente custou algum tempo para o seu desenvolvimento. A parte gráfica de Red Faction: Guerrilla deixa um pouco a desejar em alguns momentos, apesar da inovação em relação à interação com o cenário. As texturas, pelo menos na maior parte das vezes, são bastante repetitivas. Ok sabemos que o título se passa em Marte, que na verdade é um grande deserto vermelho, mas não há como negar que o game em si possui um visual bastante repetitivo. Todos os lugares parecem iguais e, não fosse pela variedade geológica ??? buracos, montanhas, planíceis, etc ??? ficaria realmente difícil identificar os lugares e ver a diferença entre uma parte do cenário e outra. Os modelos não são exatamente ruins, mas fica a impressão de que tem algo faltando. Digamos que eles não sejam exatamente carismáticos. Muito disso tem a ver com a animação dos modelos, que é apenas decente. A parte sonora acaba contribuindo um pouco para isso já que os diálogos não são tão inspirados e as músicas, apesar de empolgantes em alguns momentos, não tão presentes quanto poderiam. Alguns efeitos secundários como o sistema de partículas são apenas Ok, enquanto as sombras possuem um estranho granulado que acaba dando uma impressão bem estranha para quem vê. Apesar de não ser um prodígio gráfico e nem possuir uma história épica, Red Faction: Guerrilla é até bem divertido na maior parte do tempo. A grande novidade do game é a possibilidade de destruirmos qualquer construção existente no cenário, sem exceções, seja usando uma pesada marreta ou simplesmente lançando mísseis e plantando poderosas cargas de explosivos. Um modo multiplayer perpetua o uso deste engine que permite que os jogadores coloquem para fora toda a sua sede por destruição. [b]A favor:[/b] - Sistema de destruição dos cenários é sem dúvidas o principal atrativo do game; - Inicialmente a impressão pode não ser exatamente esta, mas na medida que o jogador avança percebe que na verdade o cenário é gigantesco; - As armas são basicamente focadas na destruição como explosivos, lança granadas, mísseis, além da arma mais básica, uma poderosa marreta de demolição, tudo combinando muito bem com o tema principal do game; - A maneira com que você recolhe recursos no meio do caminho, como juntar pedaços de metal e minério, para trocar por novas armas acaba adicionando uma longevidade interessante ao jogo. [b]Contra:[/b] - Muito bacana, muito bonito, mas o sistema de destruição não chega a ser realista já que muitas das vezes existem algumas falhas na física, além de fazer algumas coisas parecerem irreais como blocos imensos de concreto que assemelham-se a blocos de isopor; - O título não é muito variado graficamente e se não fosse pela geologia do lugar, tudo pareceria igual e seria um pouco difícil se encontrar no game; - Bem que poderia haver uma variedade um pouco maior de missões. [b]Veredito:[/b] Apesar de não ser um prodígio gráfico e nem possuir uma história épica, Red Faction: Guerrilla é até bem divertido na maior parte do tempo. A grande novidade do game é a possibilidade de destruirmos qualquer construção existente no cenário, sem exceções, seja usando uma pesada marreta ou simplesmente lançando mísseis e plantando poderosas cargas de explosivos. Um modo multiplayer perpetua o uso deste engine que permite que os jogadores coloquem para fora toda a sua sede por destruição.
Fonte: Finalboss
Alan Bessa
Enviado por Alan Bessa
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